O que ando a ler

Ao contrário do que costuma acontecer-me nas férias, li muito pouco desde que me despedi aqui no blogue a desejar boas festas (no dia 23 de Dezembro) até ontem. As razões não são partilháveis, mas são-no as páginas do que, apesar de tudo, consegui ler. Trata-se, de resto, de uma obra que eu já aqui tinha aflorado e está a fazer furor em todos os lugares onde é publicada. Recebeu elogios dos jornais espanhóis (à direita e à esquerda) e foi louvada por craques como Juan José Millás, Vargas Llosa ou Alberto Manguel. Fala daquela coisa de que gostam os que aqui vêm ao blogue: livros, pois claro! Chama-se O Infinito num Junco – A Invenção do Livro na Antiguidade e o Nascer da Sede de Leitura e assina-o Irene Vallejo, uma leitora apaixonada, doutorada em Estudos Clássicos em Saragoça e Florença e com uma ampla cultura sobre a história do livro. Trata-se de um ensaio que se lê como ficção; e, entre as dezenas de passagens que fui sublinhando e com as quais vos brindarei ao longo deste ano sempre que vier a propósito, está uma pequena história muito bonita sobre o amor que uniu Marco António e Cleópatra. Como se sabe, a poderosa rainha do Egipto tinha tudo, riqueza e jóias; e, quando começou a pensar num presente de que ela não fosse desdenhar (tinha-a visto derreter uma pérola em vinagre e bebê-la), Marco António resolveu deitar-lhe aos pés 200.000 livros para a Biblioteca de Alexandria. Claro que ela não resistiu a tal oferenda e foi o que se sabe. Bem, se se interessam pelos livros como capital de paixão, não hesitem em ler este. E em sublinhá-lo, porque em todas as suas páginas há pérolas que convém não dissolver.

Comentários

  1. Já estava na minha "lista de espera" há algum tempo e sem dúvida vou avançar para ele, assim que terminar o que estou a ler: Terra Alta, de Javier Cercas, que também já tinha sido sugerido aqui.
    Bom ano de leituras!
    Ass. Sílvia C.

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  2. Com tantas referências elogiosas a tal livro fica na minha lista. Ando a ler Tyll de Daniel Kehlmann, a conselho do professor de história; quero ler antes Uma História da Leitura do Manguel, O Espelho e a Luz da Hilary Mantel, Sementes Mágicas de V. S. Naipaul e reler Jubiabá de Jorge Amado. No último ano só consegui ler 47, entre grandes e pequenos, ficando aquém da meta dos 50.

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  3. Bom dia e bom ano, com alegria e muitos livros!

    Não devia (já não tenho espaço nem tempo) mas vou acrescentar á minha lista de desejos.

    Do alto da minha ignorância, recomendo aos Extraordinários a leitura de "A peste" de Albert Camus (o s é mudo), que me acompanhou na época festiva.

    Nestes tempos pandémicos, o exemplo de resiliência estóica do doutor Bernard Rieux pode ser inspirador.

    Como um antigo primeiro ministro inglês: "If you're going through hell, keep going"!


    Actualmente estou a ler "Bicycle Diaries" de David Byrne. As observações críticas dum ciclista presciente sobre várias urbes.

    Boas leituras
    cp

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    1. O Bicycle Diaries foi uma boa surpresa quando o li talvez há 10 anos.
      A Peste li há muito mais tempo e tenho pensado numa releitura, mas com uma pilha enorme à espera...
      Mas são duas óptimas sugestões.

      Boas leituras.
      ap

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    2. "A PESTE" grande livro!

      De Isaac Bashevis Singer, prémio Nobel da Literatura de 1978, estou a ler "O MAGO DE LUBLIM". Parti para esta leitura com poucas expectativas mas estou a gostar.
      A personagem principal do livro é muito bem construída sendo realmente um mago nas relações humanas...de 0 a 10 dou-lhe um 6.

