A importância de ser livro

Amanhã comemora-se o Dia Mundial do Livro, que acontece nesta data por ser o aniversário de Shakespeare e Cervantes, e esta é, por isso, uma semana que pede reflexão sobre a importância da leitura e da circunstância por que tanta gente ainda quer escrever livros (mais do que lê-los, infelizmente). Embora ainda não seja possível fazê-lo presencialmente, hoje às 18h30 vou «estar» na Casa Fernando Pessoa, a convite de Clara Riso e Margarida Ferra, para participar num debate subordinado ao tema «Como podemos ler durante a pandemia?» com a bibliotecária Graça Batista e o livreiro Nuno Pereira, debate esse que será moderado por Margarida Ferra. Vamos certamente falar de como foi ter as livrarias e as bibliotecas fechadas tanto tempo neste segundo confinamento, de vendas online e ao postigo, de terras sem livrarias, de bibliotecas domésticas onde falta sempre o livro que apetece ler, de gente que governa mas não lê e do mais que nos desafiarem a dizer e discutir. A sessão terá aproximadamente hora e meia e poderá ser acompanhada pelo Facebook. Apareçam na Casa Fernando Pessoa e leiam livros.


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Comentários

  1. Para quem tem acesso à Internet, e a capacidade de comprar livros, não me parece que a pandemia tenha impedido a leitura. As pessoas lêem menos por mil e um motivos infelizes, e temo que tenda a piorar. Não obstante, acredito que para alguns, o distanciamento físico tenha propiciado uma maior aproximação às práticas solitárias, como é o caso da leitura (e também das séries fracas e dos filmes de 3ª categoria). Quanto às bibliotecas e pequenas livrarias, a questão é outra...
    Nem por acaso, um dos participantes no programa que nos apresenta é representante da minha livraria preferida no Porto, "A Poetria", onde adquiri a maior parte dos meus livros de poesia e tantas outras obras fundamentais. Infelizmente, parece que vai fechar, ou pelo menos ser realojada (esperemos), dado o provável encerramento das Galerias Lumière, onde se situa, para dar lugar a um hotel de luxo, ou outro empreendimento turístico qualquer.

    Obrigada pela partilha, e espero poder estar presente amanhã!

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    1. Maria, o Dia do Livro é amanhã, mas o debate é hoje!

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    2. Bom dia com alegria

      Whisful Thinking:

      E para quem não tem acesso ao "Livro das Caras" e não pode assitir em directo: irão gravar o evento e disponibilizá-lo no site?

      Saúde e boas leituras
      cp

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  2. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 02:26

    Como podemos ler durante a pandemia? Ora, com os olhos (com os dedos no caso dos invisuais...) , penso eu muito lapalissianamente, cuja lógica por vezes é a mais óbvia!
    Troça aparte, agora muito a sério enquanto não houver um esforço concertado que inclua definitivamente os governantes, nada feito! Sobretudo que estes sejam gente com e da cultura, que apreciem e valorizem a cultura, não apenas a "sua cultura" no sentido de fazerem eco de modas, cederem a lóbis ideológicos e sociais, ou funcionarem segundo o chip partidário que têm implantado, pois que os há como bem sabemos!
    Estes, sendo gente esclarecida (raramente são!) valorizariam o livro no seu todo e como aquilo que é: o melhor e mais completo veículo da cultura, do pensamento e do saber, na sua diversidade e liberdade! Á esquerda ou direita, rurais ou urbanitas, modernistas
    ou tradicionalistas, independentemente das suas inclinações sexuais, tendências religiosas ou das convicções pessoais, teriam de ter uma acção decisiva e forte no sentido de "destaxarem" a fileira económica do livro, apoiando a sua divulgação de forma oficial, estatal e com o objectivo de cultivar deveras o nosso povo. Sem isso, não há nada a fazer...

    Os nossos governantes, de há muito que governam à vista, com o olho nas sondagens que os dirigem, na defesa de interesses financeiros próprios ou de grupos de pressão e dos partidos, sem qualquer visão ou interesse no país e no povo, salvo pelo que dele possam obter em termos de manutenção do poder, benefícios pessoais financeiros e sociais, ou da imposição das suas próprias idéias que acham suplantam as do colectivo.

