Pessoa e as suas mil facetas
Ainda um dia alguém vai inventar uma máquina que permita que vejamos o que existe dentro da cabeça de uma pessoa. Digo isto a brincar, mas que seria interessante poder visitar o cérebro de uma figura como a de Fernando Pessoa é absolutamente inegável. Com toda a pinta de ser absolutamente inábil para as coisas mais banais do quotidiano, a sua criatividade fervilhante e a sua capacidade imaginativa deviam ocupar todos os cantinhos da sua massa cinzenta. E agora, para nos dar a conhecer uma sua faceta que a mim me diz muito (falo do seu trabalho como editor), a Casa Fernando Pessoa promove hoje, pelas 18h00, por Zoom, uma sessão com a duração de uma hora em que conheceremos os vários projectos em que o poeta esteve envolvido, como o da tipografia Íbis ou da editora Olisipo, e certamente descobriremos não só o que deu à estampa mas também os autores que tencionava publicar. Mande as suas perguntas, dúvidas e questões e receberá o link para assistir às respostas e explicações. Com Ricardo Belo de Morais e Cátia Figueira, conheça a pessoa inesgotável que é o nosso Fernando. Também no Facebook da Casa Fernando Pessoa.
Uma ideia interessante. Mas porquê só enviar o link a quem pergunta e duvida?
ResponderEliminarNão sendo embora o único, pois como bem sabemos há outros autores/pensadores igualmente fascinantes nessa sua diversidade, seja na língua portuguesa como pelo Mundo, Fernando Pessoa revelou-se-me ao longo do tempo em que fui amadurecendo, e, o fui conhecendo aos poucos (embora conheça muito pouco dele, seriam precisos muitos mais tempo e dedicação), de um enorme interesse porque multifacetado, não só na personalidade como nas suas múltiplas actividades e interesses.
ResponderEliminarAssumo que exerce sobre mim um certo fascínio.
Não me considero um pessoano, pois não tenho a necessária bagagem literária para me atrever a tal, todavia posso dizer que sou um seguidor e que me encontro constantemente naquilo que dele vou lendo.
Se me permitem, talvez não muito a propósito do tema de hoje, mas aludindo a essa sua multifacetada personalidade, citaria algo que muito me diz sobre ela:
" Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito? "
Extraordinário... ainda que egocentrista, mas assim é o génio.
Saudações Pessoanas cá da Cidade Morena.
E que outra coisa podia fazer, Extraordinário Pacheco, que não a de fazer-lhe esquecer que já há novo Ministro da Cultura!
ResponderEliminarAhahahah! Bem auvservado, Extraordinário Amalivros!
EliminarAndava à procura de pretexto, a ver se alguém dava o mote...
Sabe que o novo Ministro (a quem faço votos de uma Extraordinária Ministeriação) foi professor do nosso ausente, saudoso e Extraordinário Pedro Sande, que tem dele muito boa impressão. Resta-nos saber se será Homem DA Cultura e PARA a Cultura, com uma visão para ela, a necessária compreensão dela, e, peso para advogar em sua defesa, pois creio que é o que mais falta: defender a cultura junto do poder político insensível e até inimigo da cultura, dado que imperam os interesses partidários e as razões da pseudoeconomia, que vai tudo dar ao mesmo.
A cultura será sempre o parente pobre do alegado desenvolvimento, no fundo porque pode não ser a que interessa aos regimes nem aos políticos, logo, aquela que não se apoia, financia nem desenvolve.
Uma cultura Pessoana? Até deve crispar os nossos governantes, a quem fica bem presumir e fingir que são cultos porque falam com fluência discursiva, usam roupas caras, nos seus tiques de novo-riquismo made in universidade, porém raramente ou pouco, adquirido no local próprio. Estamos entregues a pato-bravos promovidos, a parolos presumidos e bacôcos, elitistas convencidos da importância própria no seu autoproclamado globalismo e modernidade sofisticada, medida pelos artilúgios e aparatos tecnológicos, porém capazes de confundir Mar Português com ZEE... Eles e elas, convenhamos em respeito da paridade!
