Um mapa literário

Os mais velhos entre os leitores deste blogue lembrar-se-ão talvez de Bernard Pivot, um intelectual francês que ficou conhecido sobretudo pelo seu programa de televisão chamado Bouillon de Culture. O talento e a cultura abrangente de Pivot tornaram o seu programa um dos mais vistos e duradouros de sempre e até houve um episódio dedicado especialmente à literatura portuguesa que foi filmado no Palácio Fronteira, em Lisboa. Mais tarde, Pivot publicou um livro no qual destaca, com gradações de cinzento, os 100, 50 e 10 livros essenciais para ficar a conhecer a literatura de determinado país (são  muitos os países, mas já não me lembro quantos; e não sei onde o arrumei, senão dir-vos-ia que livros portugueses escolheu, mas recordo-me de que o último mencionado era O Memorial do Convento). Ora, um pouco na mesma senda, Backforward 24, pseudónimo de um leitor experimentado que, pelos vistos, publicou um livro com a lista dos romances que crê serem representativos de cada país (um apenas por país), criou agora um mapa literário, pondo imagens dos títulos e capas desses romances nos espaços ocupados pelos países. Claro que um só romance em cada país é manifestamente insuficiente e redutor, mas diz quem sabe que o autor do mapa não incluiu apenas clássicos, mas também obras contemporâneas. Eu adoraria saber que livro escolheu para Portugal, mas estou farta de olhar para o mapa e não consegui descortinar. Pode ser que alguém lá chegue antes de mim. Mas desde já acho tremendamente discutível que os Estados Unidos estejam representados por Não Matem a Cotovia, ainda que concorde com a escolha de Ulisses para a Irlanda. Aí está o link, se quiserem ver. Calculo que a tradução do texto tenha sido automática pois em vez de «Ernesto Sabato», aparece «Ernesto de sábado». Dêem o devido desconto.


https://www.pensarcontemporaneo.com/o-mapa-literario-do-mundo-os-romances-mais-representativos-de-cada-pais/?fbclid=IwAR2H1PIB2YRmJsaRIN6f2GNXYbLUmUd-OKjKewhMMvyKaHBPaqx-xnOXmtA


 


P. S. Afinal, descobri o pedacinho da Europa e o nosso livro é Memorial do Convento.


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Comentários

  1. Desculpe MRP mas penso que esse encontro foi no Palácio Fronteira ainda em vida do Sr. Marquês D. Fernando de Mascarenhas. Gosto de Bernard Pivot e tenho a sua monumental obra La Bibliotheque Ideale das edições Albin Michel.

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  2. Bom dia com alegria

    Relacionado de certo modo, mas não tendo nada a ver com literatura: recomendo a quem gosta de atlas (e de preconceitos): https://atlasofprejudice.com/

    Saúde e boas leituras
    cp

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  3. No reddit, o autor backforward24 postou algumas listas referentes aos títulos das obras ilustradas no mapa, e o escolhido português foi "Baltazar e Blimunda", título também usado para o nosso Memorial do Convento. Parece-me uma escolha justa, ainda que deixe de parte tantas outras maravilhas.

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    1. Retirado do post do autor, por exemplo:

      "Americas and Europe:

      Canada - Anne of Green Gables U.S.A - To Kill a MockingBird Mexico - Pedro Paramo Guatemala - Men of Maize Belize - Beka Lamb Honduras - Cipotes El Salvador - Bitter Grounds Nicaragua - The Country Under my Skin Costa Rica - La Isla de los hombres solos Panama - Plenilunio Colombia - 100 Years of Solitude Venezuela - Dona Barbara Guyana - Palace of the Peacock Suriname - The Price of Sugar French Guiana - Papillon Ecuador - The Villager Brazil - Dom Casmurro Peru - Death in the Andes Bolivia - Bronze Race Paraguay - I the Supreme Argentina - Ficciones Chile - The House of the Spirits Uruguay - Soccer in the Sun and Shadow Cuba - Havana Bay Haiti - Breath, Eyes, Memory Dominican Republic - Wonderful Life of Oscar Wao Bahamas - The Measure of a Man Jamaica - A brief history of Seven Killings Puerto Rico - When I was Puerto Rican Lesser Antilles - Wide Sargasso Sea Greenland - Islands, the Universe, Home

