Aramburu
Numas férias de há talvez quatro anos, carreguei para a praia diariamente um calhamaço pesadinho. Tratava-se de Pátria, do escritor basco Fernando Aramburu, que trata da divisão de duas famílias muito chegadas por causa da ETA e do homicídio de um dos homens, quiçá pelo filho do outro. As personagens (pais, mãe e filhos) são realmente um primor de desenho, desde o pequeno empresário que vem a casa almoçar e dormir a sesta até à jovem que tem um AVC incapacitante, mas escreve num iPad aos parentes, ou o seu irmão que se junta à organização terrorista. Mais tarde vi a série, basca, muito fiel ao original; e gostei, embora na minha cabeça os rostos das figuras fossem bastante diferentes. Hoje Aramburu estará em Portugal para falar desse livro, claro, que marcou decisivamente a sua carreira, mas sobretudo da sua obra mais recente em Portugal, O Regresso dos Andorinhões, traduzido por Cristina Rodriguez e Artur Guerra. A conversa tem lugar no Cervantes às 18h30 e terá por moderadora Ana Daniela Soares. Imperdível, parece-me.

Li "Patria" ha uns anos e gostei muito.Ve-se bem o quanto a ETA marcou o pais basco e as consequencias a todos os niveis-social,profissional,familiar,...
ResponderEliminarDepois disso li um outro livro do autor-"Os peixes da amargura"-onde o tema da ETA se torna fastidioso.Para eles e muito significativo,mas o "Patria"ja ilustra bem o que se passou.
Nao sei de que trata este "Andorinhoes",mas de ETA ja chega (para quem leu o "Patria").
Gostei muito da Pátria.
ResponderEliminarTenho pena de não poder ir ao Cervantes.
"PÁTRIA" é um grande livro que vale a pena ler. Os danos causados pela ETA a tantas famílias estão ali muito bem retratados. Imperdível!
ResponderEliminarLi em tempos, "Pátria", o qual considero um livro muito importante pelo relato que contém, de um tema tão marcante na história do século XX.
ResponderEliminarGostaria de saber mais um pouco desta nova obra, mas vou googlar.
Saudações deste andorinhão, cá na Cidade Morena.
"Pátria" foi um livro que me marcou de forma inesperada. Não esqueço as personagens, a forma como pensava nelas durante o dia, ansiosa por ler mais um bocadinho à noite. Vi a série também. Apaixonei-me novamente por aquelas pessoas, por aquelas famílias unidas pela amizade, desunidas pela violência e reunidas pelo perdão.
ResponderEliminarEstou agora a ler "O Regresso dos Andorinhões", um registo completamente diferente, mas igualmente apaixonante.