Futebol, ou nem tanto
Alguma vez eu poderia acreditar que ficaria entretida uma grande parte de uma noite por causa do futebol? Não, não se assustem: ainda não cheguei ao ponto de trocar um livro por um jogo (embora conheça grandes leitores que o fariam num piscar de olhos), mas peguei num pequeno livro que se chama Campo dos Bargos: O Futebol ou a Recuperação Semanal da Infância, de Jorge Reis-Sá, que a Fundação Francisco Manuel dos Santos recentemente deu à estampa, e li não sei quantos capítulos de enfiada. Este Campo dos Bargos é nada mais nada menos do que o campo vizinho à casa onde o autor viveu a sua infância em Famalicão e, claro, onde jogava a equipa do Vila Nova a que aderiu em criança. Mas, mesmo falando de futebol, é sobretudo um livro de memórias e o retrato de uma relação com o jogo que, não deixando de ser pessoal (nem todos os rapazes usaram um aparelho na perna por causa de uma injecção mal dada, impedindo-os de jogar), se torna universal pela quantidade de homens e miúdos que viveram e vivem a paixão pelo seu clube, por pequeno que seja, sofrendo e entusiasmando-se em cada partida e lembrando pormenores deliciosos envolvendo jogadores, familiares e até os herdeiros que, mesmo morando a milhas de distância, continuam a tradição de se «alistar» na equipa que foi sempre a da família. Acredito que muita gente se reveja neste pequeno texto muito afectuoso. Sobretudo quem gosta de futebol, mas não só.
Felizmente o futebol também é vida, é movimento, é companheirismo, é alegria... não se limita apenas à alienação, ao negócio ou à cegueira clubística.
ResponderEliminarNunca fui fã do futebol! Não desprezo nem critico os que são, longe disso, até percebo essa paixão pelo chamado desporto-rei. Milhões de pessoas no Mundo inteiro não podem estar erradas, penso eu, que sofro de outras paixões, desde criança.
ResponderEliminarTenho lido alguns livros sobre o tema, pela curiosidade, como vou lendo algumas notícias sobre o futebol a que só raramente assisto na TV, eventualmente algum jogo da nossa selecção.
Então o que me leva a ler notícias sobre o tema? Bom, gosto de estar mínimamente informado, nem que seja para "picar" ou provocar algum dos meus amigos "doentes".
O mesmo para ler algum livro sobre o tema, sobretudo na área comportamental e da sociologia, há ensaios bastante interessantes que podemos extrapolar para outros campos.
Estou como a Nossa Extraordinária Anfitriã!
Nota: hoje já me meti com vários amigos, a lagartagem está de monco caído, e, eu não perdôo, ahahahah! É um maná para quem goste de galhofa. É Extraordinário como o campeonato português é seguido aqui, tanto ou mais do que o angolano, e, como se festeja a selecção nacional portuguesa. Acho interessantes estes laços e esta curiosa ligação entre os nossos povos, através "da bola". Daí a importância do futebol, mesmo que não sejamos adeptos.
Votos de uma Extraordinária semana, cá desde Benguela onde Benfica e Sporting estão bem presentes, têm adeptos e até delegações locais.
Bom dia. Nosso maior idolo Pelé, nascido em Três Corações, jogou sua última partida no Cosmos, time americano que promoveu na década de oitenta; por ali diante o desconhece fronteiras seu reconhecimento em torno mundiais a selecção canarinho, nossa pátria de chuteiras a camisa amarela.
ResponderEliminarEm muito me desperta o tema a bola em jogo, pasmem o futebol está na origem de ser unânime no Brasil. Basta, por onde as odes... As melhores lembranças da alegria de meu pai e meus irmãos com camisa do Vasco da Gama do Rio de Janeiro, desde sempre. Ah, o meu contributo a história, dá-se e eu já fui jogadora de futebol na adolescência e tinha até carteirinha, isso lá na década de setenta o time Tiradentes Esporte Clube, no estádio da minha cidade. Sim, isso é facto. Mas, o assunto é outro contudo a lógica aplica-se e não espero abusar.
