Literatura e inteligência artificial

Num encontro de poesia em Oeiras, já não sei se no final do ano passado, convidaram-me para discutir o tema da inteligência artificial aplicada à poesia com uma professora do Instituto Superior Técnico. Como sabia pouco sobre a matéria, estive a investigar e, curiosamente, descobri poesia criada por máquinas bastante boa, alguma até melhor do que muitos versos tremendamente fracos que estamos sempre a encontrar por aí. Claro que a poesia criada por «cérebros artificiais» parte sempre de um conjunto grande de textos poéticos preexistentes escritos por pessoas de carne e osso; e, como na máquina da taluda, no fundo o computador mistura todas as bolas e depois deixa cair uma poesia nova; o que não sabemos é se faria um poema assim jeitoso sem lhe darmos a «ler» antes muitos poemas jeitosos. Mas, se quer saber mais sobre este assunto, vá hoje ao Goethe-Institut de Lisboa, pelas 19h00, onde dois especialistas vão falar de poesia digital e ciberliteratura: Rui Torres, professor catedrático no Porto, e João Gabriel Ribeiro, jornalista e designer. Ambos têm plataformas de poesia digital e, suponho, vão defender as suas damas.


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Comentários

  1. "Eu já vi um porco andar de bicicleta".
    (Alder Dante antigo árbitro de futebol)

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  2. António Luiz Pacheco13 de outubro de 2022 às 07:17

    Inteligência artificial = ausência de inteligência humana!
    Apenas e só...
    Não existe tal coisa, porque nenhum aparelho dito de inteligência, funciona sem a intervenção humana, ou seja não possui inteligência própria e espontânea, apenas processa o que lhe for fornecido. Mas há quem adore estes brinquedos e os defenda, claro, porque deles dependem para justificarem a sua existência.
    Sabem de uma coisa, claro que há os génios da informática, porém, do pessoal do meu tempo todos os que repetiram o 5 ano do liceu ou o fizeram em duas secções, os manifestamente estúpidos ou pouco inteligentes, vieram a ser "informáticos", sem excepção... porque é uma coisa sem inteligência própria, que só repete e não cria, que funciona com a "corda" da inteligência alheia!
    Ainda hoje, não me lixem... (perdoem a expressão), os da informática só existem para complicar e infernizar a vida dos restantes, sendo-lhes atribuída uma importância que não possuem mais do que qualquer outro, mecânico, electricista, etc.
    Peçam uma solução a um informático, com base num problema e terão uma cadeia de mais problemas. Quando se vai ter com o informático, tem de se ter já pensada a solução e o que ele vai ter de fazer ou executar, garanto, e olhem que a minha experiência com eles é diária!
    Livra!
    Inteligência completamente artificial! Tal como as injecções de bottox!
    Saudações de uma inteligência clássica e humana, cá desde a Cidade Morena.

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  3. Uma rectificação- foi o antigo árbitro Vítor Correia quem viu o porco andar de bicicleta e não Alder Dante (este viu outra coisa parecida e que também ficou na historia).

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  4. Não sei se já li algum poema emitido por uma máquina, mas acredito que me iria saber a artificial, tal como me soube a artificial a comida que provei feita na famosa máquina bimby.
    A inteligência artificial não mais faz do que mimetizar os caminhos entre os neurónios conhecidos do cérebro humano. Como ainda há todo um mundo deles desconhecidos para a ciência, ainda a IA está muito longe de nós alcançar. Mas acredito que seja divertido brincar aos poetas com um pseudocérebro - máquina.

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  5. Obrigado por mais um belo tema de reflexão: será que Pessoa, por exemplo, faria os poemas jeitosos que fez “sem lhe darmos a «ler» antes muitos poemas jeitosos”? O que será então que distingue verdadeiramente a poesia humana da poesia das máquinas? 😀

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