O senhor Pina
Conheci Manuel António Pina (ao vivo, quero eu dizer, porque obviamente já o conhecia dos livros e das crónicas jornalísticas maravilhosas) num festival de poesia em Genebra, no qual, como agora se usa dizer, coincidimos numa mesa-redonda. Desse grupo de poetas (que incluía também Gastão Cruz e Pedro Tamen), infelizmente só Fernando Pinto do Amaral e eu permanecemos vivos. Mas o Manuel António Pina seguirá vivo para quem o leia e para quem queira contar ou ouvir as suas histórias sempre tão engraçadas, como aquela de ter um número absolutamente louco de gatos, «parte deles em pensão completa e o resto em meia pensão». Fez recentemente dez anos que o poeta do Porto morreu e a Feira do Livro da Invicta decidiu que estava na hora de o escolher como homenageado: vai, pois, ter a sua tília com o nome gravado no jardim do Palácio de Cristal e um festival literário com programação de João Gesta coordenado pelo também poeta (e romancista) Rui Lage. Falta quase um ano, mas já está decidido. Uma boa ideia para 2023.
Uma excelente ideia!
ResponderEliminarGostei de saber que ele vai ter uma tília. Tenho saudades de ler crónicas dele, embora tenha cá o livro - muita coisa teria ele a dizer destes tempos...
O Senhor Pina é também um livro muito bonito do Álvaro de Magalhães, grande amigo de Manuel António Pina, que juntamente com outros amigos fundou o clube "À espera do Pina".
Acho tão bonito continuarem à espera dele... e aposto que ele aparece sempre...
Detestaria que este post ficasse sem comentários, as pessoas esquecem tão depressa...
Onde quer que ele esteja, que esteja bem, e rodeado de gatos em pensão completa e amena cavaqueira🐈🐈
🌼Maria
Vale a pena ler o magnífico livro do Álvaro de Magalhães, sobre o seu grande amigo Manuel António Pina.
ResponderEliminarPois vale, Seve.
ResponderEliminarObrigada por vir aqui hoje: já somos dois.
Bom feriado!
🌼Maria
Gosto de Manuel António Pina (da escrita, entenda-se). À conta dessa assisada escolha, Já 2023 me parece melhor .
ResponderEliminarConheci o Manuel António Pina, em 2001, nos Encontros de Talábriga, dos quais fui um dos coordenadores, em representação da Fundação João Jacinto de Magalhães, da Universidade de Aveiro. Ele foi um dos poetas convidados. Era um homem extremamente agradável e calmo.
ResponderEliminarA sua poesia é de muita qualidade. Tenho o livro da sua poesia completa, à qual regresso com frequência.
Fico contente que lhe façam esta homenagem que me parece já um pouco tardia, mas ... é melhor tarde do que nunca. É uma das formas das pessoas não morrerem é haver sempre alguém que se lembre delas.
Manuel Dias da Silva