Pois bem, jogar com paixão embora alguns entendam outros não, se lhe exige todo esforço físico e habilidades com bola e nem é coisa para gente preguiçosa. A dinâmica de jogadas com chutos entre centro avantes e zagueiros, atacantes e marcadores e o cruzamento de pontas tanto esquerda quanto direta, exibem arte e força e atravessam a glória dos tempos equipas, arrancando suspiros e anseios entre as quatro linhas, o simples combate se lhe tornou a indústria de milionários contrantos.
Atualmente aqui no Brasil, curiosamente de par em par surgem técnicos portugueses às equipas maiores. Eu disse, técnicos portugueses e o fazem em projeção nacional, erguendo troféus com exemplo o campioníssimo Jorge Jesus, e nos brasileiros o reverenciamos e o amamos, pela integridade e inteligência em dirigente conquistas. Bom que se diga, atualmente há técnicos portugueses no topo com Flamengo e Palmeiras, sendo os melhores. E isto sim, é história! Certamente o futuro que se há de contar em livros. Arrepiam, arrastando milhões de brasileiros o coração à boca. Basicamente a efervescência das paixões futebolísticas desde, Pelé.
Muito bom!!!!! Extraordinário, portanto...
EliminarÉ caso para gritar: Goooolooooo!
Ué. Disse não ser fã de futebol ???
EliminarE não sou... mas sou fã da boa escrita!
EliminarE como neste caso, é um texto sobre futebol, achei que fica melhor gritar golo do que "halali" ou "olééé"!
Eheheh!
Às vezes tem de se considerar o imenso Atlântico entre continentes. Extraordinariamente mais de 7.000 quilômetros a distância o cabo a fibra ótica. Olha que superar algumas letras, aproxima maravilhas e vão se lhe somando. Por exemplo.
EliminarPara além do Paulo Sousa no Flamengo e do Abel Ferreira no Palmeiras (São Paulo), ainda o Vítor Pereira no Corinthians (São Paulo) e o Luís Castro no Botafogo (cidade de João Pessoa) e talvez ainda mais algum que eu desconheça.
EliminarÓ Cláudia sempre achei muita graça ao nome do clube Tiradentes (Fortaleza) - será que o Presidente era dentista?
Botafogo do Rio de Janeiro
EliminarJoão Moreira
O inconfidente Joaquim da Silva Xavier vulgoTiradentes, foi e é, mártir a Inconfidência Mineira. Inclusive, aplica-se o dia feriado nacional, próximo 21 de abril. Sim, boticão.
EliminarObrigado meu caro, realmente existem dois clubes de futebol no Brasil com o nome de Botafogo, um na cidade de João Pessoa e outro no Rio de Janeiro que será então este que actualmente é treinado pelo português Luís Castro.
EliminarSendo ambos Botafogo, como é que se distinguem? se só são chamados unicamente por Botafogo ou haverá mais alguma sigla à frente de Botafogo? é que sempre ouvi só Botafogo e não Botafogo de João Pessoa, Botafogo do Rio de Janeiro...
A propósito de Botafogo, ouvi, já lá vão não sei quantos anos, um humorista brasileiro a dizer que chegou a um estádio e o que viu, no relvado, foi onze pessoas de cada lado, correndo atrás duma bola e a multidão, de vez em quando, gritava "Botafogo", "Botafogo" e ele pasmado perguntava: mas, bota fogo a quê?
EliminarManuel Dias da Silva
Extraordinário Seve, o time do Botafogo do Rio de Janeiro se lhe diz "estrela solitária" o escudo a estrela e cores do uniforme preto e branco.