    Assim, não há futuro...
    Pergunto eu, como simples traça dos livros. aos que sabem do assunto: Será que se escreve mais do que se lê, porque as pessoas comuns (não os leitores, como nós aqui somos) não conseguem aceder ao que gostariam de ler?
    Por acaso os Editores, quem determina o que se vai publicar e as pessoas lerão, sabem o que as pessoas querem ler? Ou agem em função do seu gosto pessoal e das inclinações próprias?
    Não sei se a pergunta é pertinente... mas ela aí fica.

    Saudações cá da Cidade Morena, e, a propósito de Shakespeare, que me parece ser um Extraordinário exemplo da leitura universal e transversal vou aí deixar um outro comentário.

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    1. Do governo no seu todo não falo, mas na pasta da Cultura, certamente, terá passado gente esclarecida. Como diria o João César Monteiro a primeira condição é distinguir uma vaca de um boi, mas aquilo é uma nave muito complicada pela razão simples (?) de não haver dinheiro. Muitos entraram por ali dentro equivocados, outros, como abébia, invocaram razões de saúde e deram o frosque.
      Agora, alguém inventou umas raspadinhas para angariar fundos.
      «Deixem-me em paz e eu deixo-vos em paz. Parece-me um negócio bastante honrado», para voltar a citar João César Monteiro.

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    2. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 07:25

      Claro... nesta seara não há só ervas daninhas, e, penso igualmente que houve Ministros ou Secretários de Estado que se enquadram naquilo que julgo ambos entendemos por "gente esclarecida", até de cultura... Mas foram muito poucos... depois caímos na famosa austeridade e acabou-se, como se o espírito não precisasse de pão, e vinho já agora!
      Verbas para a cultura, não há, podia haver mas não há porque não as conseguem obter os ministros junto do OE, por falta de peso ou incapacidade, penso eu que porque passaram a ser figuras decorativas do regime, onde fazem apenas figura (tem de haver um ministro) , cumprem as famosas quotas ou servem para fingir uma dada preocupação, exibir modernidade e outros fins do políticamente correcto que é o grande objectivo.
      Além da falta de peso político por parte do titular da pasta, que desde João Soares nunca mais foi ninguém com essa qualidade, creio que há também falta de interesse, ou seja há muitas formas de angariar fundos, mas os ministros ou não querem saber, ou mesmo desconhecem. Havendo uma lei do mecenato que fosse feita com o objectivo de atrair e animar os mecenas, outro galo cantaria, penso eu... transferindo para os privados o suporte financeiro da cultura, por exemplo, aliviava-se o Estado de boa parte desse peso e trabalho, mas também talvez depois não se desse emprego aos tais inúteis habituais que vivem à sombra do Estado.

      Mas que sabemos nós, traças livreiras?
      Grande abraço cá da Cidade Morena!

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  3. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 02:38

    A IMPORTÂNCIA DE SER SHAKESPEARE:

    " ... Sabem que sempre estive na indústria do entretenimento? Meus pais tinham uma pequena companhia de teatro itinerante, foi útil na minha formação, nem queiram saber o que se aprende em Shakespeare, é um manual para políticos e homens de negócios! Porém o show-business não bastava à minha ambição! Não acham que um homem deva ser ambicioso? Sem ambição ainda andaríamos de tanga, a caçar bichos à pedrada!”, riu e ergueu o copo num brinde, estava explicada a sua pose e o verbo!
    “Não é então um homem do jogo?”, perguntou Charles, por defeito curioso. Riu, “O jogo é para os tolos que acreditam na sorte e no acaso, coronel! O jogo é um negócio para mim e como o pasteleiro não come os seus bolos, eu não jogo! Sou um empresário do jogo e não um jogador! É diferente… percebe?”, piscou o olho e riu uma vez mais. Não era um vigarista qualquer, era um homem inteligente e cultivado por isso perigoso. Continuou, “Do que precisamos é de movimento! De actividade, mas não basta! Anseio poder alargar os meus negócios…"

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  4. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 02:54

    Creio ainda que muito a propósito do citado Shakespeare e da sua importância e leitura, para entendimento deste Mundo. Do outro, teremos oportunidade...

    Da autoria do meu amigo António Rocha Pinto:

    Durante séculos o teatro era o lugar onde os mais dotados e mais cultos exerciam os seus dotes. Ser actor de teatro era o prémio de uma carreira sem mácula. Ninguém se candidatava ao lugar sem ter lido e, sobretudo, assimilado os clássicos. Não apenas os que fossem passíveis de serem interpretados, mas todos de molde a perceber a natureza humana que iriam interpretar. Da leitura de Platão e Aristóteles chegariam a Shakespeare e Ibsen, mas também às tertúlias onde a vida em geral era vista e escrutinada, onde se via depois de se ter olhado. Os mais dotados, passavam mesmo à fase de contemplação do que os primeiros só olhavam e os segundos já conseguiam ver.
    Estes actores tinham um séquito de seguidores que os defendiam ou vilipendiavam consonante eram os seus eleitos ou não. De qualquer forma havia sempre um respeito pela profissão que era sinónimo de entrega e seriedade.
    Se havia muitos teatros pequenos, grandes, contudo, havia poucos. Todos tinham o seu encenador, o seu director artístico e algumas ocupações para quem não era tão dotado, como a venda de bilhetes e a limpeza do palco. A segunda escolha, para quem não passava na candidatura a actor, era ser ponto, onde a proximidade com as estrelas e o facto de estar dentro do palco lhe permitia, na sua tertúlia tentar imitar o actor.
    Os espectadores saiam do teatro para os cafés e discutiam não só o realismo que os actores haviam transmitido às cenas (os cenários foram sendo secundarizados), como, sobretudo, a mensagem que a peça transmitia
    O circo, que tinha começado por ser um espectáculo que as elites haviam criado para satisfazer o povo, ou o próprio imperador, onde por vezes juntavam pão de molde a garantir a serenidade dos espectadores, mesmo após o espectáculo, tornou-se num espectáculo sobretudo para crianças, com excelentes interpretes da emoção. A razão no circo não fazia sentido. Pretendia-se que os espectadores acelerassem o ritmo cardíaco quando os trapezistas se atiravam para o abismo ou quando o domador enfiava a cabeça dentro da boca do leão. A ninguém ocorria pensar se o leão tinha dentes, ou se a senhora que vendia pipocas nos intervalos não havia sido serrada ao meio no número da caixa. O que se esperava eram os risos das crianças após os momentos de máxima emoção que eram sempre seguidos pelos dos adultos que se reviam jovens e se deixavam enlear pela ilusão.
    Os palhaços eram sempre e apenas dois. Um dito rico e outro dito pobre. A fortuna ou miséria ficava-se apenas nas diferenças das roupas que se pretendiam pouco subtis. As graças eram simples e eram acompanhadas sempre com a música de um instrumento que tocavam na perfeição. Acordeão, trompete ou, para os menos dotados, viola.
    O nível do circo media-se pelos animais que apresentavam. Os mais simples uma cabrinhas e dois ou três rafeiros, os mais ricos leões e tigres.
    A dimensão do decote da ajudante era sempre proporcional ao sucesso do ilusionista.
    (CONTINUA)

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    1. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 02:55

