Próximo Capítulo

Durante a pandemia, em que encontros presenciais estavam proibidos ou desaconselhados, a LeYa criou uma espécie de Clube de Leitores digital, chamado Próximo Capítulo, aberto a todos os interessados em debater literatura, em que os seus editores, à vez, propunham a leitura de um livro e depois o discutiam com todos os inscritos. Cheguei a ser a condutora de três sessões à roda de O Nervo Óptico, de María Gainza, e de mais duas sobre O Desassossego da Noite, de Marieke Lucas Reijneveld, e hei-de regressar qualquer dia. Mas, para os aficionados destas coisas não se aborrecerem muito sempre com as mesmas caras, este ano decidimos introduzir uma alteração e pô-los à conversa com autores. Amanhã, pelas 18h30, será por isso a vez de João Pinto Coelho falar sobre o seu primeiro romance, Perguntem a Sarah Gross, com meia dúzia de edições e um grande sucesso, seja em termos de vendas, seja sobretudo em termos de público, pois as suas sessões nas escolas têm tido um êxito verdadeiramente incrível, como poderão ver pela imagem abaixo. Se tem curiosidade, ainda está a tempo de se inscrever pelo endereço proximocapitulo@leya.com


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Comentários

  1. Cláudia da Silva Tomazi4 de abril de 2022 às 07:14

    Que maravilha de organização, este é o modelo necessário. Expresso a alegria do meu imenso carinho a literatura; vê-la prestigiada com ações, o suporte deste nivel é algo muito gratificante. A excelência de João Pinto Coelho, nesmo a distância dispensa elogios. Entanto este ensejo intrinsicamente, faz refletir nas perguntas de Sarah Gross.

    Por exemplo nos dias atuais encontro a humildade nos livros, mas pessoalmente nem sempre foi assim. A leitura ou melhor o ato de ler está para a solidão segundo o ponto de equilíbrio, conhecimento e ascensão humana em despertar energia, despertando-a carregada de cultura e bom senso. Frente a esta articulação histórica das palavras eis, a civilização. É "inegável" e torna-se algo (surreal) a relação de domínio e poder, através do potencial em desenvolvimento crítico de uma Nação... Mas isso, é outro assunto.

    Cá e lá, tanto já foi mencionado que o valor de uma obra corresponde da responsabilidade a supostamente elenca, para além de gosto e formas. Diante do sistema organizacional, também me satisfaz uma sociedade que tenha respostas políticas pela capacidade intelectual de seu povo. Literalmente há um modelo consensual diante do empobrecimento literário, é neste ponto de luvas, a tal humildade já citada lá de início, tal distante da realidade a lida se lhe ocupa crédito. Neste caso em particular, menciono meu país o Brasil em causa agoniza a falta dos clubes de leitura. Nem mais.

    Porém, o vosso caso com nível formalizar a leitura em conjunto frente a diferente impressão ou contextualizar ideias para as ligações e eixos da produção literária pode e deve certamente concentrar desafios. O desafio da experiência do autor, promover este contanto o discorrer diante da sua freguesia intelectual, creio ser um território com vista ao encanto da criação.

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  2. Pedido de esclarecimento: as sessões deste Clube de Leitores continuam a ser digitais?

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