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  4. Tinha ao lado do monumento que é "O Don Tranquilo" uma livrinho do mesmo autor - Mikhail Cholokov - que nunca pegara e que agora fui ler, "Morreram pela Pátria". Surpreendeu-me que num livro da guerra onde sobreviveram 27 homens do efetivo de um regimento as cenas de combate - metralha, violência e morte - fossem em número tão reduzido. Depois passei a outro nobelizado, Camilo José Cela, de que iniciei a leitura d'A Família de Pascoal Duarte: memórias de um tipo que mata com muita facilidade e os múltiplos enfoques psicológicos de uma tal vida.

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  5. Isabel Castelo Branco5 de janeiro de 2021 às 02:45

    É o livro que leio, deliciada, neste momento. É mesmo uma pérola, daquelas que apetece usar todos os dias (eu, que adoro pérolas!☺️). Apetece ler, voltar a ler, sublinhar. Parar para pensar em tantos episódios que constituem a história dos livros que hoje temos o privilégio de poder ler.
    Bem haja o meu bom amigo que mo ofereceu de prenda de Natal! ☺️

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  6. Estou a Ler "A Luz de Pequim" do Francisco (e a gostar...).

    A Irene está no começo da "fila" de espera assim como o João ( "Um Tempo a Fingir"). Um deles será o próximo. :)

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  7. António Luiz Pacheco5 de janeiro de 2021 às 03:51

    Pois é, também nos acontece a nós, e, não só “aos outros”! É sempre bom lembrar. Tenho a família toda com Covid eu incluído, como é óbvio.
    Veremos o que aí vem… para já adiei o regresso a Angola, entretanto, pois lerei, tenho aí com que me entreter!

    Tinha à minha espera três explêndidos livros, que foram um deleite:

    - Do meu amigo e confrade, o bibliógrafo Nuno Sebastião, uma interessantíssima colectânea: Caça, 400 anos de Bibliografia Portuguesa. Um levantamento exaustivo de autores, obras e publicações, portugueses.

    - Simão da Veiga – Pintor Naturalista (1879-1963). De Maria de Lurdes Reis Vacas de Carvalho. Vida e obra deste grande artista, pintor e cavaleiro tauromáquico, que pintou como poucos a campina e a lezíria, toiros e cavalos. A não perder, para quem como eu se interessa pela pintura naturalista e temas “camperos”.

    - Guia de Fauna – Tapada da Ajuda. Diogo Oliveira. Outra belíssima obra que identifica a diversa e surpreendente fauna existente em plena Lisboa, na Tapada! Vem ainda a propósito da efeméride da Tapada, que vai ter visitas guiadas. É surpreendente, este pequeno Mundo dentro da cidade.

    Entrando nos romances:
    - Adquiri, felizmente antes do Natal, diversos livros que lerei nos próximos tempos, ou quando calhe… eu compro livros para ler, mas às vezes não os leio logo, depende de muita coisa, porém estão aqui, para serem lidos quando quiser. É reconfortante ter livros para ler, como coisas por fazer!

    Já tinha à minha espera, um que havia encomendado e foi logo lido, pois me palpitava, e, não me decepcionou, bem pelo contrário! Vou dedicar-lhe umas
    merecidas linhas, para quem as queira ler!

    (continua)






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    1. António Luiz Pacheco5 de janeiro de 2021 às 03:53

      (continuação)

