Livros para sempre

Talvez por se ter estreado no Verão, ainda aqui não falei da maravilha que é ter em Portugal a colecção de Clássicos da Penguin, aqueles livrinhos com capas lindas que todos os que lemos em inglês estamos fartos de «lamber» nas montras, comprar e cobiçar e que, finalmente, se encontram entre nós, traduzidos em português e editados pela Penguin Random House. A colecção completa 75 anos em Inglaterra e, na sua génese, era uma aposta em divulgar os clássicos de vários géneros (ficção, poesia e ensaio) a bons preços e num formato simpático para o público em geral, numa afirmação de que a literatura não é coisa apenas de elites intelectuais. Por cá já foram lançados os primeiros sete títulos, incuindo alguns em língua portuguesa (Os Maias, O Livro de Cesário Verde ou Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto) e também obras emblemáticas como A Metamorfose, de Kafka, A Quinta dos Animais, de George Orwell, ou Um Quarto Só Seu, de Virginia Woolf. Estes livros são sempre prefaciados, como é o caso de Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, de Rosseau, que conta com prefácio de Francisco Louçã. «Classicizemo-nos!»


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Comentários

  1. Tenho uma certa reverência pelo objeto livro, pelo que este formato não me entusiasma. É como beber um café por uma xícara de porcelana ou por um copo de plástico.

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  2. Bom dia com alegria (e já quase sem pandemia)

    Sejam estes livros de bolso, sejam as luxuosas edições da Folio (https://www.foliosociety.com/), ou outros, exercite-se o prazer da leitura (e da reflexão, e da comunicação)

    Boas leituras
    cp

    PS: Leitura recomendada: "O elogio da palavra" - Lamberto Maffei

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  3. António Luiz Pacheco4 de outubro de 2021 às 05:03

    Não sou grande consumidor de "livros de bolso", embora tenha alguns, por sinal nem comprados por mim, antes herdados por aí, pois livros são livros, sejam eles de algibeira ou de mochila! Até tenho alguns que devem pertencer à categoria "livros de carrinho de mão".
    Os ditos "penguin books" são uma referência mundial, creio, sobretudo pelo seu preço reduzido, e, creio que isso é o que mais interessa, ter bons livros e preços acessíveis. Claro que o formato se adequa a quem leia em viagem ou locais onde o volume importa.

    São estas sempre boas notícias, pois fazem prova de vida dos nossos amados livros!

    Votos de uma Extraordinária semana!

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  4. À primeira vista, o bom gosto e o tamanho, até parece que torna a leitura mais fácil...

    Mas só aos leitores.

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  5. Capas lindas, realmente! Esta que a Maria do Rosário aqui colocou é exemplo disso e nem o gato à janela faltou! (os gatos e os livros...)

    Mas a propósito deste título da Virginia Woolf, vou contar que li este ano uma espécie de contraponto a ele: "Um quarto que não é seu" de Alicia Gimenez Bartlett, a espanhola que pegou no diário de uma das empregadas que serviu na casa de Virginia Woolf durante largos anos e produziu uma obra interessantíssima, no meu modesto ponto de vista.
    Boa semana!

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  6. Bem, estou dividido. Como leitor é um gosto tê-los por cá. Por outro lado e salvo o Lima Barreto, já os tínhamos cá... Todos os outros títulos estão disponíveis noutras editoras portuguesas o que significa que a estratégia é vir para ficar e atacar a concorrência com preços arrasadores. Não é exactamente o espírito da coisa como a entendeu o Allan Lane mas veremos o que o futuro nos reserva.

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