Livros a Oeste

Amanhã começa mais uma edição de Livros a Oeste, o festival literário que ocorre anualmente na Lourinhã e que tem como curador o jornalista e animador cultural João Morales, homem de sete ofícios que também faz rádio e podcasts e escreve nos jornais. A iniciativa, que já tem uns aninhos e se prolonga este ano até ao dia 15, traduz-se por manifestações culturais e artísticas de diversas áreas, mas, como não podia deixar de ser, privilegia o livro e a leitura e tem uma importante componente escolar em todo o concelho. Muitas dessas sessões pensadas para o público juvenil terão, de resto, lugar nas escolas, aonde os escritores já vão há algum tempo, reservando-se então as apresentações e mesas-redondas vocacionadas para o público adulto à versão digital (que remédio), como vem sendo hábito desde que o vírus se imiscuiu na nossa vida  e mudou os hábitos e rotinas de todos nós. O programa completo pode ser consultado aqui:


https://portaldomunicipe.cm-lourinha.pt/menu/1270/programahttps://www.facebook.com/events/189577986109945/?acontext=%7B%22source%22%3A%2229%22%2C%22ref_notif_type%22%3A%22plan_user_invited%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D&notif_id=1617809662173723&notif_t=plan_user_invited&ref=notif

Comentários

  1. Aparentemente o link activo é este: https://portaldomunicipe.cm-lourinha.pt/menu/1270/programa

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  2. Quando se abre um post, o que nos chama a atenção é o título e o negrito da fonte. Daí eu ter, por breve fracção de segundos, pensado eu que se escrevia sobre Livros do Oeste (cow-boys) e não Livros a Oeste. Não é que me fizesse "comichão" ler ou falar sobre essas leituras, mais bem ou menos bem amanhadas, que eu lia nos primeiros anos do Liceu. Muita gentinha "culturalmente perfeita", acharia isso um atentado à boa literatura e só serviria para menorizar o leitor que a assumisse.
    Tirando esta entrada esquisita (da minha parte), apesar de se tratar de um evento anual, só hoje tive conhecimento dele. Mas deixa-me satisfeito saber que existem promoções culturais deste quilate, principalmente por parte dos municípios, que também têm essa obrigação.
    Estranho, porém, que estando hoje no dia 10, e que o mesmo se prolonga este ano até ao dia 15, no sítio oficial da organização ainda não tenha sido colocado o programa.

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    1. Sou tão narcisista, que escrevi um "eu" depois de "pensado", quando já tinha outro "eu" a identificar na mesma frase.

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    2. Fernando, quanto aos livros de cow boys, nem pense que os intelectuais os achariam leitura demasiado popular. Lobo Antunes, por exemplo, adorava o Mosquito e já o disse publicamente.No fundo, penso que para chegar à verdadeira literatura é preciso ler de tudo.

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    3. Caríssima Rosário
      No fundo, na infância de cada um, há sempre um começo, não necessariamente pela leitura dos clássicos. Os livros de leitura mais leve, menos densa, com aventuras ou de passagens cor-de-rosa tiveram, em grande parte dos casos, a oportunidade de servirem de aperitivo para a grande degustação literária.
      Certamente, com o avançar da idade, o gosto por outros géneros de literatura e de arte escrita ou figurada, foi-se aperfeiçoando e ampliando. Tivessem alguns dos jovens de hoje uma forma de aprenderem a apreciar o prazer da leitura em papel.

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    4. António Luiz Pacheco10 de maio de 2021 às 09:40

      Ora, ora... sou grande fã de "westerns", sejam eles cinematográficos ou escritos!
      Destaco mesmo Louis Lamour dentre todos os escritores do género! Felizmente que tem vindo a haver sempre quem escreva dentro do género coisas muitíssimo boas, portanto pelo menos uma vez por ano sou brindado com um western, escrito!
      Abraço!

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  3. Boa tarde!
    Creio que além do António Lobo Antunes, outros autores importantes terão nas suas leituras passado pelos livros, que em míudos, sem sabermos nada de inglês dizemos "caubois".
    Na verdade aquelas leituras eram uma aventura.
    Aprendi a ler na Cartilha Maternal de João Deus, e logo que consegui juntar umas letras comecei a ler o Cavaleiro Andante, o Mundo de Aventuras e por aí adiante. Ler as frases nos "balões" e juntar as imagens para entender a acção das personagens eram uma aventura.
    Depois apareceram uns iluminados a afirmarem que a BD era perniciosa e má para as crianças.
    Continuo a ler banda desenhada e a muito boa que se publica em Portugal. Lembrei-me de um livro muito onde se conta uma história sobre a guerra colonial na Guiné. O livro "Os Vampiros" do Filipe Melo e Juan Cavia.
    Boas leituras.
    A. Delfim

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  4. Bom dia com alegria

    Iniciativas destas nunca são demais, especialmente para os mais jovens.

    E se Maomé não vai á montanha.... se calhar não é mal visto ir á procura do público escolar... na escola!

    Saúde e boas leituras
    cp

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  5. Livros a Oeste (Lourinhã, Óbidos). Livros a Norte (Póvoa de Varzim), Livros ao Centro (Sertã), Livros a Sul (Olhão, creio), Livros a Leste (ajudem-me). São excentes iniciativas e consta que não são fracassos, algumas são mesmo um grande sucesso local ou regional.

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    1. Amalivros
      Para complementar a sua pertinente informação, tenho conhecimento das iniciativas a Leste através da Biblioteca Eduardo Lourenço (na Guarda) e do Café Literário (na Covilhã), tendo aqui participado escritores de renome nacional e regional, cuja excepção foi a minha, neste evento da Covilhã, com iniciativa da Câmara Municipal, em Setembro de 2016.

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  6. António Luiz Pacheco10 de maio de 2021 às 09:46

    Nós temos uma Extraordinária no Oeste!
    Sim, porque há Extraordinários em todos os pontos cardeais, latitudes, longitudes e altitudes! Extraordinários além da sua Extraordinária diversidade de idéias também têm uma Extraordinária dispersão geográfica!
    É uma constatação Extraordinária, se calhar até merecíamos já uma secretaria de estado, que as há que fazem bem menos!

    Não digo quem é, ela que se acuse se quiser, mas também vai muito às escolas, aposto que não vai falhar esse... ainda vou ver o programa!

    Saudações cá da Cidade Morena, no Sudoeste de África!

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  7. Outro escritor que também gostava de "caubois" e de banda desenhada foi o Diniz Machado autor do inesquecível "O que diz Molero".

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  8. Renova-se a esperança livresca aquando da "passagem" dos Festivais Literários pelas pontes do Tempo.
    Tenhamos também esperança na laicização inclusiva : que a partilha via digital se mostre acessível com linguagem gestual , com livros líveis em braille, ...
    Felizmente, assiste-se aqui e acolá a borrifos evolutivos ( esperando que passem à vertente de gotas amplas). Veja-se o livro infantil recentemente publicado em braille, intitulado "Manel, o Menino que Gostava de Comboios" da autoria de Tânia Ribas de Oliveira.

    AM

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