Ilustração portuguesa

Tenho aqui dito várias vezes que um dos ramos em que a edição portuguesa mais se tem desenvolvido é a ilustração, com dezenas de nomes tornados famosos em todo o mundo, desde João Fazenda, Bernardo Carvalho, Yara Kono ou André Letria. Quando me pediram uma vez que dissesse os títulos de dez livros da primeira década do século XXI que achasse inescapáveis, um dos que mencionei era O Meu Avô, de Catarina Sobral, que achei mesmo imperdível para todas as crianças. E hoje soube que, depois de muitos prémios internacionais e traduções, a Catarina foi a artista escolhida para desenhar o cartaz do Festival de Literaturas Europeias de Cognac, um festival que tem, aliás, por objectivo a promoção da leitura e que tem Portugal em 2022 como país-convidado. A newsletter que mostra o cartaz apresenta-nos sumariamente Catarina Sobral, mas não só: fala do fado, dos azulejos, do segredo bem guardado dos pastéis de Belém, e também de escritores premiados pelo festival em edições anteriores, como David Machado, Isabela Figueiredo ou Afonso Cruz. O cartaz de Catarina Sobral inclui a guitarra portuguesa, os cravos e, através da janela, ao longe, os nossos queridos jacarandás. Vamos acompanhando o festival de Cognac à medida que cheguem novidades.

Comentários

  1. Cláudia da Silva Tomazi27 de junho de 2022 às 04:32

    Bom dia. Apreciar, ler um livro ilustrado é de uma delicadeza sem par, onde a maioria das vezes em volume a superioridade liga-se a infância! As ilustrações sejam elas de capas ou páginas (parecem que) fazem parte da nossa vida desde sempre; as são para mim o doce sinónimo a criatividade. Respeito muito, muitíssimo a classe de ilustradores, creio se lhes fazem um gracioso heroísmo em prática a acção o desenho e cores, despertam o melhor no olhar humano à sensibilidade artística. Parabéns a todos em especial Catarina Sobral

    ResponderEliminar
  2. Cláudia da Silva Tomazi27 de junho de 2022 às 04:38

    Gostaria de acrescentar que no Brasil há excelentes ilustradores e tenho sempre em mente um livro que marcou a infância de meu saudoso filho "Poeminhas Fenomenais" de Alexandre Azevedo.

    Deste lado do Atlântico, uma excelente semana a todos!

    ResponderEliminar
  3. António Luiz Pacheco27 de junho de 2022 às 04:44

    Fico orgulhoso dessas distinções que enuncia, e, em particular com o destaque à ilustre ilustradora Catarina Sobral.
    Aos poucos, e muito poucos, sempre vamos mostrando que valemos alguma coisa, nós os portugueses. Pena é que, os políticos não o saibam nem reconheçam, isto é, fingem que sim mas na verdade não querem saber e até desprezam, não apoiam nem protegem, só colhem louros pelo sucesso alheio como se deles fossem, e anunciam como sucessos estrondosos tanta coisa que dizem fazer e na verdade não o são, são apenas propaganda e manobras políticas.
    A nossa cultura é muito antiga, temos de a proteger no seu todo, de a cultivar e apoiar, pois nós somos a nossa língua e a nossa cultura, as nossas memórias, práticas, costumes, tradições, que não são nem melhores nem piores, são os nossos e a nossa identidade, por muito que os modernos e os "anti" não o queiram reconhecer. Mas difícilmente acabarão connosco, é a verdade.
    Porque vamos colhendo frutos, poucos, pequenos, porém saborosos, através da nossa cultura, das nossas idiossincrasias, de nós mesmos!

    É um Extraordinário começo de semana, este!
    Gosto de um festival literário de Cognac, como não? Alia-se muito bem a conversa literária, a arte e a arte de fazer essa grande conquista que é o conhaque!

    Saudações contentes cá da Cidade Morena, viva o conhaque!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cláudia da Silva Tomazi27 de junho de 2022 às 05:39

      É isso mesmo estou lendo um "Viva o conhaque"?

      Eliminar
    2. António Luiz Pacheco27 de junho de 2022 às 06:06

      Sim Senhora!!!
      Viva o conhaque, vive le Cognac, arriba el coñac!
      Ora...

      Eliminar
  4. E eu queria um mercado grande que me permitisse contratar ilustradores para ilustrar clássicos para adultos. Mas isso é economicamente inviável num pedacinho de país como o nosso com menos de 5% da população a ler...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco28 de junho de 2022 às 02:32

      Seria interessante termos aqui o Extraordinário Fernando Costa a comentar sobre o tema... por onde andará este nosso Extraordinário Comparsa?

      Já agora fica a minha dúvida, de ignorante, mas que se for esclarecido ficarei um bocadinho menos:
      - Numa população que não lê, será que ilustrando os livros ela seria mais atraída para eles?


      Eliminar
    2. É uma boa pergunta. Uma coisa é certa: com as vendas de livros médias que temos hoje em dia para segmento médio-alto, não é viável economicamente pagar a um ilustrador.

      Eliminar
    3. Como tal, dificilmente conseguiremos tirar a prova dos nove.

      Eliminar

Enviar um comentário