Portas abertas

O ano que passou foi muito duro para as livrarias em geral, excepto para as que vendem apenas online e que, imagino, facturaram mais do que nos anos anteriores. Mas as livrarias que também são uma espécie de museus, como a Lello, no Porto, devem ter sofrido um duro golpe com a falta de visitantes estrangeiros sobretudo durante os meses de confinamento, tal como, aliás, tudo o que é turístico. Desejemos-lhe por isso que este ano as coisas corram melhor, porque a linda Lello da Rua das Carmelitas faz amanhã 115 anos! Caramba, velhinha mas de pedra e cal e sempre bonita. O programa da festa de aniversário vai ser variado e terá transmissão digital, incluindo música com Marisa Liz, discurso do excelente Siza Vieira e bolo de aniversário lá para o meio-dia Depois as portas ficarão abertas até às 18h00 para que quem queira entre sem ter de pagar (de máscara, claro!). Que venham pelo menos mais 115, Miss Lello!


Aproveito para lembrar a minha oficina, cujas inscrições estão mesmo mesmo a terminar, nos próximos dias 20 e 27 às 18h30. Duas sessões de duas horas a falar daquilo de que todos gostamos: livros! Segue o link com todas as explicações.


https://euaprendoemcasa.pt/workshop-por-maria-do-rosario-pedreira-livros-e-livros-escrever-editar-e-publicar-ficcao/

Comentários

  1. Livraria Lello & Irmão
    Porto
    Portugal
    Quem não possa ou não queira deslocar-se, sempre pode "visitá-la" vendo este meu pequeno vídeo feito "in loco" (amador, não editado e despretensioso), publicado em 20 de Maio de 2010, no meu canal do YouTube...
    https://youtu.be/uSWdU913mI0

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  2. O desejo de uma criança no Natal de 1978

    Eu gostaria de receber no Natal uma réplica da Livraria Lello. Colocá-la-ía no meu quarto.Todos os dias subiria aquelas escadas lindas e contemplaria o tecto antes de escolher o livro para ler antes de adormecer.
    Seria esta a minha prenda de sonho.

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  3. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2021 às 05:46

    É bonito que as Livrarias, lugares de culto para alguns de nós, se possam manter... enfim, algumas delas pelo menos.
    Sou bastante sensível a estas questões, pois como caçador e aficcionado, estou habituado a ser desconsiderado, vilipendiado e desprezado... pior ainda, sou ruralista e "emigrante".
    Talvez isso tenha feito de mim uma pessoa mais tolerante, solidária e que tenta agir em conformidade, mesmo que pareça que não, mas quem me conhece bem, sabe.
    Vejo com pena fecharem tantos lugares de culto, não apenas templos no sentido religioso mas no mais lato, os cafés, livrarias, espingardarias, barbearias, cervejarias, mercados, tabernas, e, outros estabelecimentos como até uma ou outra praça de toiros.
    Tenho pena... faz-me pena! É o fim de um tempo que foi o meu.
    Em relação às livrarias, não compro livros em grandes superfícies!
    Incluo nelas a FNAC, onde não compro aliás NADA! Boicote a 100% à FNAC, deixei caducar o cartão e nem lá entro sequer... que querem, são razões da minha razão, que nada a afecta mas a mim dá paz.
    Creio que deveremos apoiar as livrarias, suportando mesmo um pequeno valor (irrelevante) mais elevado nos livros, pensando que são como as farmácias e precisamos delas!

    Mas isto sou eu, barrão inculto, traça dos livros e se calhar tipo pouco recomendável ...
    Saudações em alta, cá do Bairro Ribatejano.

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    Respostas
    1. Apoiado, aqui do Alentejo, onde ainda sobrevivem algumas livrarias a sério.

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  4. Entrei na Livraria Lello no ano 1971 para comprar um livro, mas confesso, os meus olhos de então acharam normal. Em Agosto de 2019 desisti de ver porque ao meio-dia havia uma fila enorme pela rua abaixo e um calor insuportável.
    Quanto a Siza Vieira um carrasco da Nação, como se vê e com parca inteligência.
    Cumps.

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