Blá-blá-blá

Não é novidade para ninguém que o mundo hoje é essencialmente inglês. Nos países onde se aprendem línguas estrangeiras, o inglês é seguramente disciplina obrigatória e, se não o for, é certamente a primeira opção de quase toda a gente. O francês, que era a língua com que comecei ainda na escola primária, formou muitas gerações de intelectuais portugueses: as pessoas da idade do meu pai arranhavam o inglês, mas falavam (e liam) bem francês, mesmo quando não tocavam piano; e faz pena que o francês tenha perdido protagonismo, até porque é uma língua musical e bonita. Porém, para quem tiver nostalgia, hoje começa o Bla Bla Café às 17h45 na Medicateca do Instituto Franco-Português. Não é, atenção, um curso, mas um espaço de conversa em francês para os que querem praticar ou aperfeiçoar a língua. Todas as semanas é proposto um tema para a conversa, que é moderada por uma pessoa nativa da língua. Ouvir com respeito e dar opinião (em francês, claro) é o objectivo destes encontros, temperados com um cafezinho. Inscrevam-se os interessados no link abaixo.


mediatheque@ifp-lisboa.com


 

Comentários

  1. Adoraria participar nesse "espaço de conversa",mas infelizmente no Porto nao ha nada disso.
    Frequentei o Instituto Frances durante varios anos,mas tambem se extinguiu.
    Esperemos por melhores dias...

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  2. Bonjour (avec alegria!)

    Faço já parte dos que começaram com o inglês na escola.

    Mas tive ainda alguma influência francesa:

    - três anos no secundário;
    - livros franceses em casa, de um progenitor que por lá tirou um curso;
    - um tio emigrado no héxagono;
    - amizades de verão francófonas;

    Longe de dominar a língua, consigo fazer-me entender (com bastante caçetada na grammaire), consigo entender (proporcionalmente á velocidade do discurso), o que nos dias que correm já deu para me safar profissionalmente (sim, existem muitos franceses que não dominam o inglês, to say the least)

    E costumo comprar livros em francês (PUB https://www.nlf-livraria.com/), que leio com a ajuda de um dicionário

    (Curiosamente, um dos últimos foi "Le parfum des fleurs la nuit), cuja autora deu recentemente um ar da sua graça no local hoje sugerido no post. )

    Saúde, Sorte e Boas leituras
    cp

    PS1: Leituras paralelas:

    Dias da Noite - Silvina Ocampo (que não conhecia e me fez recordar, não sei porquê, Adília Lopes e Mário Henrique Leiria, em modo cocktail)
    O mundo de Sofia - Jostein Gaarder (um livro que andava para ler desde os anos 90 e que uma casualidade alfarrabista proporcionou)
    Kapuscinski, Uma vida - Artur DomosLawski


    PS2: via Rádio Alcatifa, alguém me disse que a Amazon prepara a sua base logística para operar no mercado português directamente (e não via nuestros hermanos). Algúem mais avalizado confirma este boato?

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  3. E que tal "O mundo de Sofia"? é que também já ando há anos para o ler.

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  4. Totalmente verdade, o francês perdeu protagonismo para o inglês.
    Mas ainda bem que se mantêm diálogos em francês!

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  5. Também sou da mesma opinião.
    Tive sempre inglês na escola como língua obrigatória. A partir do 7º ano pude escolher entre o francês ou uma outra disciplina ligada às artes. Escolhi o francês sem dúvida alguma.
    Nunca fui muito bom aluno em inglês, mas em francês era o melhor!
    Ainda hoje falo francês fluente.

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  6. Sou fluente em francês (que falo como segunda língua, aprendida em casa) em inglês que aprendi no liceu e depois aperfeiçoei na International House, em castelhano (autodidata) e compreendo muito bem o italiano falado ou escrito de que falo um pouco, também autodidata.
    Preciso das duas primeiras por razões profissionais!
    O francês caiu em desuso na nossa escola, mas não no Mundo, pois na área da alimentação, da distribuição e agricultura ainda é muito usado - atenção! Só parece ter caído em desuso porque nas nossas escolas, a luminárias que nos desgovernam e deseducam entenderam deixar de o ensinar.
    Até aqui em Benguela o falo com os "langas", o pessoal dos Congos que negoceiam peixe e são francófonos. Em Cabinda era muito usado e até com os "trepeiros" (sobem às palmeiras para cortar os cachos de dendém) o falava, pois eram "congolenses".
    Na minha opinião sou favorável a que se fale o máximo possível de outros idiomas, com os quais tenhamos contacto, ou algum tipo de relacionamento, pois falar a língua de outrem é uma superioridade ao contrário dos que acham que é servilismo. Não é, de todo!
    Tenho pena de não conseguir aprender umbundo... mas não há escolas nem professores, apenas se aprende em casa, falando. Curiosamente há relativamente muito pouca gente a falar umbundo, ou outras línguas nativas de cá. Acho mal!

    Saudações cá da Cidade Morena.

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  7. Recomendo vivamente. Quanto mais não seja para sistematizar/rever/consolidar noções de Filosofia.
    cp

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