Herdeiros de Saramago
Lembram-se certamente de que recentemente a RTP transmitiu cerca de uma dúzia de documentários sobre todos os vencedores do Prémio Literário José Saramago com o título genérico Herdeiros de Saramago, uma maravilha bastante invulgar na nossa produção televisiva, assinada por Carlos Vaz Marques com realização de Graça Castanheira. Pois agora o mesmo título serve de inspiração a Jerónimo Pizarro, o professor da Universidade dos Andes em Bogotá, responsável pela Cátedra Fernando Pessoa, e à revista colombiana Malpensante para uma série de encontros em modo de Clube de Leitura com alguns dos autores contemporâneos portugueses mais representativos (Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe e José Luís Peixoto) para se falar da obra do mestre e de temas como a revolução, a memória, a descolonização e a identidade nacional através de livros como O Retorno, A Máquina de Fazer Espanhóis, Morreste-me e Jerusalém. As sessões terão lugar nos dias 15, 22 e 29 de Abril e 6 de Maio, pelas 9 horas da noite portuguesas e as inscrições já estão abertas. Junto o link com mais informação.
Club de lectura - Los herederos de Saramago con Jerónimo Pizarro (google.com)
Jesusalém, se me permite a correção.
ResponderEliminarNo caso do Gonçalo M. Tavares é mesmo "Jerusalém". O livro "Jesusalém" é do Mia Couto.
EliminarE "Jerusalém" do Gonçalo M.Tavares é um belíssimo livro tal como também é um excelente livro o Jesusalem" do grande escritor Mia Couto.
EliminarQue grande confusão ia na minha cabeça. Obrigado pela correção.
ResponderEliminarSó o título deste livro "Jesusalém" revela a extraordinária imaginação deste grandioso escritor. Então o Prémio Nobel não teria sido mais bem dado ao Mia Couto do que ao roufenho Bob Dylan?
ResponderEliminarÓ Anónimo... hum... este comentário é-me familiarmente denunciador! Ahahahah!
EliminarO Mia ainda lá vai, tem calma!
Abraço cá da Cidade Morena.
Interessante essa ideia de dar o Prémio Nobel a Mia Couto. Mas isto fez-me agora pensar que a genialidade das suas criações "morfológicas" bem pode ser impossível de alcançar para quem não saiba português. Uma palavra como "Jesusalém" é, na minha opinião, impossível de traduzir (ao contrário da palavra "saudade", como Marco Neves já provou).
EliminarSerá este um entrave ao Prémio Nobel? Penso que sim. Infelizmente.
(espero enganar-me)
A complexidade da nossa língua, e, um sei-lá-o-quê-neologista (?) como o MCouto, que ainda por cima cria palavras, pode muito bem ter esse nefasto reflexo na traducção e subsequente apreciação da sua escrita!
EliminarHélas! Mas é pena.
Eu sei que às vezes sou desagradável, não de propósito (enfim, nem sempre...) como é o caso, mas há coisas que me parece que posso ou devo dizer, sobretudo para ser esclarecido.
ResponderEliminarOra, como é o caso e estamos num blog de leitura, agradecia a quem quisesse perder tempo ou fazer-me essa mercê, de me explicarem porque ou do que é que gostaram no citado romance "Jerusalém". Palavra que gostaria de me sentar um dia, a conversar com o autor sobre o romance, de que não percebi patavina e sobretudo onde é que ele queria chegar. Confesso que foi uma desilusão total, nem percebi nem gostei. Claro que não está em causa a qualidade da escrita, que é muitíssimo boa, e, nem o celebrado autor.
Saudações cá da Cidade Morena, terra de Pepetela que a meu ver também merecerá um Nobel!