Olá, Adeus

Quem acompanha estas Horas Extraordinárias (que, não sei se já deram por isso, têm quase onze anos!) sabe que raramente venho aqui falar de mim, excepto quando relato as minhas experiências de leitura ou algum episódio da minha vida, chamemos-lhe assim, cultural. Mas hoje não resisto a abrir uma excepção e avisar-vos de que estará neste dia 15 de Abril à venda nas livrarias o meu livro de crónicas intitulado Adeus, Futuro e publicado pela Quetzal com uma capa lindíssima de Rui Cartaxo Rodrigues (obrigada!) sobre pintura de Jack Vettriano (curiosamente, já tinha usado um quadro deste pintor num livro de contos Nuno Camarneiro, Se Eu Fosse Chão). Muitos dos Extraordinários já conhecem, pelo menos parcialmente, o conteúdo do livro, mas eu incluí crónicas inéditas e, além disso, ele tem como bónus um prefácio do grande cronista Ferreira Fernandes que, com a jornalista Catarina Carvalho (obrigada aos dois), faziam parte da direcção do Diário de Notícias que me convidou a escrever uma crónica semanal e que me fez aprender muito sobre este género e sobre mim, porque foi muitas vezes preciso ir ao passado (o meu) para perceber e examinar o futuro que nos espera a todos. Espero agora que quem não leu possa ler e que quem leu possa reler, se assim o desejar. As minhas maiores preocupações (excepto as pessoais, que não cabem neste blogue) estão todinhas neste Adeus, Futuro.


Adeus Futuro.jpg


 

Comentários

  1. Parabéns ! Gostei muito de ler todas as crónicas da Maria do Rosário publicadas no DN e agradeço a sua generosidade em as ter partilhado connosco. É sempre bom podermos passar a ter em casa um livro onde ficará à nossa disposição o prazer de saborear a sabedoria, sagacidade e a ironia risonha da autora, tudo servido no seu sedutor estilo literário. Livro a comprar e a pôr na mesma estante onde estão a sua colectânea de poesia, as suas "Portuguesas Extraordinárias" e o romance "Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu" (para mim a obra literária mais injustamente pouco valorizada das últimas décadas, de parceria com "Os Papéis de K." do Manuel António Pina").

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  2. Parabéns pela publicação e obrigado pela partilha.
    Já cá canta, na minha infindável lista de compras de livros...

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  3. Bom dia com alegria

    Adicionado á lista de desejos (onde se encontra também a colectânea de poesia, aguardando cabimentação)

    Saúde e boas leituras
    cp

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  4. António Luiz Pacheco15 de abril de 2021 às 03:34

    Congratulo-me com esse lançamento, e é livro que vou pedir me comprem!
    Ainda que já conheça algumas das crónicas, faz parte da minha actividade enquanto traça e não poderei deixar de o possuir, até porque é um marco importante na vida deste lepidóptero livresco!
    Acho a capa francamente bonita e bem conseguida!
    Parabéns pela iniciativa e por uma vida cheia daquilo que gosta de fazer.

    Saudações borboletantes cá da Cidade Morena, ora invadida pelos detestáveis ferro-em-brasa!

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    1. Ó António Luís
      nem sei por que considera os ferro-em-brasa detestáveis, já que poderá ter toda a roupa engomada.
      Abraço desde o Planalto, onde até meados do séc. XX as donas de casa sopravam nos ferros para alimentar os carvões...em brasa.

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    2. António Luiz Pacheco15 de abril de 2021 às 07:55

      Ó Fernando... não me diga que nunca teve encontros de terceiro grau com estes diabólicos insectos, nocturnos? Já tenho um braço marcado!!!!!
      Com a chuva eles aparecem aí em grandes quantidades... invadem tudo. Uma chatice!
      Abraço

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    3. Pois é, António Luiz, esse insecto produz queimaduras se for esmagado sobre a pele. Já tinha ouvido falar, mas não os conheci em Moçambique. O nome científico é "Paederus Irritans", sendo que o "irritans" lhe deve ter caído como apelido pela sua persistência e atracção pelo "calor", tal como os políticos em campanha eleitoral.
      Abraço

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  5. Bom dia!
    Confesso que não conheço as suas crónicas do DN. Tenho lido com prazer aquelas que tem publicado no jornal Mensagem. É tempo então de as ler neste seu livro.
    Da MRP tenho lido essencialmente toda a poesia.
    E como é por essa sua vertente que a admiro e não só, tenho a ousadia de referir aqui um seu poema do livro " Nenhum nome depois" de 2004 - Gótica.
    Pela sua beleza uso-o muitas vezes para ilustrar outros livros que vou oferecendo.

