Boas notícias
Quando Itamar Vieira Junior recebeu o Prémio LeYa pelo romance Torto Arado, nenhum de nós suspeitava de que isso viraria a sua vida para sempre. Enquanto o livro vendia timidamente em Portugal, como acontece geralmente com a literatura brasileira, arrebatava no Brasil os principais prémios literários, Jabuti e Oceanos, era elogiado pela crítica e, mais do que isso, aparecia nas mãos de cantores famosos ou mesmo nas sugestões de políticos como Lula da Silva. Por aí chegou mais longe, e os editores de outros países começaram a pedir o livro e a querer comprar os direitos, estando Torto Arado vendido neste momento em dezasseis línguas, incluindo o chinês, o inglês e o catalão. Depois, vieram os pedidos de adaptação cinematográfica e teatral, não apenas para o Brasil, mas para espectáculos na Europa, como o que em breve estreará pela mão de Christiane Jatahy, que na segunda-feira passada ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza pelo seu trabalho no teatro, que alia o político ao poético. Foi uma felicidade saber que esta carioca que é uma «observadora impiedosa da crueldade do mundo» tem nas suas mãos um livro como Torto Arado. E ainda há-de vir aí o filme ou a série, esperemos para ver, que fará chegar o romance ainda a mais público. Caramba, nunca o júri do Prémio LeYa, ao votar em 2018, tinha ideia desta fantástica bola de neve.
Uma boa oportunidade para sabermos valorizar o trabalho meritório das pessoas que compõem o júri do Prémio Leya-
ResponderEliminarUm livro magnífico, de facto. E o seu escritor, Itamar Vieira Júnior é alguém extraordinário também, com uma simpatia transbordante e, principalmente, sincero, natural e verdadeiro. Uma pessoa, para mim, inesquecível.
ResponderEliminarCristina Carvalho
Antes de a obra chegar ao altíssimo júri, passa por um crivo que é uma espécie de jurados em pré-selecção. Estes, sim, são aqueles que escolhem os que vão à mesa da apreciação final e é também (ou principalmente a estes) que devem ser colocados os louros olímpicos.
ResponderEliminarHá um ditado que diz - quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Ora, o Torto Arado é daquelas obras que, de torto apenas tem o nome no título e, quanto ao arado, tem aberto grandes regos na literatura mundial.
Os meus parabéns à Rosário e às colegas que passam ao crivo cerca de quatro centenas de exemplares.
Ouvi uma longa e magnifica entrevista do autor à Antena 2. Já foi há muitos meses e eu ainda não tive tempo(!) para ler o romance. Imperdoável.
ResponderEliminarGostei do livro, portanto fico feliz pelo seu sucesso!
ResponderEliminarTambém me regozijo pelo autor que me parece ser um homem (posso? ou estou a ofender alguma sensibilidade feminista?) Extraordinário e com capacidades incomuns de entendimento da sua gente, como depois de as pôr em palavras.
Saudações cá da Cidade Morena!
Gostei muito de ler Torto Arado por causa dos valores humanísticos e igualitários evidentes em cada página deste romance extraordinário. Itamar Vieira Junior tem essa capacidade narrativa, assim como muitos outros escritores latino-americanos, para nos fazer refletir sobre nossas orientações sociais, políticas e culturais no velho continente. A este respeito encontro um paralelo com a obra de Lídia Jorge. Especialmente a sua consideração pelas mulheres portuguesas e as suas lutas feministas por igualdade e reconhecimento ao longo do século XX e até aos dias de hoje.
ResponderEliminarRussell Boncey - Fontainebleau
Conheci o autor a partir desta entrevista
ResponderEliminarhttps://www.jpn.up.pt/2021/04/30/com-itamar-vieira-junior-a-historia-indigena-e-africana-do-brasil-jamais-se-apagara/