      De Paulo Sande, “Fui soldado e morri”.
      A grande sensibilidade humana deste académico, curiosamente especialista em Assuntos Europeus, revela-se na humanidade e entendimento de que dá provas, relativamente à nossa condição alegadamente periférica, pois que sem dúvida somos mais africanos do que europeus.
      Morri mesmo, com o livro e com o personagem, sendo daqueles romances em que nos envolvemos com ele e quando chegamos ao fim, é com pena que nos despedimos, como de um velho amigo.
      É um romance sobre a alma portuguesa, uma alma recente (?), dos combatentes do ultramar, mal-vistos, mal-quistos, injustiçados e desprezados. Gente que pagou uma factura excessiva por nascer e viver numa época para a qual não foi ouvida nem achada. Heróica nos seus esforços, na forma como suportou e viveu aqueles anos e a imposição, bem ao nosso jeito português: laborioso, tenaz e determinado, bravo e generoso. Uma geração ou duas que se perdeu e a história ainda não valorizou, nem contou a verdade, verdade que é conhecida de tantos que a acompanharam, silenciada porém porque inconveniente ao que veio a seguir, que eles suportaram e pagaram ainda… aliás o autor avisa que o livro sai do politicamente correcto, sendo que o que narra são factos e não considerações políticas, sem “panos quentes” nem papas na língua. Diz não aquilo que é a versão oficial, mas o que se passou nas picadas, nas matas, nas fazendas, nas ruas das cidades, pelas messes e quartéis do império.
      É um romance documentado, fascinante, que se recomenda vivamente a quem se interesse pelo tema, ou a quem deite para trás das costas preconceitos e pruridos, porque do entendimento do que foram aqueles anos, depende muito do nosso respeito próprio, pela história recente do nosso país e dos novos países ex-colónias.
      Absorvente, lê-se de uma assentada, pois a acção flui, naturalmente, como um rio na época das chuvas, está bem encadeada e sobretudo muito bem documentada, cronológica e factualmente.
      Merece ser lido!
      Não é livro que tenha tido publicidade nem a promoção dos do costume, suspeitos, e, constitui a prova de que há muito boa obra fora dos alinhados!
      Sem dúvida um dos melhores livros que li em 2020!

      Depois um livro que foi aqui divulgado e aconselhado:
      De Eduardo Pires Coelho – Taprobana.
      Estou a ler, com interesse, todavia num impasse!
      O livro foi bem promovido e publicitado, talvez por isso criasse uma expectativa demasiado elevada. Logo no início, é promissor, arrasta-nos imediatamente para dentro dele, os acontecimentos e os personagens são atractivos, a acção faz salivar, é um daqueles romances em que se entra logo!
      Só que, depois, começa a haver tanta informação cruzada e entrecruzada; para cruzar; os personagens surgem em catadupa, tantos e tão diversos; os casos são tantos e acontecem em cadeia ininterrupta, que, perdemos o fio à meada, e francamente torna-se tão intrincado que cansa! Mal entrou um dado novo já estamos a levar com outra nova personagem inesperada! Lá temos de andar para trás e para a frente à procura da acção, de quem era o quê e onde, quando foi que aconteceu… uma balbúrdia, completamente desarrumado!
      Bem escrito, sem dúvida, muito bem documentado também, interessante, mas peca pelo excesso de acontecimentos e personagens numa confusão romanceada na qual já me perdi! Estou a ganhar balanço para o acabar, porque confesso que sabendo desde o primeiro momento quem foi o criminoso, e porquê, nem isso me move já, até desmotivou. Creio que este detalhe possa constituir um erro na forma e de estilo. Desvendar o móbil e o assassino no início, para depois nos levar atrás do raciocínio dos vários pseudo-investigadores, nunca vi tal em S. Holmes ou H. Poirot, eles vão seguindo as pistas, aparecem vários motivos e até suspeitos, até ao último momento, o “grand final”, em que tudo encaixa. Posso estar a ser injusto, é claro.
      Está bem que é assim mesmo que o romance é definido: um “thriller” histórico, e é intenso, escrito com maestria, mas tira-me o

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    2. "Gente que pagou uma factura excessiva por nascer e viver numa época para a qual não foi ouvida nem achada. Heróica nos seus esforços, na forma como suportou e viveu aqueles anos e a imposição".
      Ó Paxeco porquê relembrares-me
      quantas lágrimas derramei quantas angústias vivi, quanto medo eu senti (sim, porque éramos umas crianças, apesar da grande maioria das quais, talvez nunca tivesse brincado)...

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    3. As tuas melhoras e um rápido restabelecimento.

