À mesa

Hoje em dia, quando recebo a lista de críticas e referências aos livros publicados nesta enorme casa onde trabalho, quase sempre as primeiras do elenco são a livros de cozinha. Não é, por isso, de estranhar que haja cada vez mais actividades à volta da gastronomia e da  culinária, até porque alguns chefs têm garantidamente mais público do que a maioria dos escritores e publicam livros que vendem como pãezinhos quentes. Nesse âmbito, hoje às 19h, no Chapitô, a entrada é livre para o Todos à Mesa, tertúlia que suponho ser bem engraçada, a anteceder o período da Páscoa, que também costuma ser de comezainas. O painel inclui Nuno Alves Caetano, co-autor recente do celebérrimo O Livro de Pantagruel, escrito, se não erro, pela sua avó; o professor Daniel Mineiro, que falará dos aspectos religiosos e profanos dos alimentos; e Maria Oliveira Dias, que está nos antípodas dos ágapes bem fornecidos, pois é uma especialista em comiga vegetariana. Pois quem gosta de boa conversa, gostará certamente de aprender sobre alimentos proibidos, escolha de temperos, segredos bem guardados e muitíssimo mais. O moderador é João Morales, que tem toda a pinta de gostar de comer bem.

Comentários

  1. Olá, gostei muito de conhecer o seu blogue! Imagino que os livros de cozinha sejam dos mais populares, a alimentação está na base das necessidades humanas. E, combinando com o requinte que os chefs nos proporcionam, não há quem resista! :) Um abraço, Raquel

    ResponderEliminar
  2. António Luiz Pacheco13 de abril de 2022 às 08:45

    O livro de Pantagruel, (Berta Rosa-Limpo, Maria Manuela Caetano, Jorge Brum do Canto) é uma bíblia da culinária portuguesa, mas não só. Não pode faltar na biblioteca de uma cozinha, mesmo moderna, pois os ensinamentos e saber que reúne é intemporal.
    A fúria da escrita dos livros de culinária creio que vem dos primeiros tempos de Manuel Luis Goucha, se bem me recordo, e, de facto hoje há tanto livro de culinária que confesso já nem lhes ligo. Até o MEC já escreve sobre culinária e produtos alimentares, por entre algumas asneiras de quem se presume sabedor, mas até cansa!
    No entanto, esta proposta de hoje parece-me muito interessante, pena estar fora do meu raio de acção!
    Pena mesmo...
    Saudações gastronómicas cá da Cidade Morena!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora bolas, nunca li a bíblia da culinária portuguesa (alto lá, não li mas desconhecia-lhe o valor litúrgico). Que desperdício. É que podia mesmo ter chegado a boa cozinheira. Agora, levada por anos de meus macabros petiscos, meus gostos fora da caixa, também já não me apetece comprá-la. Mas agradeço a dica.

      Eliminar
    2. António Luiz Pacheco13 de abril de 2022 às 16:04

      Cara e Extraordinária Bea, o valor desta "Bíblia" , como por exemplo do Larousse de La Cuisine, reside naquilo que nela se explica, não naquilo que lhe pode ensinar.
      E olhe que tem muito para ensinar!
      Saudações cozinheiras, eheheheh!

      Eliminar
  3. Acho uma coisa do outro mundo que os chefs sem e vendam mais que os bons escritores. Consolo-me pensando que os bons escritores - a sua escrita - terão vida muito mais longa. Ainda assim, parece-me um despautério.
    Espero que em sessão de tal natureza tenham oferecido lanche, almoço ou coisa que se trinque. E boa sorte para os mestres da culinária e seus seguidores, fiéis compradores dos manuais de cozinha.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco13 de abril de 2022 às 16:07

      Ahahahah!
      Eu sou o mestre da culinária (Quim Barreiros) é algo que costumamos cantar em conjunto, eu e a minha malta, em plena função na cozinha!
      Sabe, meu filho e sobrinhada, muitas vezes cozinhamos em conjunto, eu a mandar e eles a descascar. É altamente! A malta gosta de cozinhar, eu gosto de partilhar com eles e até aprendo a fazer batatas a murro no microondas!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório