Mestres e discípulos
Publiquei uma novela de Mário Cláudio, Retrato de Rapaz, que tratava da relação entre Leonardo Da Vinci e um seu discípulo e ganhou o Grande Prémio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores (que Mário Cláudio já venceu por três vezes!). Há vários romances que tratam de relações entre mestres e alunos, e agora regressa às bancas a estreia de Frederico Lourenço na ficção, Pode Um Desejo Imenso (até agora o seu único romance, de resto), que também não foge a esta temática. Fala de um professor universitário, Nuno, que se ocupa desde há muito do estudo da obra e da persona de Camões, sobretudo do seu possível envolvimento com D. António Noronha, um jovem de quem era perceptor. No entanto, Nuno está ele próprio apaixonado por um estudante e, no fundo, projecta nessa sua paixão a história de Camões e do discípulo, enquanto, noutra parte do livro, se recorda o tempo em que foi aluno e já então lia a lírica do poeta quinhentista e tinha um amor não correspondido. Este belíssimo romance sai agora numa nova edição, com uma capa linda, e merece leitura e releitura.
Camões gay ! Ah! Ah! Ah!
ResponderEliminarCamões gay! Ah! Ah! Ah!
ResponderEliminarHum... ora, Alegre gay? Ahahahah!
EliminarRealmente...
Por um triz que não o aconselhei a ler „A Morte em Veneza“ com o tema que não é o seu género de leitura.
EliminarSaudações de Düsseldorf, lamentando não estar em Leiria neste mesmo momento.
Tantos prémios para tão medíocre escritor. Refiro-me a Mário Cláudio, obviamente.
ResponderEliminarEspere por mais títulos e prémios. O Mário Vargas Lhosa ganhou o Nobel com Celta do (mesmo) time teu.
EliminarNão por acaso, mas porque o autor é muito bom, é um excelente romance, esse, "O sonho do celta"!
EliminarNa actualidade e com a sanha de impor à sociedade o "orgulho gay" (seja lá isso o que for), tenta-se a todo o custo transformar qualquer relação masculina naquilo que não é nem tem de ser, embora possa eventualmente ser ou ter sido. Sabemos que acontece.
ResponderEliminarO lóbi gay tem descoberto que quase todo o homem/mulher que se celebrizou é gay!
Desde a Ala dos Namorados composta por cavaleiros gay, a Shakespeare, passando por Alexandre o Grande, Leonardo de Avinci, não sei se Napoleão e Gengis Khan, Hemingway, Manolete... agora todos eram gay! Com tanto gay nem sei como é que a população humana tem aumentado. Falta explicar isso. Esperemos que Woody Allen ou quem sabe, o Tarantino, talvez o Kusturica, se debrucem sobre o tema.
Agora é Camões! Haja dó, haja paciência.
Tenho tido grandes amizades, desde rapaz, daquelas que dariam para um filme tipo "A montanha Quebra-costas" (não me refiro ao primeiro ministro), mas nunca me ocorreu a mim nem aos meus amigos especiais, haver qualquer tipo de atracção desse género agora tão celebrada, que aliás e falando francamente me repugna pura e simplesmente!
Não é livro que entre no meu espectro de leitura, não, pois lá porque gostei muito de "O poder do cão" ou de "A rainha do cine Roma", isso não significa que passasse a gostar do género ou que comungue da mais recente tonteira literária.
Agora é moda... cantava a Rita Lee. Mas eu tendo a ser conservador, que querem, à luz das tendências actuais pode ser defeito, porém não me importa mesmo nada!
Bom fim de semana para todos, gays, heteros, transgéneros... que eu fico na minha!
São os meus votos cá desde a Cidade Morena.
Querido extraordinário ALP espero que esteja tudo bem consigo. Bem, o seu comentário o exercício a vossa liberdade as palavras "eu fico na minha" e isto é maravilhoso, a melhor das certezas de ser quem se é. O dom das aventuras, caçar e pescar são poucos, trabalhas resoluto e firme por pátria e mundo melhores, não que outros nem o façam. Conheces tudo isto, já te bastaria perceção aguçada, e carregas outras culturas no peito amizade e há algo que te orgulhe tanto quanto teu bom nome a outras paragens?! Escrevestes "Largueza" porque és do Alentejo, mas nem por isso é vossa sina a causa de outrem, posto que a causa de outrem trata-se de um modo outro a vida e talvez sem escolhas.
EliminarSou do Ribatejo! A minha avó materna era alentejana, eu sou nado e criado no Ribatejo!