Veremos, o tempo o dirá, porém temo que não venha dali grande resultado, pois suspeito que seja um liberal e veja na cultura um custo sem retorno. Mas vamos dar-lhe o benefício da dúvida, é pessoa educada e culta, segundo ouvi.
Um abraço cá da Cidade Morena.
Talvez não haja poeta português que, de uma maneira ou de outra, não tenha sido influenciado por Fernando Pessoa.
ResponderEliminarHá os que o declaram prontamente e outros nem por sombras.
O Manuel António Pina contava que «o Eugénio de Andrade estava convencido que não era influenciado pelo Pessoa, o que é uma coisa surpreendente. Eu disse-lhe várias vezes: “O Eugénio deu uma volta, mudou de passeio para não se cruzar com o Pessoa. Se isso não é influência…”»
Apenas leitor de Poesia, não sei muito bem das razões que me levaram a conhecer tão tarde Fernando Pessoa. Talvez a propaganda da «Mensagem» que me impingiram no liceu.
O Pessoa de que mais gosto é o Álvaro de Campos.
Extraordinário Mário Sérgio.
EliminarTal como o meu amigo, também lamento só tardiamente ter descoberto Pessoa. No meu caso que nem sou leitor de poesia, atribuo-o à imaturidade, dado parecer-me estar Pessoa reservado a pessoas com alguma maturidade e cultura, as quais levam tempo a atingir. No liceu, não cheguei lá, por manifesta falta daquelas duas qualidades e apesar de ter sido sempre leitor, de largo espectro! Se bem que, curiosamente ter sido despertado para Luiz Vaz de Camões, e, eu mesmo ter chegado a António Gedeão. Pessoa só veio bem mais tarde, mesmo já depois da Universidade. Depois fui descobrindo outros, como que puxando por uma linha de pesca, por mera curiosidade e até acaso, mas o acaso faz bem as coisas e tudo acontece por uma razão, acredito.
A influência de Pessoa, em todos nós e não apenas nos poetas, atrevo-me a dizê-lo, vem da sua diversidade, transversalidade e universalidade, que nos faz encontrar em cada frase dele algo que também nós vemos ou sentimos, ou fazer essa descoberta em nós mesmos.
Penso que seja essa a sua grande qualidade para a qual temos de ter mundividência.
Repito, encontro o mesmo em Camões, Shakespeare, Coleridge, Torga, Gedeão... entre outros, que não se poderá dizer terem sido influenciados uns pelos outros, mas parecem seguir uma linha, haver um fio condutor, estarem numa mesma onda, se é que me entende.
Abraço cá da Cidade Morena.
Bom dia
ResponderEliminarAh, a cabeça da pessoa ou melhor das pessoas, em exercício ascende uma chama feita corrente elétrica "igni". De resto participam seus milhões de células em impulso o "id" . Há, proteínas onde creio e concluo ser assim, e muito mais.
Já a faculdade da criação na síntese estética com relação as metáforas é assunto para outro fogo. Digo o fogo das paixões literárias pelo universo e nos une os gostos em equilíbrio ou não; estreita nós a metafísica aprimorada do êxtase e brinda ser feita àquela carruagem reluzente ou não, em lampejos ou não, a sorte ou não.
Embora a história já o diz-se o "ser comum" não a ter, são sempre arquétipos ou míticas sugestões da expressão cultural e em sintonia de valores a igualdade ou mesmo, de compêndios a circunstânscia existencial. Estudá-la desperta ou elaborá-la por adormecida não à descaracteriza. O sent"id"o original da natureza humana de imaginação faz-se movimento pleno, quando arde e sonha. Ora, desde sempre com o doce embalo, onde permanece à perceber na dimensão que a transcende.
Pois, Extraordinário Pacheco, como sociólogo professor universitário, naturalmente desconheço.
ResponderEliminarInfelizmente quando o vi surgir como triplo comentador - de política, de futebol e de música de entretenimento - já eu tinha fechado os olhos e os ouvidos a esse mundo assediador e insuportável, continuando portanto a desconhecê-lo.