RG ou GR (Georges Remi)?

Hoje venho sugerir uma exposição que está patente até ao dia 10 de Janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Chama-se HERGÉ e leva o nome do autor de Banda Desenhada que inventou uma das personagens mais fantásticas de sempre: Tintim – o jovem repórter sem idade, de calças à golfe, cabelo louro com remoinho e cão sempre atrás, que fez as delícias de uma multidão de portugueses dos 7 aos 77 anos e com cujas aventuras eu aprendi as minhas primeiras palavras em francês nos álbuns de capa dura que pertenciam ao meu irmão mais velho. Mas a exposição mostra-nos também o Hergé que existiu antes e depois de Tintim: o pintor talentoso, o coleccionador de arte contemporânea, o designer e publicitário – enfim, as variadíssimas facetas que o tornaram um dos mais importantes artistas do século XX. A exposição, que é itinerante e tem origem num museu em Louvain-la-Neuve, na Bélgica, onde nasceu Georges Remi, que é o verdadeiro nome de Hergé (serão as iniciais ao contrário?), contou em Portugal com uma adaptação de Ana Vasconcelos. Tem ainda a vantagem de ser um programa ideal para adultos e crianças!


P. S. Sobre Tintim e pais que põem os filhos a ler, vale muito a pena ler a crónica de Miguel Esteves Cardoso do jornal Público de dia 13 deste mês.

Comentários

  1. Sim. De acordo com as referências da Wikipedia, o pseudónimo de George Remi finalmente adotado - depois de experimentados outros, como é normal - foi mesmo concebido a partir da inversão das pronúncias das primeiras letras dos seus dois nomes mais usados. Alguns especialistas em arte têm usado essa referência.
    Helder.

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  2. António Luiz Pacheco19 de outubro de 2021 às 03:40

    Hergé, ou como queiram chamar-lhe, será para mim eterno através do igualmente sempeterno Tintin - se bem que o meu personagem preferido seja o Capitão Haddock, cujo uísque preferido, Loch Lommond eu também gosto!
    Tintin, é o herói perfeito, mas sobretudo um símbolo de generosidade, que com o tempo não envelheceu mas amadureceu como pessoa, talvez junto com o seu criador, pois um personagem assim reflete certamente quem o imaginou!
    Ah e tal, no País dos Sovietes... pois reproduzia o que na época se pensava e acontecia, tal como o no Congo ou na América, até O lótus azul. São uma memória histórica, colectiva por muito que isso ofenda os actuais cruzados e censores do políticamente ridículo (sim, assim mesmo, Grande Dulce Cardoso!), que não são capazes de produzir nada semelhante e que marque da mesma forma várias gerações. O que nos fica de Tintin não são os soviéticos da época mas sim o jovem generoso que intervém a proteger um jovem índio!

    Também tenho um álbum com as aventuras da Joana, João e o macaco Simão! Mas sem o alcance do Tintin.

    Curiosa esta inclinação dos belgas para a banda desenhada!

    Saudações "hergianas" cá da Cidade Morena, com mil macacos!

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  3. "cão pela trela"?

    Nunca vi o Milú com trela. Nem costuma sequer usar coleira.

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco19 de outubro de 2021 às 04:15

      Vejamos: "cão pela trela", ou, "o cão atrelado", até "os filhos atrelados", e expressões semelhantes, segundo o meu léxico (acho que é assim que se diz) familiar e até regional, não significa literalmente andar com o cão pela trela, mas sim que acompanha, ou anda sempre com ele.
      Era capaz de apostar que foi o que a Nossa Extraordinária Anfitriã pretendeu dizer: que Tintin andava sempre acompanhado do Milou.

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    2. Maria Do Rosário Pedreira19 de outubro de 2021 às 04:26

      Obrigada a ambos. Vou substituir a expressão para evitar mal-entendidos. E já agora leiam «Tintim no *Psicanalista», um ensaio algo delirante mas muito rico sobre os livros de Tintim.

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    3. António Luiz Pacheco19 de outubro de 2021 às 05:39

      Leio onde????
      Já agora, e, se não for abusar da sua paciência, agradecido fico.

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  4. António Luiz Pacheco19 de outubro de 2021 às 05:41

    Ó Diabo... "o cão sempre atrás"?, é que normalmente o Milou desloca-se à frente do dono, aliás como frequentemente fazem os cães...
    Ahahahah!
    Peço desculpa mas não resisti!

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  5. Boa tarde!
    Para mim que sou um insaciável comsumidor de BD, principalmente a belga, não posso deixar de referir uma prancha do álbum Tin Tin no Tibete, onde está toda a arte de Herge. Abram o álbum e vejam a prancha quando estão no restaurante e Tin Tin grita "Tchang!!!!"
    Apreciem bem todo a beleza e arte de Herge.
    Está lá tudo.
    Com um abraço da margem esquerda do estuário do Tejo.
    A. Delfim

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