Temas controversos
Saiu ontem um romance intitulado Doce Introdução ao Caos que toca um tema raramente tratado na literatura: quando uma mulher engravida, o pai da «criança» pode decidir a favor ou contra a gravidez? Qual é o peso de cada membro do casal na decisão de ter o filho? Dani – guionista – e Marta – fotógrafa com ambições artísticas – vivem juntos há cerca de dois anos quando descobrem que ela está grávida. Dani, que é órfão de pai, terá de enfrentar a promessa que fez a si mesmo há muitos anos de nunca abandonar um filho. Marta, porém, não sente qualquer vontade de ser mãe e tem planos de ir trabalhar para Berlim e realizar o sonho de trabalhar numa galeria que faz exposições de fotografia. Que fazer então com a dor que nasce de um sentimento que não se sabia que existia? Serão os projetos profissionais tão válidos como o desejo de constituir família? As mulheres, porque são as que, na verdade, ficam grávidas nove meses, têm mais direitos do que os homens no que toca a uma gravidez? Explorando as emoções mais íntimas, Marta Orriols – autora do celebrado Aprender a Falar com as Plantas – convida-nos a analisar as contradições que se colocam diante da hipótese de ter um filho, propondo-nos que fujamos do pensamento simplista para observarmos os limites da vontade, do instinto e da liberdade. Esta é uma história com muitos matizes que confirma o grande talento narrativo da autora.

No caso de ele sentir que atingiu o ponto máximo da sua vida, ter um filho, e ela não o querer e lhe dizer que "na minha barriga mando eu" (slogan), eis um grande problema da atualidade para cuja solução ele se apresenta mal apetrechado.
ResponderEliminarSe esse slogan, "na minha barriga mando eu", fosse verdade, então a mulher teria poder para não deixar que o óvulo fecundado se implantasse na parede uterina, ou seja, não se deixaria engravidar só por força de "mandar".
EliminarSe as vontades e as decisões a tomar estiverem tão bem definidas para ambos os lados, ou julgarem que estão e por isso não equacionarem margem para flexibilizar, se divergirem convém falar nisso antes de avançar na relação; pode ser necessário abandoná-la.
ResponderEliminarIsto vale para este tema como para outros com "implicações de monta".
Concordo inteiramente com os comentários das mulheres que me precederam.Não é só invocar Santa Bárbara quando troveja
ResponderEliminarLi o Aprender a falar com as plantas e gostei muito. Vou tentar ler este último, desde logo por o tema ser tão interessante. Pessoalmente, as decisões neste assunto sempre se orientaram por um princípio básico, o de que quem ama, respeita. Mas nunca é fácil.
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