Hoje há lançamento
Pois é, ao fim de meses e meses sem lançamentos presenciais, com as carinhas das pessoas estampadas nos ecrãs dos computadores a debitarem sobre o que leram, escreveram, editaram..., estão de volta as apresentações ao vivo, se bem que, claro, condicionadas por regras apertadas (e ainda bem, uma vez que os Portugueses, especialmente os mais jovens, estão, pelos vistos, a ficar relaxados e desobedientes demais). Hoje vai ser no clube Turf, ali ao Chiado, meio no jardim, meio na sala, com máscara e cadeiras de intervalo para não facilitar, pois todos querem ir de férias com saúde e sem ameaças e isto já está como em Fevereiro. Falar-se-á de O Mordomo do Rei, romance histórico de Pedro Beltrão, que se debruça sobre uma figura pouco conhecida que é, porém, referida frequentemente na historiografia francesa pois, com o infante Afonso de Portugal (mais tarde, rei D. Afonso III), privou com o rei Luís IX, aquele que viria a ser santo. Vamos então a esta estreia mais logo, às 18h30, ouvir a especialista Margarida Ortigão Ramos falar do livro, do rei, do autor e do mordomo. E que ninguém tire a máscara!

Tenho muita pena mas prefiro ver na Cinemateca, à mesma hora, o filme italiano Beatrice Cenci, escolha de Augusto Seabra.
ResponderEliminarBelo tema, parece... será que se podia colocar aqui a sinopse?
ResponderEliminarJá agora: Pouco conhecido o D. Afonso III , o Bolonhês, rei de Portugal e dos Algarves?
Creio que não! Tinha forte pendor guerreiro tendo servido na corte francesa como já se disse. Não era suposto ser rei, foi Conde de Bolonha, mas depois da guerra civil que travou contra o irmão D. Sancho II, subiu ao trono e é até bastante conhecido não só pelo facto de ter sido quem consolidou o nosso território face à moirama invasora, como e ainda por ter sido o pai do rei D. Dinis! Notabilizou-se sobretudo por afrontar o clero e refrear abusos da nobreza. Não era um rei pacífico, mesmo nada, mas ao que parece era teso e justo, o povo gostava dele!
Um rei que se destacou e certamente merece que se escreva sobre ele!
O facto de, eventualmente, saber-se pouco da nossa história, é uma outra história pois segundo presumo ela incomoda muita gente que se considera evoluída, moderna, culta e políticamente correcta à esquerda, coisa que veio com e cresceu desde, a revolução de Abril!
Era urgente, útil e de bom efeito recuperar a nossa história, que faz de nós povo!
Saudações históricas cá do Reino de Benguela a nova, a Cidade Morena!
Pouco conhecido o Mordomo, que é a figura central do romance.
EliminarJoão Peres de Aboim?
EliminarAHHHHHHHHH!
EliminarJulguei que o mordomo era o próprio rei D. Afonso, enquanto Conde de Bolonha e cortesão do rei de França!
Tá esclarecido... mas podia na mesma postar a sinopse... eheheh! Eu cá, agradecia.
Extraordinário Artur: já fui investigar quem foi... personagem interessante sem dúvida!
EliminarObrigado pela pista.
Abraço
Aqui a tem:
EliminarPoucos anos depois da coroação de D. Sancho II, seu irmão mais velho, o jovem infante D. Afonso deixa Portugal e ruma a França, onde permanecerá quase vinte anos, sendo referido em várias histórias francesas como uma figura de extrema importância. Na sua comitiva, leva Pedro Ourigues, seu mestre de armas, e o filho deste, João Peres de Aboim, com quem virá a estreitar laços de amizade e de quem já não se separará até à morte. A aprendizagem de ambos no íntimo contacto com o monarca de França – Luís IX, mais tarde S. Luís – permitir-lhes-á compreender o sentido da governação com base na justiça e na paz e será muito útil quando D. Afonso regressar a Portugal para destronar o irmão, lutando pela modernização do País, a descentralização do poder, o aumento do nível de literacia e a redução do poder feudal. É nessa altura que o seu mordomo-mor, João Peres de Aboim, tomará as rédeas das negociações com Castela, tornando-se uma personagem cada vez mais indispensável à Coroa, que não hesita em aumentar-lhe a riqueza e o poderio, oferecendo-lhe o senhorio de Portel. Apesar de ser um dos homens mais ricos do seu tempo, João Peres de Aboim nunca esquecerá a filha do pescador que o acolheu em França – e as suas memórias serão desfiadas na velhice, no castelo de Portel, obra que ficou para a posteridade.
O Mordomo do Rei é um romance que nos transporta para as transformações políticas, sociais e territoriais de um país que ainda se estava a definir, através da história do homem que foi a sombra do rei e zelou por ele e pelo reino de Portugal.
Obrigado!
EliminarVou ler, certamente!
No dia em que Deana Barroqueiro, para mim uma das mais sérias romancistas históricas da nossa praça - pelo rigor que coloca na investigação a um nível próximo da investigação histórica pura e dura -, entregou o 2º Volume da "História dos Paladares". Está o romance histórico em alta tendo, também, recentemente, Isabel Machado lançado a biografia do Infante D. Pedro.
ResponderEliminarJá agora recomendo também um livro saído este mês - de Luís Reis Torgal que é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - "Essa Palavra Liberdade... Revolução liberal e contra-revolução absolutista (1820-1834)". Um excelente livro com o termo "liberdade" como tema principal.
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