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  8. Carlos Alberto Machado5 de janeiro de 2021 às 08:34

    A propósito da recém-nascida editora Bazarov, de cujos livros aqui curiosamente ninguém fala (eu sou muito novo nestas andanças livrescas para entender o motivo, se existe algum), e de que já li dois livros magníficos, As Planícies de Gerald Murnane e Ensaísmo de Brian Dillon, "atirei-me" à leitura de Pais e Filhos de Turguéniev, um clássico da literatura do século XIX. Sucede que Bazarov é o principal protagonista deste livro, um jovem idealista que vê os seus ideais ter vida difícil numa Rússia em plena mudança. Um belíssimo livro, a não perder.
    E ontem comecei a ler O Silêncio de Don DeLillo, mas ainda só vou no segundo capítulo...
    Lamentávelmente os livros que mencionei são todos de autores estrangeiros, nenhum português. Ah, lembrei-me agora, não é rigorosamente verdade, porque continuo a leitura de O Mundo à Minha Procura de Ruben A. São livros a mais ao mesmo tempo, não acham?
    * Por falar em editoras pequenas, não me lembro também de alguma vez ter lido aqui referência ao magnífico trabalho realizado pela Sistema Solar, que suponho ser em grande parte da responsabilidade de Aníbal Fernandes, na tradução e escolha dos títulos para publicação.

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    1. A Bazarov é muito recente, dê-nos tempo! Isto para explicar que não se pode ler tudo, mas, sim, «Pais e Filhos» e admirável. Li-o há uma loucura de anos, acho que publicado pela defunta Difel. Também tenho De Lillo em mãos. Lá chegaremos. É como diz: são livros a mais ao mesmo tempo.

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  9. Estou a ler e a saborear cada uma das páginas deste livro e, como leio com um lápis na mão, tenho muitas linhas, muitos períodos sublinhados. São, de facto, pérolas! E quanto conhecimento! Bem haja quem nos entra pela porta e nos presenteia com tanto!
    Luísa Cordeiro

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  10. Também estou a ler, e muito deliciado, "O Infinito num Junco". Para minha surpresa, tenho aprendido grandes novidades sobre a história da cultura clássica e da sua evolução ideológica, tudo narrado com grande leveza, sentido crítico, humor e fazendo associações com o mundo moderno. Cada pequeno episódio de 1-5 páginas pode ler-se por ele próprio e, como uma verdadeira contista de tipo Sherazade, a Irene Vallejo deixa sempre uma ponta solta que nos faz ter curiosidade pelo que virá no episódio seguinte. Vários milagres são narrados neste livro. Saliento apenas o milagre de uma civilização imperialista, implacável nas suas vitórias e dominações políticas - a romana - ter adotado como exemplo máximo a ser seguido pelos seus cidadãos a cultura de uma terra conquistada - a da Grécia. Nunca tinha pensado como isso é um tão raro exemplo na história da humanidade. É fantástico como um livro de temática exigente e com um título tão pouco atraente ("O Infinito num Junco") conseguiu, apesar disso tornar-se tão popular. É que junco para a maioria de nós é um barco chinês e não faz lembrar, como é intenção da autora, a folha do papiro. Gabo a inteligência do editor português que acrescentou ao título original as palavras que a autora deveria ter escolhido como título único do seu livro "O Nascer da Sede de Leitura". É a mais recente prova de que as Humanidades Clássicas precisam de ser ensinadas !
    PS. espero que se tenham espantado (ou talvez não) ontem ao ler o Público com a crónica do prof. engenheiro, ex.-presidente do Técnico, Arlindo Oliveira, reportando, com base em dados numéricos, que o quociente de inteligência da humanidade, tendo sempre crescido ao longo do século XX, está a diminuir desde o início deste nosso século...).

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    1. António Luiz Pacheco5 de janeiro de 2021 às 10:33

      Extraordinário Artur, fiquei completamente convencido da oportunidade e interesse na leitura do referido livor, que está a ser aqui tema central de conversa! No entanto, e sendo embora irrelevante, por acaso, para mim "junco" não é um barco chinês, mas sim uma planta muito comum aqui pelas zonas húmidas do Ribatejo, de que se fazem muitos artefactos. Fica a nota,,, se bem que junco seja uma embarcação feita desse tipo de plantas sim. Não sei qual o sentido que autora quis dar ao título, se bem que duvide que fosse o náutico, talvez antes o de que o papiro/junco foi usado nos livros da antiguidade como percursor do papel.

