Amantes de gatos (e não só)
Já aqui disse mais de uma vez que eu sou mais cães, embora, quando o sabem, os leitores da minha poesia fiquem admirados, porque tenho imensos poemas em que entram gatos. Ao longe, gosto deles, é um facto: são elegantes, independentes e cheios de personalidade. Já ao perto... Mesmo assim, não pensava vir a publicar um livro sobre gatos e apaixonei-me por História de Um Gato, de Laura Agustí, autora e ilustradora de gabarito, pois a sua história não é exactamente a de um gato (Oye, o siamês que a acompanhou durante dezassete anos!), mas a história de um tempo em que as crianças, em vez de ficarem o dia todo sentadas em frente de um computador, brincavam ao ar livre e conviviam com galinhas e coelhos, colhiam fruta das árvores, faziam sopinhas e saladas com plantas verdadeiras e criavam bichos-da-seda, a quem davam a comer folha de amoreira. As ilustrações são muito bonitas, delicadas e ternurentas. Mas, além do que já referi, há uma parte extremamente informativa neste livro, sobre os gatos na arte e na literatura, por exemplo, e também sobre o papel dos felinos ao longo do tempo em certas religiões e culturas. Vale muito a pena, garanto, mesmo para quem não gosta especialmente de gatos.

Cães, gatos e bicheza em geral sempre tiveram lugar no quadro de personagens na literatura, sendo tantos que seria exaustivo, aliás impossível, enumerá-los.
ResponderEliminarHoje julga-se que se descobriu a moda dos "patudos" (credo!), ignorando-se as nossas tias velhotas e solteironas que tinham dúzias de gatos e quase sempre um cão, capado e de mau feitio... até os cães das "celebridades" são notícia de capa de revista quando aparam o pêlo!
Não há decididamente pachorra para esta onda actual de animalidade doméstica, ferrenha e bacôca.
Enfim, pelo que nos diz a Nossa Extraordinária Anfitriã, esta não será mais uma história de um gato (que não é de Uppsala), um mero e vulgar tareco, mas abrange toda uma envolvente a propósito do pequeno felino, doméstico, talvez num tempo em que as crianças ainda brincavam e os gatos eram apenas isso mesmo: animal doméstico de companhia.
Votos de uma Extraordinária semana para todos, cá desde a Cidade Morena, onde e a propósito, encetei a leitura de "Velhos lobos" (Carlos Campaniço).
Cães e gatos agora é mato, passe o absurdo, pois deixaram de contactar com a natureza. Foi uma sorte os "iraquianos" terem optado por eles, olha se eles se lembrassem de ir às margens do Eufrates capturar um pequeno tigre para o domesticar e às águas do Tigre para fazer o mesmo a um crocodilo bebé!
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