      (CONTINUAÇÃO)
      Um dia após terem chumbado por várias vezes nas candidaturas a actores, os excluídos foram oferecer-se aos circos, mas primeiro criaram uma associação secreta onde acertariam as regras do jogo. Entraram de mansinho, que trabalhavam de graça, que começavam pela venda dos bilhetes e depois logo se via. As razões do chumbo na escola de actores percebeu-se mesmo nos circos. Tentaram colocá-los como trapezistas e foi um desastre, como domadores e os bichos morreram à fome. Só como palhaços se ajeitavam, mas mais por tropeçarem muito e caírem de forma aparatosa do que por tocarem algum instrumento o que não acontecia.
      Andaram anos persistentemente nas suas pequenas ocupações até que os directores dos circos se foram reformando. Como, por falta de jeito, os excluídos do teatro se tinham mantido nas bilheteiras e lidavam bem com o dinheiro, coisa que quer no teatro, quer no circo, ninguém fazia e tinham já bons contactos com casas de crédito, pediram um empréstimo, que sabiam não conseguiriam pagar, e foram comprando os circos.
      Assim que o primeiro dos excluídos chegou a director de um circo despediu logo os trapezistas e contratou, para substituir os dois trapezistas, quinze outros excluídos. A menina das pipocas ainda começou a dizer que não tinham treino, mas depois de ver os palhaços a serem despedidos calou-se. Pouco tempo depois dos elementos iniciais dos circos só restava mesmo a menina das pipocas. Mesmo os animais foram substituídos por excluídos vestidos com peles de leões e tigres. Só o número de palhaços aumentava loucamente. Não havia circo que não tivesse pelo menos cem palhaços. Quando não havia público sentavam-se nas bancadas e imitavam crianças indisciplinadas.
      A baixa de qualidade dos espectáculos repercutiu-se no número de espectadores e as receitas caíram brutalmente não chegando para alimentar os muitos elementos que agora o circo tinha. Foram conversar com a casa de crédito que lhes disse para não se preocuparem que tratariam do problema.
      Havia saído uma lei que obrigava os teatros a fazerem obras. Quando os directores foram pedir crédito para as obras a casa de crédito recusou-se. Passado pouco tempo quase todos os teatros haviam fechado.
      Sem trabalho os actores foram-se oferecer aos circos. Os excluídos, com dívidas para pagar, ofereciam-lhes lugares nas bilheteiras, a limpar as jaulas ou a vender pipocas. Aos que se revoltavam ofereciam-lhe um lugar de trapezista, em especial se fossem gordos. Não os deixavam treinar, ocupando-os com outras tarefas e quando finalmente se estreavam estatelavam-se frente ao público. O público do circo hoje já não eram composto por crianças, mas por excluídos dos outros circos que em acordo assistiam aos espectáculos uns dos outros.
      Aqueles que haviam sido Reis e generais mouros e que se viam estatelados no chão com o público a rir de escárnio foram abandonando os circos. Alguns houve que ainda tentaram vestir as peles dos leões e dos tigres, mas não os deixavam ser convincentes e também foram desistindo.
      Alguns, muito raros revoltaram-se e foram para a porta dos circos. Subiam para uma caixa de sabão e começavam a tentar contar o que se passava. Tinham estudado a retórica de Cícero e a lógica de Aristóteles, quando falavam as pessoas ouviam-nos. Os excluídos voltaram a pedir conselho à casa de crédito que arranjou logo solução. Parte dos revoltados foram enviados para o grande circo, no estrangeiro, onde seriam regiamente pagos, aos restantes seria oferecido emprego às mulheres e filhos e filhas na organização circense.
      (CONTINUA)

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    2. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 02:57

      (CONTINUAÇÃO)
      O público começou a protestar na rua, queria o teatro de volta e consideravam que o circo não tinha qualidade. Assustados os excluídos criaram uns espectáculos ainda piores que por comparação faziam o circo parecer aceitável. Mas continuava a haver protestos. Aqui foi usada a associação que haviam criado e conjuntamente com a casa de crédito compraram todos os jornais e tudo o que produzia notícias que lhes pudesse ser desfavorável. Deixavam sempre um ou dois pseudo críticos para dar um toque de realismo.
      Passaram então a uma solução de longo prazo. Conseguiram que nas escolas deixassem de estudar os clássicos. A disciplina de filosofia foi substituída por quatro: elementos do pensamento circense, o trapézio como elevação, a cama elástica como modo de vida, a palhaçada como pensamento. Cada disciplina tinha quatro professores. Também alteraram a língua. Criaram uma nova língua, que aos actores fazia lembrar os tempos pós-romanização.
      Veio, como seria de esperar uma grande crise de audiências (a assistência era já só composta por palhaços). Os excluídos construíram teorias diversas para a crise, mas que se resumia a culpar os actores dos países vizinhos que continuavam a fazer teatro em vez de circo. O dinheiro faltou e os directores dos circos cortaram os ordenados aos trabalhadores excepto aos palhaços.
      Os edifícios dos teatros considerados desactualizados e foram demolidos. Os circos entretanto também tinham os panos rotos e as bancadas podres, mas ninguém investia. O dinheiro era apenas para os palhaços…


      Peço desculpa pelo abuso de aqui publicar este texto, mas se for o caso não levo a mal ser apagado... aos Extraordinários, pois leiam se assim entenderem e estimo apreciem e lhes traga algo.

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  5. Acho o título do debate tão pouco imaginativo.

    Como o António disse, podemos e devemos ler "com os olhos".