      Norway - Hunger Iceland - Jar City Sweden - Gosta Berling’s Saga Finland - The Unknown Soldier Denmark - Feeling for Snow Latvia - Nāvas Ena Estonia - Truth and Justice Lithuania - Black Sheep Belarus - Voices from Chernobyl Ukraine - Death and the Penguin Moldova - A Siberian Education Romania - Forest of the Hanged Bulgaria - Under the Yoke Poland - Pan Tadeusz Germany - Buddenbrooks Netherlands - The Discovery of Heaven Belgium - The Sorrow of Belgium Luxembourg - In Reality: Selected Poems United Kingdom - Great Expectations Ireland - Ulysses Czechia - The Good Soldier Slovakia - Rivers of Babylon France - The Count of Monte Cristo Spain - Don Quixote Portugal - Baltasar and Blimunda Austria - The Man Without Qualities Switzerland - Heidi Italy - The Divine Comedy Slovenia - Alamut Croatia - Cafe Europa Hungary - Eclipse of the Crescent Moon Bosnia and Herzegovina - Zlata’s diary Serbia - Dictionary of the Khazars Montenegro - Montenegro: A Novel Albania - The General of the Dead Army Macedonia - Freud’s Sister Greece - The Iliad Russia - War and Peace"

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  4. António Luiz Pacheco12 de julho de 2021 às 03:27

    Este é sempre um bom tema de conversa e discussão! Apaixonante e mesmo Extraordinário, do mais adequado à nossa Confraria e tertúlia!
    Sem dúvida, e, direi até que é eterno, uma vez que se vão publicando sempre novos romances de novos autores. É um desafio Extraordinário!
    Considero não só curioso mas muito interessante saber da opinião de um investigador quanto ao tema, gostei muito de ler a listagem supra elencada, agradeço a quem se deu a esse trabalho.

    Eu, não passo de uma traça dos livros! Jamais poderia ou ousaria pronunciar-me quanto ao livro que define ou representa a nossa literatura nacional. No entanto, como português, pessoa, direi que me sinto completamente definido, preenchido e apresentado pelo imortal poema de António Gedeão, "Poema da malta das naus".
    Acrescentarei eu, atrevo-me e peço me perdoem, todavia arrisco dizer (eu que nem sou leitor de poesia), considerar que toda a obra poética de A. Gedeão exprime profundamente o que somos, o que fomos e de onde vimos, exactamente pela intemporalidade, transversalidade e clareza com que se exprime! Mais do que a obra de Camões, sublime mas localizada e temporalmente confinada. Ou a de Pessoa, soberba, porém demasiado hermética, muito menos acessível.
    Estarei enganado?

    Notem que considero muito difícil, para mim inatingível, alguém lograr reduzir a literatura de um país a uns quantos livros, de modo representativo das suas idiossincrasias, e, a um então.
    Acredito que aquilo que se escreve, como se representa o que se vê, exprime o que se sente, depende muitíssimo do pensamento de cada um, religioso ou político; das suas opções sexuais ou filosóficas; da sua condição sócio-económica; da sua erudição e cultura; do meio em que nasceu, se desenvolveu e frequenta; das escolhas feitas ao longo da vida e de como a viveu; o tempo em que escreveu aquilo. Daí considerar no meu imenso atrevimento de traça que se presume esclarecida, que é completamente impossível esta tarefa, e, ao ler a lista que aqui se reproduz, mais me convenço disso.

    O romance português não é, nem se esgota, com o "Memorial do Convento", por muito genial que seja. Mais depressa apontava "Levantado do Chão" como tal, se quiserem reduzir a nossa literatura a Saramago, que também acho abusivo!

    Perdoem a eventual asneirada que para aqui escrevi, podem zurzir-me à vontade que eu aguento, e, se calhar até estou a pedi-las.

    Saudações cá da Cidade Morena, com votos de uma semana Extraordinária.

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  5. Em vez do Memorial do Convento e Saramago eu escolheria Os Lusíadas de Luiz de Camões.

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  6. Bom dia:
    Curiosa a escolha. A Alemanha com os Buddenbrooks. Se calhar é porque a "trama" se passa por lá. Mas eu acho, mas quem sou eu para achar, não é? que a Montanha Mágica é obra mais significativa...
    Em relação a Portugal? Concordo. Grande escritor, grande obra. Ando neste momento a ler a sua "Viagem a Portugal". Uma delícia...
    Boas leituras para todos.
    Celeste Silveira

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    1. Nós somos um país de achadores, Celeste. ;-)
      Eu também achei a Viagem a Portugal uma delícia. Foi o meu primeiro Saramago e um guia para visitar muitos locais remotos do rectângulo. O segundo foi o Memorial do Convento e volto a achar que Portugal não poderia estar melhor representado: é um livro magnífico e está lá tudo o que fomos e somos.
      Mas eu sou suspeita, pois adoro José Saramago, de quem li tudo.
      Alemanha: não li esses dois do Thomas Mann, pelo que escolheria outro autor, talvez o Hermann Hesse.
      Espanha: escolheria, sem dúvida, o Dom Quixote.
      Grécia: teria de escolher A Odisseia, um dos meus livros favoritos de sempre.
      Vou-me ficar por estes países, se não isto vira um testamento.
      Boas leituras!
      🌼Maria

