Centenário de Natália
Há muitas escritoras portuguesas dignas de nota, claro, mas Natália, pela sua figura, a sua voz, a sua intervenção pública, é realmente inesquecível, mesmo para quem só a viu e nunca a leu. Incluí-a no meu livro juvenil Portuguesas Extraordinárias e incluí-a também na recente antologia de poemas para fado que assino com Aldina Duarte, Esse Fado Vaidoso, uma vez que muitos textos seus foram cantados por várias vozes do fado. Vai sair em breve sobre si uma biografia da escritora Filipa Martins, que já tinha sido autora do guião de Três Mulheres (uma série sobre Natália, Snu Abecassis e Vera Lagoa), bem como participado com entrevistas importantes no documentário sobre Natália da autoria de Joaquim Vieira; e hoje mesmo, para celebrar o centenário da autora nascida em 1923, a Sociedade Portuguesa de Autores homenageia a escritora com um concerto na Reitoria da Universidade de Lisboa às 21h30 (a transmitir na RTP no ano que vem), no qual desfilarão apenas intérpretes mulheres, entre as quais Ana Bacalhau, Amélia Muge, Rita Redshoes, Mafalda Veiga e Kátia Guerreiro, que cantarão poemas da escritora açoreana musicados por Renato Júnior. Viva Natália!
Viva Natália!
ResponderEliminarSempre!
Já algum tempo que conheço a canção interpretada pela Rita Redshoes, lindíssima e gravada no Botequim.
Pena ter de esperar tanto tempo para conhecer as restantes.
Bom espectáculo, se for caso disso...
Vão desculpar-me a involuntária impertinência, fruto da minha ignorância neste meio onde venho arejar as asas de traça, peço portanto esclarecimento: Natália?
ResponderEliminarCorreia?
Nunes?
Grato pela atenção, cá desde a Cidade Morena.
Nota: Li algures que o cúmulo do snobismo era dizer que "Os Lusíadas" eram obra do tio Luiz Vaz...
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=Nat%C3%A1lia+Correia
ResponderEliminarO post de cima é meu. Não estamos a falar da mesma pessoa e estranho que não conheça, enfim...
ResponderEliminarEra só uma questão de tempo. Quanto a tortura de animais, vulgo touradas, sabe tudo, já quanto à identificar Natália Correia…
ResponderEliminar«Muitos textos seus foram cantados por várias vozes do fado».
ResponderEliminarNão só do fado. Provavelmente o seu poema mais famoso enquanto letra de uma canção é «Queixa das almas jovens censuradas», com música e voz de José Mário Branco, de que ele fez duas versões, a primeira em «Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades» e a segunda em «Ser Solidário» (este um dos «20 discos da minha vida»).
Sabia. Só quis dar graxa a uma certa pessoa
ResponderEliminarSinto que o "Horas Extraordinárias" está cada vez mais virado para o futuro.
ResponderEliminarA Natália só é "rainha" em 2023 (embora saiba que é "natal" sempre que um homem ou uma mulher quiserem...).
Fez-me muita confusão que o nosso Nobel não merecesse uma linha na semana em que completou 100 anos, mas talvez já seja uma coisa do passado...
Grato pelo esclarecimento!
ResponderEliminarAcontece que conheço duas Natálias, notáveis nas letras portuguesas:
Natália Correia
Natália Nunes
Curiosamente são até da mesma geração.
Daí a razão da minha dúvida: Quando se fala em "A Natália"? Pergunto, qual delas?
Porque há uma Correia e outra Nunes, e, até há iniciativas para homenagear ambas. Portanto não sou tão ignorante assim, se calhar há quem só conheça uma ou mesmo nenhuma.
Se amanhã se falar a propósito de música no "António"... posso sempre ficar na dúvida se é o Calvário, o Variações, o Manuel Ribeiro, o Victorino de Almeida, o Mourão, o Garcês?
E estamos conversados por agora, grato pela atenção!
Estes anónimos, xão tão engraxados!!!!
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