Alto Minho

Iniciado em Abril, regressou ontem o ciclo de encontros literários do Alto Minho, As Palavras Que Nos Unem, integrado no projecto «Inclusão ativa de grupos vulneráveis: Cultura para todos», que permite a invisuais e deficientes auditivos acompanharem todas as sessões através de suportes em braille e tradução em línguagem gestual. Numa programação de conversas orientada pelo jornalista João Morales, grande dinamizador cultural, desta vez os encontros acontecem nos municípios de Melgaço (foi ontem, lamento chegar tarde, e ainda por cima estavam presentes Nuno Camarneiro e Ana Ventura), Ponte da Barca (21 de Outubro), Viana do Castelo (27 de Outubro), Monção (28 de Outubro) e Paredes de Coura (29 de Outubro). Foram convidados, além dos já referidos, António Mota e José Pedro Leite em Ponte da Barca; José Mário Silva e Rita Taborda Duarte em Viana do Castelo; Olinda Beja e Carlos Quiroga (galego!) em Monção; e, por fim, Filipe Homem Fonseca e Adolfo Luxúria Caníbal em Paredes de Coura. Haverá música e teatro para animar e o programa está disponível para ser descarregado no link abaixo com a novidade de ter a «audiodescrição» ou consultado no cartaz aqui reproduzido. É assim mesmo!


http://redebibliotecas.altominho.pt/noticias/detalhes.php?id=1084


 


Cartaz_encontros_literarios_outubro-geral_page-000

Comentários

  1. António Luiz Pacheco20 de outubro de 2022 às 02:36

    Tenho a comentar, que, para quem acredite que a literatura está condenada... a quantidade de eventos a ela ligada, o desmente.
    Vejam-se os últimos posts, que falam disso em abundância e inequívoca prova de força.
    Ainda bem!
    Felizmente, aliás, tal como noutras áreas, nossas portuguesas, tradicionais e que é comum prever-se a sua extinção em nome daquilo que é erradamente tido como "evolução".
    O que mais evolui, na continuidade, é a imbecilidade dos profetas que acham ter o dom da adivinhação, infelizmente com direito a cada vez mais mediatismo na pregação da sua tolice e toleima.
    Como é fácil de verificar, as previsões feitas sobre o que quer que seja, por norma falham, salvo raríssimas excepções! E falham porque o Mundo e a Vida, são dinâmicos, estão sempre a mudar, nem por isso mudando de acordo com os "algoritmos" ou as previsões baseadas no que se sabe hoje, quando se devia saber que o saber amanhã é outro, mais avançado! Assim tudo que se prevê hoje, ou previu ontem, estará amanhã ultrapassado.
    Lembro-me daquela definição maldosa de economista:- Aquele que explicará amanhã, porque é que as previsões que fez ontem, não se verificaram hoje! Adapta-se a todos os que vivem de fazer previsões, sendo uma grande verdade.
    Podem portanto prever à vontade o fim da literatura, em papel, digital ou como queiram, que ela jamais acabará, prevejo eu que já começo a ser velho e já vi muita previsão falhar redondamente, justamente porque o Mundo é redondo e gira!
    Pode até esta minha previsão falhar, que não me espantará - dura lex, sed lex.

    Umas boas jornadas é o que se deseja desde a Cidade Morena, com o calor a subir e sem ser preciso fazer previsões: sobe porque é tempo dele, mais nada!

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