    "Não tenhas medo do amor.Pousa a tua mão
    devagar sobre o peito da terra e sente respirar
    no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
    crescer: o linho e a genciana; as ervilhas de cheiro
    e as campainhas azuis; a menta perfumada para
    as infusões de verão e a teia de raízes de um
    pequeno loureiro que se organiza como uma rede
    de veias na confusão de um corpo. A vida nunca

    foi só inverno,nunca foi só bruma e desamparo.
    Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
    tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
    da tempestade que faz ruir os muros: explode no
    teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
    pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
    hão-de pedir-to quando chegar a primavera."
    Tenham um bom dia e obrigado MRP.
    A.Delfim

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  6. Saúdo a publicação das suas crónicas em livro. A maior parte não as li, mesmo as que aqui disponibilizava, porque existia um mandamento qualquer para me registar no nonio que não sei o que seja e passava à frente.
    Gosto de crónicas de jornal, mais ainda quando se transformam em livro. Dizia o excelente Manuel António Pina que «as crónicas duram um dia e morrem» e adiantava que o escritor fazendo, por isto e por aquilo, as suas escolhas, deixava de lado muitas delas, possivelmente «as mais puras de todas»
    Penso que deveria existir uma qualquer regra com as editoras em que o autor não teria qualquer dificuldade em ver as suas crónicas publicadas em livro. A rapaziada-directora-das-editoras são capazes de dizer que crónica não faz tilintar a caixa registadora.
    Ainda hoje ninguém me explicou por que António Lobo Antunes não mais publicou as suas crónicas que são, hoje e para mim, a única parte legível do que escreve. Imposição da editora, ou o mau-feitio do autor?
    Mas não me vou embora sem dizer que, realmente, a capa é lindíssima.
    E uma boa capa, digam o que disserem, é meio caminho para a compra de um livro.

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  7. As crónicas estão muito bem acompanhadas com uma capa, que eu diria, de "romance", Rosário. :)

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  8. Parabéns e grata pela partilha.
    Livro que adquirirei.

    AM

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  9. Bom sucesso com a obra, Rosário. Eu serei um re-leitor e terei o meu exemplar, já que a fluidez dos blogs e dos jornais não consegue a "eternidade" da obra em livro.
    Também não sabia que a Rosário fuma. É um pormenor que não nos interessa, porque tem esse direito e é do seu foro particular. Vi o propósito na capa do livro, subtil forma do autor ter cuidado dessa cumplicidade.
    Confesso que li as crónicas - se não todas, quase todas - através do link graciosamente aqui colocado pela Autora. E gostei. Por isso, no que me toca e sem qualquer interesse de "graxista" (que não sou nem tenho interesse em sê-lo), quero o livro.
    Se me permite, um beijo de gratidão e de reconhecimento para a Rosário, lançado à distância, desde o Planalto.

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    1. Gosto de vir aqui fora de horas, quando a maioria já estar a dormir.
      A capa está muito bem escolhida e adaptada. Não conhecia este quadro do Vettriano, um artista que gosta de pintar guarda-chuvas, tal como eu nascido no primeiro ano da segunda metade do século XX.

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  10. Muitos parabéns! As crónicas eram muito interessantes e agora poder ler em livro será ótimo! 😊
    Teresa Biu

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  11. Isabel Castelo Branco16 de abril de 2021 às 04:14

    Muitos parabéns!
    Vou certamente comprar. Parabéns também pelo bom gosto da capa.
    :)

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