Livros antigos
Conheço cada vez mais pessoas que gostam de frequentar alfarrabistas e comprar livros velhos e antigos: umas porque se dedicam a géneros específicos (como um dos meus colegas editores, Zeferino Coelho, que se interessa por tudo o que são textos biográficos); outros porque simplesmente procuram livros há muito esgotados e esperam encontrá-los ali a baixo preço; outros ainda porque adoram mergulhar no papel cansado e descobrir coisas de que nunca tinham ouvido falar (o Manel comprou-me recentemente um livro com textos de um meu antepassado que não conhecia.) Além da livraria de Miguel de Carvalho recentemente aberta na Figueira da Foz (conheci-a ainda em Coimbra, num espaço bem bonito, e estou ansiosa por visitar este), há mais dois espaços de venda de livros antigos mais ou menos recentes. Um em Lisboa, no piso inferior da Livraria Barata, da responsabilidade de Carlos Bobone (filho de peixe sabe nadar, o seu pai é igualmente alfarrabista); e, no Porto, um novo espaço na Livraria Lello que será inaugurado no final do mês, sala dedicada a livros raros, primeiras edições e obras de coleccionador. Será que as pessoas estão a ficar fartas dos livros do presente e procuram os que atravessaram o tempo ainda vivos e em bom estado? Ou haverá nisto também um lado de investimento num produto com valor real? Não sei, mas que é curioso é.
Também gostava de saber um pouco mais sobre o assunto que hoje nos trouxe.
ResponderEliminarEu, gosto muitíssimo de livros, no caso, não apenas de os ler: gosto de ter livros!
Livros e revistas, que colecciono, publicações em geral, incluindo os almanaques.
Já comprei muitos livros usados, antigos ou novos, nos alfarrabistas que em tempos visitava por Lisboa, e, na actualidade quando aparecem nalguma feira. Vou sempre dar uma espreitadela e acabo por comprar alguma coisa.
Também tenho herdado muitos livros e publicações, por falecimento de parentes ou conhecidos, de quem muda de casa e outras situações análogas.
Sinto-me um felizardo! Felizmente tenho muito espaço, portanto é usar esse privilégio.
O que me move não é o valor ou serem edições raras, primeiras-edições, etc. É mesmo porque me interessa ler, e, porque gosto de ter livros, como se os coleccionasse, aliás creio que posso dizê-lo. Tenho tendência para ser um ajuntador de coisas, para guardar e depois dá-me prazer organizar, catalogar, arrumar ou expôr. Por vezes recuperar.
Não sei o que pensam os demais Extraordinários, mas penso que não andarão muito longe daquilo que eu mesmo sou...
Saudações cá da Cidade Morena.
Sou uma grande apreciadora de literatura e compro bastantes livros.Delicio-me com uma boa obra,que me pode fazer excelente companhia e proporcionar otimos momentos de reflexao ou lazer.
ResponderEliminarO que me encanta e o conteudo e nao consigo perceber qual e a vantagem de ter um livro em 1ª ou ultima ediçao,autografado ou nao,com paginas gastas ou frescas.Acaso a sua essencia muda?Sera que a magia das palavras se perde?
Deem-nos boas obras,bem escritas e encantatorias e deixem-nos saborear o seu conteudo que nos leve com elas!
Ah, livros antigos trazem o mar escondido de palavras.
ResponderEliminarSim, saudade é certeza o sal às letras.
CST
Olha quem deu à costa... por falar em mar!
EliminarSaudades de a ler Extraordinária amiga!
Por falar em mar e pelo Pacheco dizer que a CST deu à costa, tenho de dizer (salvo erro) que a Cristina teria de seguir muito para norte da Alemanha, onde as águas são mais frias.
EliminarAcontece que ela está activa; tanto que a tenho acompanhado no blog "Andanças Medievais" onde, há 4 dias, referiu um outro autor nosso conhecido destas paragens, o João J. Madeira, que não tem dado à costa, mas que venceu o Prémio Vergílio Ferreira 2020 com o seu livro "Inter Lapidem".
Aconselho a ler o texto (os textos) do blog da Cristina, pois ela até evita escrevê-los em alemão.
Perdão, mil perdões. Como o Pacheco poupou palavras no telegrama que mandou da terra Morena, confundi as iniciais CST - que são, verifiquei depois, da Cláudia da Silva Tomazi - com as da escritora Cristina da Silva Torrão.
EliminarNão se perde nada. Valeu por chamar a atenção do blog da Cristina e do livro premiado do João Madeira.
Mas fez muitíssimo bem em referir o Prémio do nosso Extraordinário (e meu!) Amigo João Madeira!
EliminarAhahah!
Aproveitando o "post" e desculpando-me pela apropriação do espaço para fazer um pedido, mas estou muito necessitado de consultar (está esgotado e nos alfarrabistas também não encontro) o livro "Vozes de Marraquexe" de Elias Canetti. Se algum Extraordinário o tiver, emprestar, ceder ou vender, fico muito agradecido.
ResponderEliminarLuis Robalo.
Conte lá mas é, que livro é esse????
EliminarAbraço!
Caro Luís Robalo
EliminarRelativamente ao livro que procura, "Vozes de Marraquexe, fiz uma pesquisa no olx e encontrei pelo menos três vendas daquele livro com valores entre os 5 e os dez euros. Pelo menos um é uma primeira edição.
Boas leituras.
A. Delfim
Muito obrigado pela preciosa ajuda
EliminarLuis
Gosto muito da leitura e dos livros mas não tenho o afã de os possuir por terem valor patrimonial. Assim, não tenho nenhuma obra que seja uma preciosidade em termos de raridade ou por ser um objeto antigo. Presumo que exigem cuidados de conservação e até conhecimentos para a garantir. Lá se perdia grande parte do meu prazer de ler.
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