Ler é essencial

Não pretendo com este título dizer nada que os Extraordinários já não saibam, pois se aqui vêm tanta vez é porque, evidentemente, sabem bem que ler é essencial. Mas queria chamar a atenção para o facto de esta frase («Ler é essencial») ser também o nome de uma interessante plataforma que envia de vez em quando uma newsletter com dados extremamente interessantes, nos quais doravante me poderei até basear para escrever alguns posts, pois inclui muitas estatísticas à volta do livro e da leitura e apresenta dados numéricos nem sempre fáceis de encontrar. Ainda não descobri quem ma envia, embora assim às pressas me tenha parecido um instrumento da Bertrand, nem quem está à cabeça do projecto, mas gostei para já de saber que ler pode equivaler a rir ou fazer ioga em termos de descompressão ou que uma das maiores livrarias do mundo é a Livraria Esperança e fica no Funchal. Como sei se há aqui muita gente que não vive sem ler e gosta de saber o que puder em torno desse objecto miraculoso que é o livro, hoje passo a sugestão de consulta desta plataforma.


Ler é essencial.jpg


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco25 de janeiro de 2022 às 02:04

    Extraordinária partilha e novidade, esta plataforma!
    Interessantíssima sem qualquer sombra de dúvida, muito útil para nós os frequentadores deste Espaço Extraordinário, pois como muito bem diz, gostamos de ler, gostamos de livros.
    Com efeito a nossa presença, diária, eventual, com ou sem "comentarismo", é disso a prova, como de que há espaço e vez para o fazermos.

    Pela parte que me toca, sou dos que só conseguem ler em determinadas condições! Sou um leitor de sofá assumido, com ou sem lareira. Tal como leio bem na cama, no combóio ou avião... ou seja preciso de estar sentado e poder concentrar-me em conforto e sossego. Não consigo ler no autocarro, tenho dificuldade em o fazer na praia e na banheira então, nem pensar! Também não sou adepto da leitura na esplanada ou sequer na varanda, e, a comer ao mesmo tempo, isso nunca!
    Coisas curtas, uma revista por exemplo ainda vá que não vá, em sendo de vulgaridades, pode ler-se numa sala de espera, estendido na areia ou lugar assim, porém um livro ou coisa mais profunda, tem mesmo de ser lido bem sentado numa cadeira e concentrado.
    Não sei como são os demais Extraordinários, mas cada louco com sua mania, diz o adágio.

    Uma nota de saudade: sempre fui assim, concentrado na leitura e na comodidade de um sofá, onde era capaz de passar horas a ler algo que me captasse a atenção. A saudosa Hermínia (que fazia os melhores rissóis do Mundo!) se lhe perguntassem onde estava o "Luizinho", porque minha mãe ou avó me chamavam e eu nem dava por nada, respondia invariávelmente no seu jeito brusco: "T'á c'a doença da Franciscoa", o que significava estar imerso na leitura.

    Saudações "Franciscoas" cá da Cidade Morena.

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  2. Que notícia excelente!
    É sempre tão bom constatar que não estamos sós neste mundo de leitores e que há forças estabelecidas no sentido de o fazer crescer, para com isso trazer mais riqueza para dentro dos corações e das mentes.

    Em contraposição com o prejuízo que as redes sociais, segundo me apercebo, deixam nos seus mais assíduos utilizadores, muitos deles jovens e frágeis, o livro nunca exerce "bullying" em ninguém e, quanto a fazer "likes" a quem o lê, que será o aparente lado positivo das tais redes, repito "aparente", podemos dizer que quando acontece encontrarmo-nos dentro de um livro, o "like" assim acendido em nós é muito mais válido do que mil dos outros, colocados sem que os seus autores vejam por mais de meio segundo o que nós publicámos. Não falo por experiência própria porque não utilizo redes sociais, mas tenho muita gente jovem à minha volta que vejo utilizar essas redes. Aliás é algo que me preocupa nesta geração - a capacidade diminuída de concentração - de que o Extraordinário António Luiz Pacheco fala - e de interiorização, tranquilidade, crescimento, tão habituada que está a consumir superficialidades que se esquecem em dez minutos.

    Eu ler leio em qualquer situação (mesmo enquanto como, se almoçar ou jantar sozinha) desde que não haja música cantada ou alguém a falar numa língua que eu entenda (se não entender, não me perturba).
    Bem hajam aqueles que escrevem. Gosto tanto deles. :-)

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  3. Bem hajam aqueles que leem. Gosto tanto deles.
    (Se me permite, Susana, que prolongue a sua frase).

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    Respostas
    1. Ora essa, então não permito? Até gosto muito do seu prolongamento, porque ainda por cima posso fazer minhas as suas palavras! (se me permite, claro :-))

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  4. A fantástica livraria Filigranes de Bruxelas, tem uma newsletter regular onde a urgência da leitura é assinalada pelo genial (acho eu) imperativo "Lisez nom de dieu!".
    E eu leio, pois claro. Se possível ao sol. O que eu gosto de ler ao sol...

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