      Grande abraço

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    2. Caro António Luíz, o livro da Irene Vallejo é mesmo feito para si: sempre soube qual o significado mais antigo de junco ! Como escrevi, é um livro que tem também a vantagem de poder ser lido episódio a a episódio em dias separados e não contínuos, escolhendo um episódio mais curto ou mais longo conforme a ocasional disponibilidade de tempo. Para mim, não houve episódio que não me ensinasse e me fizesse meditar. O episódio que inicia o livro é de uma escrita fulgurante que nos agarra como nenhum outro. A escritora sabe puxa-nos logo e com força, a tropel a e cavalo, para dentro do seu livro ! Um abraço nortenho para o seu Ribatejo, onde fica a aldeia onde nasceu a minha mulher, deste açoriano tornado portuense pelos acasos da vida.

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    3. Isabel Castelo Branco6 de janeiro de 2021 às 01:54

      Curioso, sobre o título do livro. Nos Países Baixos, soube ontem à conversa com um amigo no WhatsApp, foi traduzido para "Papyrus, uma história do mundo dos livros". Não tendo ainda terminado a leitura e desconhecendo se o junco ainda se revelará algures, achei interessante a tradução para "Papiro" e mais adequada (embora não tão próxima da real). Já não tanto a parte seguinte, que não refere o tal gosto pela leitura.

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    4. Também já conhecia essa planta mas como Junço (e não junco).

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    5. Interessante informação ! Obrigado.

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    6. António Luiz Pacheco6 de janeiro de 2021 às 11:42

      Já me o vieram trazer... mandei comprar na Bertrand!
      Depois conto, mas estou com grande expectativa...

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  11. Entretanto, deixei-me levar pela leitura do livro " O Infinito no Junco " e só tenho a agradecer a sugestão.
    À medida que as palavras se me depararvam carregadas de sentidos o meu pensamento caminhava para uma quase que cronologia saltitante em que o binómio anacronismo / diacronismo da historiografia livresca entrelaçava o passado e o presente nos trilhos da viagem dos livros desde o nascimento da semente até à sua fecundidade na infinitude.
    Um relato, ora do caminho do livro, ora do trilho da narradora (por vezes participante) com laivos intimistas mantendo acesa a chama da humanidade na leitura, na descoberta, no sonho deixando em núa liberdade os objectos constitutivos da matéria tal fumo , pedra, papiro , árvore, luz ...

    Grata, muito.

    AM

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  12. Bom Ano para todos os leitores deste blog. O ano começou frio, muito frio mas irá aquecer, certamente.
    Estou a ler O Retorno de Dulce M. Cardoso e a gostar muito. O tratamento dado ao tema, a escrita cheia de humor, a apresentação da edições Tinta da China, tudo me agrada. Tenho à espera o Infinito num Junco e os vossos comentários deixam- me curiosa.
    Agasalhem-se e boas leituras☺️

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  13. Se o suporte da escrita era a partir de uma planta comum no Vale do Nilo, era papiro. Se era a partir da pele de cabra de Pérgamo, era pergaminho. Estou com ânsias de ler este livro, não só pelas referências dos Extraordinários mas também para saber se do junco se fazia igualmente papel. É de crer que sim. Os chineses tinham tudo, pólvora, seda, arroz, certamente papel, pois claro.

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  14. Maria do Rosário, o que fazes pelo livro, pela leitura, pelas pessoas, é extraordinário. Tu escreves para contagiar o necessário prazer de ler, deleitando-nos com os sonhos que as narrativas inculcam em nós. Hoje, falas de um livro que contém em si tantas bibliotecas vivas! E dás sempre a dimensão irresistível do livro! Um beijinho. Obrigada!

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  15. Obrigado pelos úteis conselhos.

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