EliminarEstrela Solitária é a biografia do jogador Garrincha, que foi do Botafogo, por Ruy Castro. Meu pai quando emigrou para o Brasil era fã de futebol, assinava a revista portuguesa Stadium e ia aos jogos do Maracanã; para mim e meu irmão comprava cromos (balas de futebol) que depois colávamos nas cadernetas; ainda hoje guardo religiosamente a minha caderneta "Album das Balas de Futebol" do ano de 1954, onde constam o Garrincha do Botafogo com o nº 44, o Didi do Fluminense, com o nº33, que seriam campeões do Brasil em 1958 na Suécia; na galeria dos treinadores consta Otto Glória que foi o treinador da selecção portuguesa em 1966 na Inglaterra onde Portugal conquistou um honroso 3º lugar.
EliminarVasco da Gama, o clube dos meu tios que foram para o Brasil na década de 40 e dos meus primos, clube de Ademir, Danilo, Friaça, Bellini, Orlando , Vává ,Pinga, Almir e Edmundo.
EliminarVocê sabia que Pélé, o Maior Jogador do Mundo de Todos os tempos é vascaíno?
Saudações vascaínas
Carrincha o herói da Copa de 62 (Pélé estava lesionado).
EliminarHá muitas histórias sobre Garrincha, a mais conhecida era o nome João que dava a todos os seus marcadores; conta-se que num jogo decisivo para o título carioca, o Botafogo tinha que ganhar, no último minuto, com o jogo empatado, Garrincha faz uma das sua arrancadas e passa por todos os adversários; chegado à frente do goleiro começa a dançar...a galera grita chuta ...Mané. chuta....chuta pô. Garincha chutou, golo, Botafogo campeão.
Acaba o jogo o treinador chega junto de Garrincha e grita : Mané , você quer matar-me do coração?
- O cara não abria as pernas!
Grande Manuel Garrincha, um dos maiores jogadore do Mundo.
Desde que me conheço que gosto de futebol!
ResponderEliminarTenho sempre curiosidade em saber quais os futebolistas que gostam de ler e sei que, por exemplo, um antigo jogador do S.L.Benfica (Germano) aproveitava os estágios para ler e era talvez o único que naqueles tempos de descanso se fechava no quarto e o fazia, em vez de passar o tempo a jogar à sueca com o resto do grupo.
Um grande leitor foi o Sócrates grande jogador de futebol da grande equipa do Brasil de 1982 (talvez a melhor seleção de sempre).
Outro jogador que me parece ser leitor é o Francisco Geraldes, jogador da formação do Sporting, actualmente no Estoril (pelo menos já o vi a ler um livro do Saramago-creio que "O Ensaio sobre a Cegueira").
Mas, infelizmente, creio que a grande, para não dizer quase na totalidade, dos futebolistas não deverá ler sequer um livro por ano.
A RELÓGIO D'ÁGUA tem um livro muito interessante sobre este desporto -CONTOS DE FUTEBOL - vários autores, entre outros, Mário Benedetti, Javier Marias, Jorge Valdano (foi jogador do Real Madrid)-
Saudações Leoninas
Nota:-Hoje estou um pouco chateado mas não posso deixar de felicitar os nossos rivais pela justa vitória de ontem.
Desde menino que gosto de futebol e, na minha juventude, contribui, juntamente com outros jovens, para fomentar o convívio das comunidades das aldeias do meu conselho, através do futebol. Tenho a minha equipa preferida, mas não sou doente.
ResponderEliminarAssisti, ao vivo, não a mais do que meia dúzia de jogos. Um deles de grande emoção e carga política. Estávamos em plena Crise Académica de 1969, em Coimbra. Durante a inauguração de Edifício das Matemáticas (17de Abril de 1969), com a presença do Presidente da República (Américo Tomás) e do Ministro da Educação (José Hermano Saraiva), foi negada a palavra ao Presidente da Associação Académica de Coimbra, O jogo foi, no Estádio Nacional de Jamor, em 1969, onde jogava a final da Taça de Portugal, entre a Associação Académica de Coimbra e o Sport Lisboa e Benfica.