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    2. Boa tarde, Maria:
      E como é bom falar de livros. E das nossas leituras! Deixe lá o "bicho" passar e tenho ideia de pegar no meu "boguinhas" e ir a alguns dos locais visitados pelo José Saramago! Procurar também eu, ver para além do visível. Eu míope e bastante ignorante me confesso...
      Pois também eu, sou uma adoradora da obra de Saramago. Li quase tudo. Gostei muito do Memorial do Convento, mas ainda gostei mais do Ano da Morte de Ricardo Reis. Dei-me inclusivamente ao trabalho, de ir ao Bairro Alto, e aos locais referenciados no livro. Quem sabe se não via ainda o "sombra" de Ricardo Reis? Gostei muito dos Ensaios, da Caverna. Adorei o Todos os Nomes. Acredita que eu li este livro como se de quase um policial se tratasse? Já não gostei tanto do Evangelho, da Jangada e do Cerco. Mas também gostei muito, só que já não adorei. As Pequenas Memórias foram lidas. E ainda me falta ler os livros da primeira fase, (shame), como o Levantado do Chão, que dizem ser maravilhoso. Estou a adiar mais um prazer, é o que é! E dos últimos também ainda não li: Nem o Elefante, nem as Alabardas.
      Posto isso, depois destas Viagens, vou ler os Cadernos de Lanzarote. É que o ano que vem é de comemoração. E a minha modesta, mas muito digna Biblioteca, não vai passar ao lado dessa efeméride. Era só o que faltava!
      É claro que temos excelentes escritores portugueses e mesmo da Lusofonia, já falecidos e ainda vivos, absolutamente maravilhosos. De obra feita e muitíssimo recomendada. Mas para este efeito, de se ter um livro, consagrado a um país e por mera estatística, continuo a achar que José Saramago nos "representa" muitíssimo bem!
      Boas leituras! E vá "metendo conversa". É para mim um enorme prazer.
      Celeste Silveira

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    3. O quê???? Não leu ainda Os Buddenbrook e A Montanha Mágica de Thomas Mann???
      Imperdoável. Corra, corra, ataque-os sem dó nem piedade, não sabe o que está a perder.
      Depois diga se foi mau o meu conselho.

      António

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    4. Eu li os dois. E são de facto Muito Bons! A Montanha Mágica é "toda um tratado", que merece releituras. Várias! Acho que se o lêssemos 500 vezes, na 499ª vez descobriríamos muita informação de que ainda não havíamos dado conta. Esse foi lido há relativamente pouco tempo. Os Buddenbrook foi lido enquanto eu era Menina e Moça. E já pouco retenho. Terei que o reler.
      Boas leituras!
      Celeste Silveira

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    5. O Ano da Morte de Ricardo Reis é o meu segundo melhor (ou não fosse o Pessoa outro dos meus escritores) e como sou de Lisboa (embora agora não viva lá) foi fácil fazer o percurso. E convém não esquecer que foi esse livro que juntou o Saramago e a Pilar, que veio a Lisboa para fazer esse percurso e conhecer o autor: o resto já todos sabemos :-).
      Também gostei muito de ler o Todos os Nomes e da Jangada de Pedra (livro e ver o filme) dois livros que não são dos mais apreciados.
      Também gostei imenso das Intermitências da Morte, um livro levezinho e diferente do habitual.
      Tenho os Cadernos, as crónicas, a poesia e até um livro para crianças.
      E sim, Celeste, nós temos escritores muito bons, e havemos de conversar sobre eles aqui nesta extraordinária sala.
      Boas leituras!
      🌼Maria

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    6. Não, não li. Apenas li a Morte em Veneza e foi depois de ver o filme do Visconti, já há imensos anos.
      Terei lido, quem sabe, a obra completa de outros escritores de quem o António não leu nada.
      A vida é assim: não dá para lermos tudo o que gostaríamos, embora eu reconheça que o Thomas Mann nunca foi uma prioridade para mim.
      Boas leituras!
      🌼Maria

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    7. É isso mesmo, Maria! Cada um com os seus percursos literários. Muitas vezes leio o que me recomendam. Outras vou ler, levada pela minha intuição. Às vezes dou comigo a não gostar tanto assim do que me recomendam. Outras vezes dá-se o clique e eu agradeço mui reconhecidamente a recomendação. Mas a recomendação deve agradecer-se sempre. Foi bem intencionada.
      E que extraordinárias são mesmo as horas que passamos a ler!
      Boas Leituras!
      Celeste Silveira

