Apoteose

Mário Cláudio é um dos mais prolíficos escritores portugueses, e não há ano em que não nos brinde com uma novidade. Desta feita, trata-se de Apoteose dos Mártires, que ainda por cima tem uma capa belíssima. Decorre no ocaso do Império Português e debruça-se sobre os destinos de Tomás Rodrigues da Cunha, pequeno fidalgo e militar natural do Minho, e Pierre Berthelot, piloto-mor e cosmógrafo, oriundo da Normandia. Carmelitas descalços no Convento de Goa, rumaram à Ilha de Sumatra no Índico, integrando a embaixada que se propunha firmar um tratado de aliança com o sultão de Achém, movidos pelo espírito de entrega e sacrifício, inspirador dos mártires de todas as épocas. As aventuras que viveram, nas quais o amor profano nem sempre se distinguiria do sagrado, constituem verso e reverso de uma só medalha, cunhada na miséria da guerra, na exaltação da alma, e na partilha da Terra. Como outros, de ontem, de hoje e amanhã, apostaram na glória da condição humana, mas viram o seu sangue derramado. É a primeira vez que um escritor lhes dedica um romance, e este, que vale mesmo a pena, vai ser lançado hoje à tarde no Porto, pelo que aqui fica o convite aos que estejam pela Invicta. Apareçam.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco6 de setembro de 2022 às 04:02

    Tenho gostado dos livros de Mário Cláudio que já li, a quem considero um dos nossos mestres da escrita.
    Este pode ser mais um, o tema é bastante invulgar na nossa literatura, mas parece-me que interessante.

    Saudações cá do Bairro Ribatejano.

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