Prémio LeYa

À beirinha do fim-de-semana, recordo que hoje o Prémio LeYa vai ser entregue a José Carlos Barros pelo seu romance As Pessoas Invisíveis no Museu da Cidade de Lisboa, às 18h00. O romance começa nos anos 1940, quando um alemão se torna amigo de um português por alturas da exploração de volfrâmio, e termina nos dias que se seguem à morte de Sá Carneiro. Fala de poder, de cura, de invisibilidade, de como uma pessoa aparentemente boa acaba cometendo um crime que a leva para África, onde brancos corruptos continuam a praticar a escravatura nas roças muito depois da sua abolição e fazem dele um homem-de-mão. Fala do campo, dos montes e das suas plantas medicinais e de uma santinha que alimenta os tios com os seus milagres até ao dia em que... Fala de um caderno encontrado muitos anos depois de ter sido escrito, em que se refere um segredo que esteve guardado a sete chaves e que provoca tragédias depois de revelado. É um livro mesmo muito bom e bonito, de um romancista e poeta que acha sempre as palavras certas e que já tinha sido finalista do prémio LeYa há uns bons aninhos com um romance muito curioso chamado Um Amigo para o Inverno. José Carlos Barros é para ler e guardar. Se quiserem conhecê-lo, apareçam mais logo.

Comentários

  1. Terei muito gosto em estar presente! Até logo, então!

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  2. Bom dia!
    Por muito que queira não vai ser fácil estar presente e cumprimentar, de novo, o JCB.
    Digo de novo porque já tive o prazer de o cumprimentar aquando de umas férias no Algarve.
    Numa das daquelas pombalina ruas de Vila Real de Santo António, estava o JCB em amena conversa com um grupo de amigos numa mesa de um restaurante, ali bem perto da câmara municipal.
    Comia-se uns excelentes choquinhos à algarvia regado com um lagoa bem fresquinho. Para não falar da estupeta de atum!
    Um encontro de excelência. Pela comida e pelo cumprimento ao JCB.
    Fica aqui o meu cumprimento ao JCB, em especial pela sua poesia.
    Daqui, da margem esquerda do estuário do Tejo, com um abraço e sem choquinhos e sem lagoa.
    A. Delfim

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    1. António Luiz Pacheco13 de maio de 2022 às 06:30

      A estupeta... e uma muxama????
      Eia bem... presunto do mar, lhe chamo!
      O Lagoa, original, ainda me lembro de ver umas vinhas velhas, em terras de areia na estrada de Lagos para a Carrapateira, a que ia por dentro, atravessando a serra, por Pedralva. É um vinho bastante adstringente, pensei até que já não se encontrasse. Como o "ramisco" ali das Azenhas do Mar (de Sintra), Assafora e por aí...
      Abraço e bom apetite, Extraordinário A. Delfim.

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    2. Pois é meu Caro.
      De Vila Real a Ayamonte é um saltinho e no mercado daquela cidade nem queira saber a boa Mojama (nome que os espanhóis lhe dão) que ali se encontra. No regresso de férias trago sempre uma quantidade para saborear com os Amigos.
      Com um bom BSE de Setúbal. Ou um Colares branco. Ou ainda um bom Bucelas.
      Aqui para nós estou convencido que o JCB também alinhava.
      Um Abraço para essa cidade linda! E que poesia se faria!!
      Bom fim de semana!

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  3. Ouvi ontem a sua conversa com Luís Caetano n' A Ronda da Noite. Gostei e fiquei a conhecer um pouco do livro através do que foi revelado.
    Do que não gosto é de um Ministro da Cultura vindo do comentariado político e futeboleiro, tendo ao lado outro comentador de televisão. Por isso não vou. Ele também tinha um programa em que divulgava os êxitos recentes da música comercial anglo-saxónica. Por isso, vou partir para um lugar oposto ao Museu da Cidade e alcançar a Academia de Ciências, onde a música também vai acontecer.

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    1. Realmente este oportunista comentador futeboleiro (e ainda por cima faccioso clubista) Ministro da Cultura parece-me um descrédito (de um qualquer governo).

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  4. António Luiz Pacheco13 de maio de 2022 às 05:50

    Ministros e comentistas apresentadeiros á parte, eu cá encafifo mais com os prémios literários (até ganhar um?) - isto cada tonto com a sua mania - não posso deixar de enviar um abraço ao José Carlos Barros cujo momento que conhece não merece ser ensombrado pelas nossas antipatias pessoais!
    Portanto envio aqui da Cidade Morena um grande abraço para ele e os melhores votos de sucesso para o seu livro, que vou comprar e ler, óbviamente, pois o tema me parece atractivo!

    No mais do resto e como compete, votos de um Extraordinário fim de semana, para todos!

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    1. encafifo
      Ó Paxeco, que bela palavra tu aqui escreveste, gostei mesmo (nunca a tinha ouvido).

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    2. Cláudia Da Silva Tomazi13 de maio de 2022 às 07:02

      “Nossas antipatias pessoais” ?! Querido extraordinário ALP este time faz-se presente há mais de uma década, isso (de requequês) diz mais a respeito de credibilidade do ambiente quê “umbigos”. Abraço cá desde lado do Atlântico

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    3. António Luiz Pacheco13 de maio de 2022 às 08:07

      en·ca·fi·far
      (en- + cafifar)
      verbo transitivo, intransitivo e pronominal
      1. Causar ou sentir vergonha. = ENCABULAR, ENVERGONHAR

      verbo transitivo e pronominal
      2. Causar ou sentir desgosto ou aborrecimento.

      verbo intransitivo
      3. Não ter sucesso.

      4. Pensar continuamente em alguma coisa. = CISMAR


      "encafifado", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/encafifado [consultado em 13-05-2022].

      Era um termo muito usado em minha casa... sempre o ouvi. Grande abraço ó Sev!

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  5. Não tenho nenhuma antipatia pelas personagens, pelo contrário, até tenho simpatia pessoal. O que me deixa consternado é que aquela "escola de formação" conduza ao desempenho de altos cargos públicos.

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  6. Cláudia Da Silva Tomazi13 de maio de 2022 às 06:53

    A distinção de um Prémio Leya permite o autor uma verdadeira transformação profissional. Conceito este o ascender a perspetiva sonante, referêncial e não tão somente demagógica. Seu livro o cerne social.
    Parabéns José Carlos Barros o escritor dos recursos possíveis, mais humano e nobre: a literatura!

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  7. Cheguei tarde, mas também acho que prefiro tê-lo na estante em eterno presente e fazer meu o que o escritor deu ao mundo.
    Bom fim de semana

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