Rimas

Os autores que publico, se estiverem a ler este post, devem pensar que vou falar das minhas anotações nos seus originais, porque não raro faço círculos à volta de palavras próximas e escrevo à margem: «Evite esta rima.» As rimas em prosa nem sempre soam bem, mas na poesia e, sobretudo, nas letras de fados e canções ajudam à harmonia ou são mesmo necessárias. Há vários dicionários de rimas, bem como um número apreciável de sites na Internet que, quando estou a fazer uma letra para alguém, costumo consultar (um deles, curiosamente, chama-se Poeta Vadio). E, recentemente, recebi uma mensagem de uma pessoa que não conheço, mas sabe seguramente que sou uma utilizadora deste tipo de recursos, e que creio ter-me escrito do Brasil. Diz-me no e-mail enviado: «Eu criei essa ferramenta pensando em facilitar a vida de quem faz poesia (inclusive a minha), e seu funcionamento é muito simples: basicamente, você digita o início ou terminação desejada, clica em "procurar palavras", e então a ferramenta apresenta os resultados de um banco com mais de 1 milhão de palavras portuguesas que compilei de dicionários e similares.» Dá muito jeito, asseguro, e por isso deixo aqui o link para os eventuais interessados. Obrigada ao autor.


https://comofazerumpoema.com/dicionario-de-rimas/


 

Comentários

  1. Bom dia com alegria

    Por acaso ninguém tem um link onde se adicione um adolescente alérgico aos livros e, por osmose, saia um leitor, não? :-)

    Saúde, sorte e boas leituras
    cp

    PS: Cara MRP,
    Imagino que não seja "a sua praia", mas não resisto tentar meter uma cunha.
    O meu desconhecimento do /ignorância sobre o mercado editorial português levam-me a fazer a seguinte sugestão de tradução para a língua portuguesa:

    https://www.editionsjfd.com/boutique/bienvenue-dans-lunivers-de-la-stupidite-11206

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  2. Sou um caça-rimas, anti-cacofonia! Evito ao máximo que os meus textos padeçam dessa imperfeição. A nossa língua é muito sonora, sobretudo em ditongos e lembro-me de um amigo françês que dizia: "pão! refeição! não! melão! cão! Ão-ão-ão, les portugais aboient beaucoup!".
    Portanto às vezes é difícil evitar.

    Fazer rimas, versejar portanto, e já que se fala de letras de fado, há os chamados "repentistas" que conseguem fazer versos (a martelo muitas vezes) na hora, dedicados a determinadas pessoas. Lembro-me do meu saudoso amigo João Braza, fadista de Évora, conhecido pelo "João Peitaça" que era um ás nessa arte e corria a sala toda, dedicando a cada um uma quadra que cantava.

    Saudações e sudações cá da Cidade Morena, onde o calor já aperta!




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  3. Pois. Acredito que dê jeito a quem é poeta. Não ajuda quem apenas verseja. Ou nem isso. Mas é certo, a rima, donairosa na poesia, em prosa é kitsch a evitar. Não sei bem porquê, mas é.

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  4. Olá
    Muito oportuno.
    Por acaso, nos meus poemas, procuro intensamente a rima, dado que a Poesia, para mim, tem de ser frugal, simples, inteligível e sobretudo melódica. A métrica é também um elemento fundamental. Confesso, do alto da minha ignorância, que tenho dificuldade em perceber poemas demasiado cripticos ou gongóricos... Gosto da simplicidade, e de como se pode expressar tanto e tanto em tão pouco texto, como numa canção.

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