Convido-os a entrarem no https://www.zerozero.pt/text.php?id=1345, onde o assunto está muito bem descrito para contar o sucedido.
O futebol, como outras actividades, não tem mal nenhum. Pelo contrário acho que, sendo um desporto de equipa, poderia ser utilizado para ensinar as suas virtudes: companheirismo, entreajuda, espírito de sacrifício, definição de objectivos, solidariedade, exemplo, etc., enfim, tudo aquilo que deve nortear um grupo. Infelizmente, o futebol é uma actividade que movimenta muitos milhares de milhões, logo é aproveitado para corromper aqueles que, de algum modo, podem trazer algum benefício. Não me alongo neste pântano. Todos os dias ouvimos histórias iguais em todas as outras actividades desportivas, que é disso que agora estou a falar.
É bom ainda referir que já Gustave Le Bom (1841-1931), na década de 1890, desenvolveu a visão de que as multidões não são a soma das suas partes individuais, propondo que dentro das multidões se forma uma nova entidade psicológica, cujas características são determinadas pelo "inconsciente coletivo" da multidão.
Mas, tirando a porta escancarada para a corrupção e a questão da “psicologia de massas”, o que a maior parte dos clubes (que são sustentados pelo futebol) fazem no campo amador, movimentando milhares de pessoas, na ginástica, no atletismo, na natação, no ténis de mesa, etc., etc., etc. é dum enorme valor social e humano.
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A emoção, hoje, falou-me mais alto, até porque o acontecimento em causa, deu-se a 17 de Abril de 1969. Vão ao site que indiquei.
Manuel Dias da Silva
Eu estudava em Lisboa e fui a essa final no Jamor, só foi pena a Académica não ter ganho a taça, porque o Benfica tinha o Eusébio; segundo li hoje a Académica vai seguir para o 3º escalão do futebol, pela 1ª vez na sua história! Como é possível descer tão baixo, um clube que militou na 1ª divisão e teve jogadores da classe de Rocha, Bentes, Maló e Jorge Umberto!?
EliminarO Jorge Humberto ainda levava h (e creio que ainda leva apesar de toda esta balbúrdia desse inenarrável AO, que só gera confusão), mas ainda havia o pequeno e macaense Rocha, os irmãos Campos, o Crispim, o Brasfemes, o Artur Jorge e por aí fora...
EliminarO Rocha foi meu colega de curso. Mas mais haveria que mencionar: Ramim, Capela, Mário Wilson, Mário Torres (morreu o ano passado. Era tio duma das minhas noras), Oliveira Duarte e Lourenço (que foram para o Sporting), Rui Rodrigues ( que recusou três convites do Benfica e um do Sporting, por ter o compromisso de representar os estudantes, até terminar o seo curso superior na Faculdade de Farmácia) , Manuel António (meu camarada na tropa e, até há uns três anos, Director do IPO-Coimbra e hoje com uma doença incapacitante), Curado, Melo, Toni (que foi para o Benfica), Chipenda, Alhinho, Gervásio, etc. E os treinadores Oscar Tellechea, Cândido de Oliveira, Otto Bumbel, José Maria Pedroto, Juca, entre outros.
EliminarA Académica, para mim, morreu no dia em que por "decreto", encabeçado por António Almeida Santos, lhe mudaram o nome, para Académico, para não descer de divisão, Aqui começou a faltar o espírito, que levou o Rui Rodrigues a rejeitar os convites do Benfica e Sporting, e foi ganhando espaço o profissionalismo. Além disso, Coimbra não é uma cidade de empresários de peso, tendo vivido sempre à sombra da Universidade. Assim, foi definhando, definhando, até chegar a este ponto. "Quem não tem dinheiro não tem vícios"
Manuel Dias da Silva