O regresso de João Pinto Coelho
Alguns dirão que o seu tema era Aushwitz ou a Segunda Guerra Mundial, mas não só. Desta feita, João Pinto Coelho rumou à Nova Inglaterra e brinda-nos com uma história de família. Depois de passar a infância num orfanato, Noah conhece finalmente a mãe, Patience, aos doze anos. Mas, apesar de ela fazer tudo para o compensar, nunca se refere ao motivo do abandono; e, por isso, seja na casa de praia de Cape Cod, onde passam temporadas, seja no teatro do Connecticut onde acabam a trabalhar juntos, há uma fronteira que nenhum dos dois ousa atravessar. Quando Noah conhece Frank O’Leary – um jesuíta excêntrico que guia um Rolls-Royce –, descobre nele o amparo que procurava. Mesmo assim, há coisas que o padre prefere guardar para si: os seus anos de estudante; o bar irlandês de Boston onde ele e os amigos se embebedavam e recitavam poemas; e ainda a jovem ambiciosa que não temeu desviá-lo da sua vocação. É, curiosamente, a terrível experiência de solidão num colégio religioso – assombrado por histórias de Dickens e um assassínio macabro – o primeiro segredo que Patience partilhará com Noah; contudo, quando essa confissão se encaixar no relato do padre Frank, ficará no ar o cheiro da tragédia e a revelação que se lhe segue só pode ser mentira. O desfecho é mesmo genial. De que estão à espera? Esta semana o livro é posto à venda.

Uma boa notícia num dia de Inverno.
ResponderEliminarOra cá está um livro que sou muito capaz de comprar! Obrigada pela ótima notícia, Maria do Rosário.
ResponderEliminarComprei os outros dois livros e irei comprar este. Também gosto da capa, apesar de não ser o mais importante, também o é, e um farol é um sinal de esperança no meio da tempestade.
ResponderEliminarBoas leituras!
Maria
Li o primeiro, não o segundo. Pode ser que leia o terceiro.
ResponderEliminarCara Maria,
ResponderEliminarEste será o quarto romance do João Pinto Coelho, faltou-lhe um.
Cumprimentos,
Rui Miguel Almeida
Um abraço, cá da Cidade Morena, ao João Pinto Coelho e votos de sucesso!
ResponderEliminarUm livro a ler, evidentemente, por mim!