EliminarComo bem dizes, Querida Cláudia, cada um faz as suas escolhas, e, a mim chateia supinamente que me queiram influenciar ou conduzir.
Daí o que disse. Não sou contra nada nem ninguém, excepto aqueles que me queiram impor algo, são livres de escrever sobre o que queiram evidentemente, como cada qual é livre de ler o que quiser. O que eu disse, fi-lo como bem dizes, num exercício de livre opinião e ainda bem que ambos o celebramos!
Um beijo fraterno e tropical cá deste lado do Atlântico, na Cidade Morena.
A linha divisória entre omissões ou condições se lhe oferece o tema "Mestre e Discípulos" de sempre a história em relação a arte me lembra a máxima de A. Vieira ..."estrelas, que todos as vêem, e muito poucos as medem". Até para eles e entre eles, sim a igualdade, além de via tem viés.
ResponderEliminarHá responsabilidade(s) de construção em toda obra e inicialmente provocar algum desconforto, reserva a importância a "resposta" em não lhe ser discriminatória. Literalmente as exigências de uma sociedade ou a imposição que neste sentido vela o termômetro tal ferrenha fragilidade. Se... discriminatória, reserva o vestígio porque desde sempre há quem. Subordinada, ainda simboliza a fresta o vapor incremento. Torna o depósito às escondidas a individual bolha e no contexto, distúrbio. A humana mente, este ruído afina-se. Alguma bóia em se lhe salvar ou amparar, trata-se justamente de um olhar próximo. A função da literatura enquanto Arte é esta, abordar em causa humana o auxílio de outrem.
A sexualidade dos outros é mesmo importante, então se for para "vender livros", ainda mais...
ResponderEliminarFaz-me confusão que ainda nenhum escritor tenha transformado nenhum homossexual da nossa história, em grande amante e devorador de mulheres. Apesar de ter morrido jovem, podiam inventar dois ou três filhos ao pobre do Sebastião, por exemplo.
Ahahahah! Boa essa. Pode ser que alguém pegue no tema.
EliminarCreio que Botto poderia ser uma proposta! Aliás há um episódio dele com uma pretinha no Norte de Angola, se bem me recordo de o ter vislumbrado numa proposta de biografia que me passou pela mão.
Nada de más interpretações, na verdade interesso-me numa perspectiva social e humana, por António Botto, quem teve uma vida turbulenta mas que se torna interessante.
Lembrei-me logo dele.
Grande abraço cá da Cidade Morena.
No artigo supra de Maria do Rosário Pedreira pode ler-se, acerca da recente reedição do romance "Pode Um Desejo Imenso" de Frederico Lourenço, que este é "até agora o seu único romance". Todavia, não nos devemos esquecer das diversas publicações deste autor, as quais gostaria de aqui assinalar (e que constam "cá em casa"), quais sejam:
ResponderEliminari) "Amar Não Acaba", Ed. "livros cotovia", 1ª ed.2004 ("crónica pessoal sobre a adolescência"); ii) "A Formosa Pintura do Mundo", Ed. livros cotovia, ed. 2005 ("sequência de ficções sobre a pintura, a música e o desejo", e onde já aparece o nosso Luís de Camões...); iii) o tal "pode um desejo imenso", Ed. Cotovia, ed. 2006; iv) "caracteres", Ed. livros cotovia, ed.2007 - diria que se trata de um conjunto de textos mordazes sobre figuras da nossa "praça", acompanhados de belas ilustrações, elas próprias irónicas; v) "valsas nobres e sentimentais" - conjunto de crónicas que vão da Música à Literatura, Ed. Cotovia, ed. 2007; vi) "Santo Asinha e Outros Poemas", Ed. Caminho, ed. 2010; vii) "Clara Suspeita de Luz", Ed. Caminho, 2011 - estes dois últimos no âmbito da Poesia; viii) (voltando às crónicas...) - "O Lugar Supraceleste", ed. Cotovia, ed.2015; ix) ainda na Ed. Cotovia, e tb. em 2015, e noutro registo, "O Livro Aberto: Leituras da Bíblia". Sem contar com as suas traduções da "Ilíada" e da "Odisseia" (Ed. Cotovia) e ainda um volume (blingue) de Poesia Grega... Ah! E a sua, ainda não acabada, tradução, do grego, da Bíblia - é "obra"!
Queria dizer "bilingue"...
ResponderEliminarGostei de ler esse livro de Mário Cláudio. Mas talvez Frederico Lourenço possa agradar-me também. Do que dele conheço, é de um rigor indefectível. Veremos como se sai no romance. Hei-de folheá-lo a ver se. Obrigada pela sugestão.
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