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    8. Ah, mas eu agradeço todas as recomendações que vierem por bem e até já descobri neste e em outros blogues muito autores que passaram a ser cá de casa. E até fiquei com vontade de ler A Montanha Mágica depois de ler o seu comentário ao António... já a recomendação dele não me convenceu, vá-se lá saber porquê...
      Mas posso estar errada.
      🌼Maria

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    9. É pena, Maria!
      Um beijo repenicado.
      António

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    10. Vai gostar muito da Montanha Mágica, Maria. É um daqueles livros que têm o poder de nos mudar para sempre. Relata a situação de alguém que julga não estar doente, mas está! Que visita alguém que tal como ele também está doente. Relata um lugar afastado do mundo, paradisíaco, com excelentes ares, mas onde a doença prolifera. Mas cá em baixo o mundo também não estava(va) na mais plena saúde. Muito pelo contrário.
      Lá no topo da Montanha apresenta-se todo um microcosmos de gentes das mais variadas proveniências, dos mais variados credos, das mais variadas condições económicas... Numa ordem que ali se estabelece para que a doença deixe de o ser. E os diálogos que ali se produzem? Do mais fino recorte literário/filosófico. Alguns deles, confesso, penso não ter atingido na sua plenitude. Mas lá está, irei relê-lo, um dia, quando bem entender. Sem pressas, nem necessidades de ler por obrigação. É quando me apetecer, quando chegar a altura.
      Boas (e continuadas) leituras!
      Celeste Silveira

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    11. Infelizmente não estava errada...

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    12. Obrigada, Celeste, por este bocadinho de boa prosa. Estou a passar por um momento muito difícil e nem imagina como me ajudou a esquecer a realidade.
      Tudo de bom!
      🌼Maria

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    13. Maria: muito sinceramente espero que corra tudo bem consigo. As leituras ajudam muito. Mas quando quiser, meta sempre conversa. Pode ser que também ajude.
      Um beijinho!
      Celeste Silveira

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    14. A política, sempre a política!

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    15. Os Cadernos de Lanzarote são muito, muito bons e mostram- nos um outro Saramago. Boas leituras!
      T. Biu

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  7. Os Lusíadas sim,sem qq dúvida.
    Obra imortal,inesgotável,verdadeiro orgulho de uma nação!Jamais ultrapassável ou atingível!!

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  8. É muito difícil escolher um livro que represente um país que contém 50 estados, todos tão diferentes entre si, visto terem sido fundados por pessoas de muitos e variados países.
    Ao contrário da Rosário, não me custa aceitar o To Kill a Mockingbird, pois o livro foca a (in)justiça e o racismo, temas infelizmente ainda muito actuais na América de hoje.
    Poderíamos escolher muitos outros livros, mas este não me parece nada mal.
    🌼Maria

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  9. Também me lembro desse programa filmado no Palácio Fronteira e principalmente de um episódio então ocorrido. Contava o Marquês que numa noite em que organizara uma tertúlia e encontrando-se entre os convidados diversas personagens perseguidas pelo regime anterior, a Pide lhe cercou o palácio. O autor do program observou-lhe que então também a sua integridade física e a sua liberdade tinham ficado em risco. O Marquês respondeu-lhe "mais j'avais le dos chaud". Pivot não compreendeu a frase e mostrou muita perplexidade. Tiveram que lhe explicar.

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    1. António Luiz Pacheco12 de julho de 2021 às 10:36

      Tinha muitas e interessantes histórias, o "Gordini", como era mais ou menos carinhosamente tratado pelos estudantes que com ele privavam, o Dr. Fernando Mascarenhas. Foi professor na Universidade de Évora, conheci-o quando lá andei, uma pessoa que parecia não ter idade, dado, um homem muitíssimo culto, inteligente e com um humor muito próprio, cuja afectação enganava. Era uma afectação natural, de distinção e não aquela ensaiada pelos que se querem fazer passar pelo que não são... ele "era". Eheheh!

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  10. Boa tarde!
    Muito curioso..
    Como me interesso muito por livros de autores dos Países Baixos ou flamengos, fui ver.
    Era inevitável "Max Avelaar", de Multatuli (é um clássico, só que sei, dos Países Baixos, que um dia hei-de ler, se conseguir aprender o neerlandês...como me fui meter nisso!!☺️)
    Da Bélgica parece-me ser "O desgosto da Bélgica", de Hugo Klaus (não tenho a certeza). Excelente livro, que tem tradução para português, e autor!
    Era só esta achega. 🙂
    Isabel CB

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  11. Errata: era "ao que sei" e não "só que sei" ☺️

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  12. Lembrei deste projecto de ler, durante um ano, um livro de cada país do mundo: https://ayearofreadingtheworld.com/
    Segui-o na altura e li uns livros interessantes de que nunca teria ouvido falar de outro modo.

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