Regresso

É já amanhã que chegará às livrarias o novo livro de Irene Vallejo, a celebrada autora de O Infinito num Junco, publicado e aplaudido em todo o mundo e uma das obras recentes mais adoradas por todos aqueles que gostam de livros (os Extraordinários que ainda não o conhecem corram, por favor, a comprá-lo, pois não se arrependerão.) Irene Vallejo, uma estudiosa abnegada da Cultura Clássica, depois de nos contar as mais fascinates histórias de como a literatura apaixonou o mundo desde a Antiguidade no livro que a trouxe para a ribalta, regressa agora com O Silvo do Arqueiro que, segundo leio, é um misto de livro de aventuras e romance; mas não abandona nem por um momento os autores da épica grega e romana, começando, aliás, a sua nova aventura literária com uma frase de Eneias no momento em que, derrotado, foge de Tróia com o filho e ainda não naufragou em Cartago. Sendo um livro moderno sobre o antigo, diz o texto promocional da editora que a autora «revisita as obras clássicas num jogo único entre história e lenda e capta o reflexo dos conflitos contemporâneos e a semente de temas que nunca deixarão de fascinar: a sombra do poder sobre a liberdade individual; o dilema de um homem que, quando o vê o seu mundo desmoronar-se, fica dividido entre a reconstrução das ruínas ou o risco de criação de algo novo; as dificuldades de uma mulher poderosa num universo de homens; e o desejo de ser mãe antes de o seu tempo passar. Violência, misericórdia, destino ou sorte.» Hum, de que estamos à espera para ir já apanhar um exemplar, antes que esgote?

Comentários

  1. António Luiz Pacheco6 de abril de 2022 às 01:22

    O silvo do arqueiro... creio eu! De silvo, assobio que a flecha produz, suponho.
    Acredito que seja uma boa proposta, aguardo para comprar e ler.
    O Infinito num junco, foi dos melhores livros que li, sem dúvida, gostei muitíssimo pois trata daquilo de que tão grato nos é: os livros!

    Saudações cá da Cidade Morena.

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  2. Diz bem, antes que esgote. Se nos lembrarmos que O Infinito num Junco teve inúmeras edições, dezanove se não erro, talvez este silve bem forte igualmente.
    Também gostei muito d'O Infinito.

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  3. Cláudia da Silva Tomazi6 de abril de 2022 às 04:56

    Bom dia

    Há vigor nesta obra, seria impossível desviar-se sem ler tal experiência na velocidade das paixões. De início arrebatou-me o Post; em tudo parabenizo a autora. Posso até sentir o respirar pulsado na criatividade e pesquisa, onde a alma feminina me faz cúmplice com potencial a reserva o ser revelado.


    As claras, Cultura Clássica literalmente é o ambiente do êxtase para quem ama literatura histórica. Trata-se bom senso conhecer livros segundo a inflexivel sensibilidade do tempo, expor-se na entrelinha a desafiadora luz desta "usinagem de metáforas" eleva a permissão e o ensejo de aventuras, nada enfadonho.

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    1. António Luiz Pacheco6 de abril de 2022 às 05:58

      Usinagem de metáforas.
      Gosto!!!
      O ensejo de aventuras, é o âmago da nossa existência, de estarmos longe do enfado!
      Saudações cá do Paralelo e Meridiano 12, ambos (mais ou menos).

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  4. Gratidão pelo conselho.
    Quanto ao Infinito no Junco , uma pérola bem aconselhada ou quando os livros inundam o Rio de Vida...

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  5. Gostei de ler "O infinito num junco". Ofereci-o a amigas. Mas conheço quem prefira, em vez dele, um dos livros que a autora refere como consulta e não tenho já presente nem o nome do autor nem da obra. O argumento apresentado foi que o outro é mais fidedigno e conciso, enquanto O Infinito se enroupa em palavras mais agradáveis e serve a leigos. Irene Vallejo tem a prosa de uma mulher feliz e entusiasmada. Talvez o próximo livro mantenha idênticas características. Os leigos como eu gostam de lê-la.

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    1. António Luiz Pacheco6 de abril de 2022 às 15:18

      Não é leigos... somos traças literárias!!!!!
      Traças, atraídas pela luz deste blog! Traças que adoram livros, os devoram e esvoaçam por aqui!
      Cuidado com o Dum-Dum!

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