Três
A maioria dos livros que publico actualmente sai com a chancela das Publicações Dom Quixote, uma editora que foi fundada por Snu Abecsassis ainda no tempo do Estado Novo e que sofreu bastantes golpes da censura porque a dinamarquesa arriscava bastante. Snu Abecassis é uma das Três Mulheres, uma série que se debruça também sobre a jornalista Vera Lagoa e a escritora Natália Correia, a cuja primeira temporada assisti com muito gosto no ano passado. Mas a série pelos vistos correu bem em termos de audiência, o que permite que agora possamos ver a segunda temporada, na qual estas três mulheres viverão já em democracia. Como sabemos, Vera Lagoa virará estrondosamente à direita; Snu apaixonar-se-á por Francisco Sá Carneiro e morrerá com ele na queda de uma avioneta que se supõe criminosa; e Natália será deputada do PSD, fazendo discursos memoráveis. A ver, claro, com vénia aos criadores.
Três Mulheres!
ResponderEliminarTrês grandes mulheres, acrescente-se!
Sem dúvida. Têm de ser recordadas como o exemplo daquilo que na minha opinião deve ser a atitude de todo o ser humano: não se imporem mas assumirem e ocuparem o seu papel e lugar, naturalmente e pelo mérito próprio de serem quem e como são! Não se imporem em nome de alegadas diferenças ou frustrações, de sentimentos de inferioridade, de revanchismos sociais ou de género.
Tão boas no que faziam, como qualquer homem, até melhores pois se elevaram ao nível dos melhores, e, é assim que ficam para a história. Provaram e são prova disso mesmo, que as mulheres podem ser o que quiserem e ser boas nisso, sem deixarem de ser mulheres, pois nenhuma delas nunca perdeu o seu encanto e a feminilidade, o que prova que isso não é nem submissão nem desprezível.
No meu pensar, activismo e militância devem ser assim como elas o faziam.
Brindo a todas as mulheres de verdade, que sabem o seu papel e o fazem com esse encanto que nos submete a nós, homens, pois todos somos filhos de uma mulher.
Saudações cá da Cidade Morena, terra de mulheres.
Uma excelente série, com três grandes interpretações de Victoria Guerra, Maria João Bastos e Soraia Chaves.
ResponderEliminarQuem faz de quem?
EliminarBom dia, Extraordinário Luiz Pacheco:
EliminarAcho que é assim: Victoria Guerra faz de Snu Abecassis. Maria João Bastos faz de Maria Armanda/Vera Lagoa. E Soraia Chaves de Natália Correia.
E sim, gostei francamente da série e das interpretações das visadas. A acompanhar. E que sou de certa maneira avessa a séria. Sei que há séries magnificas, porém acompanhá-las dá o seu trabalho. Mas quando gosto muito, sigo-as. Acho que é o caso, desta vez!
Fique bem com muita saúde, nessa cidade angolana cheia de predicados.
Celeste Silveira
(Excelentes Leituras para Tod@s)
Muito obrigado pela sua atenção, Extraordinária Celeste!
EliminarTinha de facto curiosidade, só não conheço a Victória Guerra, mas a Soraia Chaves já vi uma foto e está muito Natália Correia, sim! Tenho de ver se consigo ver a Maria João Bastos que é morena, magra e alta, o que a saudosa Vera Lagoa não era... a outra, como digo, não conheço. Vou ver se pesquiso imagens.
Parece-me que figuras como foram estas admiráveis mulheres, têm mesmo de ser bem interpretadas e nisso tenho de dar crédito a pelo menos as duas actrizes que conheço!
Saudações e muitas leituras, cá desta cidade cheia de adjectivos!
Eheheh!
Bom dia. Por aqui, há quem o diga "estado novo".
ResponderEliminarDita a lógica escrita, ao redigir qualquer lauda por exemplo: margem o parágrafo entre outros, padrões. Contudo, refresca o texto a qualidade da próxima linha em abordagem e ideias. A memória é este, se digna quê... expressar o melhor em nos transitar.
Ainda bem que já inventaram a roda, diante o era que era e se o verbo viveu em, o sobreviveu a censura que somente o consumiu abstrações. Claro, doridas. Porém, se lhe descreverem o tempo desde o pergaminho e suas glebas, vai nos garantir e garante: palavras a melhor porção do conhecimento. De modo que a censurar é um horror.
Estampar a trajetória feminina dessas três mulheres enquanto património histórico, são as melhores palavra de sempre: permití-las a voz. Com excelência o Post. Espero que chegue a série aqui no Brasil.
* palavras de sempre
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