    Acho que ler foi um problema menor da pandemia. Todos os que gostamos de ler temos em casa livros suficientes para ler durante uma década de pandemias.

    Talvez se tenha perdido, sim, a oportunidade de "ganhar" leitores, nestes tempos em que todos fomos obrigados a "matar o tempo"... Mas isso é outro debate.


    Problema grande terá sido o dos livreiros, que tiveram de se reinventar, para continuar a vender livros, com as livrarias fechadas...

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  6. Ler em Portugal:
    -na SIC, creio que aos sábados, há um programa (Alta Definição), em que o "jornalista" de sucesso, faz perguntas ao convidado (que chora sempre) sobre o cão, o gato, o periquito, a infância, etc. mas nunca nunca o ouvi fazer uma pergunta sobre livros (embora não tenha ouvido muitos), por exemplo, se lê, o que anda a ler, autor preferido...por aqui se vê o que se lê em Portugal.

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  7. Boa tarde!
    Como podemos ler durante a pandemia?
    Na realidade não creio que seja assunto para um debate. Pode-se ler durante a pandemia como noutra circunstância qualquer. Basta ter alguma coisa para ler. Até um simples jornal. Noutros casos não se lê porque não se tem tempo.
    Creio que foi o Eduardo Prado Coelho que numa entrevista lamentava que se calhar não ia ter tempo para ler todos os livros que tinha na biblioteca.
    Comigo passava-se algo parecido.
    Ia comprando livros, que arrumados na prateleira, aguardavam que alguém lhes pegasse.
    Por via da minha actividade na c.civil, o tempo que sobrava era curto para pegar num livro.
    Veio a reforma e então sim veio todo o tempo do mundo para pegar num livro.
    Comecei pela banda desenhada, depois os policiais nórdicos e mais os escritores portugueses. E continuei na pandemia com aqueles livros que ia comprando ao "postigo" numa pequena livraria que ainda resiste aqui na margem sul.
    Enfim! Há sempre que ler quando se quer.
    Quero aproveitar para agradecer ao António Luiz Pacheco a referência que fez ao livro "O genocídio ocultado" de Tidiane N'Diaye. Edição da Gradiva.
    Creio que vai ser uma leitura interessante dado que por motivos profissionais convivi de perto com a comunidade muçulmana da cidade de Pemba em Moçambique.
    Com um abraço e boas leituras
    A. Delfim


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    1. António Luiz Pacheco22 de abril de 2021 às 07:34

      Os nossos amigos macúas, que para os árabes significava "os que usam pouca roupa", em Pemba, Cabo Delgado!
      Conheci bem toda essa área até Montepuez, Toma do Nairoto e os rios Messalo, Lugenda... depois para Macomia, Mocojo, Rocia, Quiterajo e aquela zona toda até Mueda, Mocímboa da Praia e do Rovuma, Negomano... os arquipélagos ao largo, Quirimbas o Ibo, as praias, desde logo a do Wimbe onde comi o melhor filete de marlin do Mundo!
      Hoje é cá pelo Sul de Angola que ando, mas pode crer que Moçambique me ficou no coração!

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  8. Antecipando o dia mundial do livro numa passagem pela Bertrand lá foram cinco, no meio dos quatrocentos que gostaria de ter trazido: "O Fundo da Gaveta" do Vasco Pulido Valente, "Salazar e Caetano" do José António Saraiva, "História Global de Portugal", "A história contemplativa" de José Mattoso e temam "Uma experiência social-democrata" de Cavaco Silva.

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    1. António Luiz Pacheco23 de abril de 2021 às 04:02

      Temam... ou tremam? Ahahah!

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  9. Cara Rosário:

    Sou leitor esporádico do blogue. Por vezes leio os posts todos de uma bem ao fim de semana.

    Neste que assinala o dia mundial do livro, gostaria de saber: o que acha da nova opção para ler ebooks da kobo, o kobo plus? Para mim apetece-me aderir, para poder ler mais livros recentes de autores conhecidos por um preço extremamente acessível. É quase melhor que ir à biblioteca.

    Acha que vai fazer com que haja mais leitores?

    Cumprimentos,

    Fernando Ferreira

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    1. Caro Fernando,

      Responderei com um post amanhã ou depois!

      Um abraço.

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