Feira do Livro
O importante é descentralizar a cultura, passamos a vida a dizê-lo, e portanto há uma boa notícia esta semana: a 26.ª edição da Feira do Livro de Ponte de Lima vai acontecer de hoje até 24 de Julho para não dizerem que é só no Porto e em Lisboa que tudo se passa. O certame, que terá lugar na Expolima, vai incluir mesas-redondas, debates e conversas com escritores, apresentações de livros e sessões de autógrafos, mas também as menos correntes sessões de poesia; haverá ainda uma programação infanto-juvenil para grupos de crianças, contemplando leituras de contos para os mais pequeninos e oficinas. Como a música não podia ficar de fora, esperam-se igualmente alguns concertos para abrilhantar a feira. Entre os autores convidados, estão Tânia Ganho, Nuno Camarneiro e João Reis – e não escapará José Milhazes, o ex-correspondente da RTP que anda a correr o país com a sua Breve História da Rússia, um verdadeiro bestseller! O jornalista João Morales moderará algumas das conversas. Se está pelo Norte, já sabe aonde ir nos próximos dias.

1º - A cultura está descentralizada, e, de há muito.
ResponderEliminarA elite cultural, estacionada em Lesboa, sobretudo, é que pensa que não. A do Porto olha para Lisboa com inveja e no seu eterno complexo de inferioridade também pensa igual.
No resto do país, sabemos nós os que lá estamos, que assim não é, tratamos por isso da nossa vida cultural, sem dar cavaco a Lesboa e ao Porto.
Ponte de Lima é apenas mais um dos muitos exemplos daquilo que digo, aliás pergunto à Nossa Extraordinária Anfitriã se ao longo do ano não referiu aqui inúmeros acontecimentos em que até participou, no país descentralizado? E os demais Extraordinários não falaram em tantos, tendo até muitos deles participado nesses eventos?
A descentralização cultural existe sim, pode é ser elitista e só entender como "cultura" ou "eventos culturais" aquilo que quer considerar.
2º O livro de José Milhazes, é muitíssimo oportuno e igualmente interessante, sim!
A quem se interesse pelo tema da história dos povos, aconselho... eu consegui-o aqui em Benguela.
Saudações culturais descentralizadas, cá da Cidade Morena.
Dos comentadores que infestam as televisões e me fazem saltar de canal, Milhazes é um deles.
ResponderEliminarMas o livro é muito bom! Sobretudo porque na verdade sabemos muito pouco da história da Rússia, e, nisso ele é bom! Como comentador, não sei, não assisto...
ResponderEliminarAbraço