Informação solidária
Compro diariamente desde que foi lançado o jornal Público. Gosto de o ler em papel e, apesar das mudanças que foi sofrendo ao longo do tempo e que nem sempre fizeram dele um bom jornal, ou um jornal melhor, não consigo deixar de o comprar nem ficar-me pela leitura no computador, como faz o Manel, que é assinante. Apesar de tudo, é com a TSF e o Público que me mantenho informada, porque já raramente vejo telejornais (perde-se demasiado tempo e as notícias são repetidas até à exaustão, como se não percebêssemos à primeira). Ora, o Público associou-se recentemente à Santa Casa da Misericórdia numa acção solidária que penso bastante valorosa: um pacote de 2500 assinaturas gratuitas para leitores desempregados. De facto, não é por não poder pagar o jornal que uma pessoa deve ficar sem direito à informação – e esta é uma forma de ajudar. Quanto mais vulneráveis estivermos, mais precisamos de informação credível, opiniões avalizadas, conhecimento fundamentado, factos verdadeiros. O Público ainda pode gabar-se de tudo isso. E de ter tido esta ideia feliz para quem já está a sofrer na pele os efeitos económicos da COVID-19. Para quem esteja interessado, aqui vai o link:
Oh Maria do Rosario,"abalizadas" ?
ResponderEliminarFugiu-me para a pronúncia do Norte, desculpe: avalizadas, claro.
EliminarOlhe que não, Rosário, olhe que não! No Norte e no Sul, no Leste e no Oeste, ele há os avais e as balizas!
EliminarNem sei bem porquê, mas o Publico é o único jornal que leio... com grande ferro de vários amigos meus, afectos a forças políticas e que trabalham nos jornais, com quem tenho discussões bravas justamente pelo seu sectarismo. Mando-os à fava e digo-lhes que não lhes admito nem que me critiquem por ecolher o que leio, como por tentarem manipular a opinião!
ResponderEliminarAcabam por se calar, como diz o ditado: tu que sabes, e, eu que sei, cala-te tu que eu me calarei... e sabem porque se calam? Pela muito simples razão, e eu digo-o na cara e com raiva e fúria, de que são desonestos e se venderam! E eles sabem que eu sei a que forças pertencem.
Os jornais em Portugal são pouco menos que escória, e, os telejornais e os seus pivôs, comentadores e apresentadores, mero crime organizado!
Enquanto se limitarem a passar boletins partidários ou de determinadas forças e interesses, continuarão de costas viradas à informação e às pessoas: hão-de falir! Todos! E, ser despedidos os arautos das notícias tendenciosas e ao serviço das obscuras forças que pretendem dominar-nos o pensamento.
Hoje é muito difícil obter informação, pura. Há que saber ler nas entrelinhas para retirar das mentiras e desinformação, alguma coisa.
Estou um bocadinho aziago, hoje...
Saudações enregeladas aqui do Bairro todo branquinho de geada! Tá frio, cum'ó raio!
Palmas para a iniciativa. Depois dos universitários e profissionais de saúde, agora os desempregados. Muito bem Público.
ResponderEliminarLouvável iniciativa. Aplaudo!
ResponderEliminarGosto muito do Público e leio desde que o meu pai começou a comprar quando surgiu em 1990. Sou assinante digital há uns anos e gosto de toda a variedade de temas que o jornal cobre. Os suplementos P3 e o Ipsílon (antes Mil Folhas) são dos que gosto mais de ler.
ResponderEliminarO jornal tem defendido o bom jornalismo e aplaudo estas iniciativas, especialmente o de cultivar o bom jornalismo e hábitos de leitura nos mais novos.
Deixei de seguir os telejornais e prefiro ver os blocos de notícias sobre actualidade internacional. Faz-me confusão tantas notícias de destaque no mundo que aí são referidas e que passam ao lado nos telejornais mais gerais.
Hoje em dia um telejornal serve para publicitar as novas novelas e séries do próprio canal. Acaba por ser mais publicidade e histerismo (já não podia com os números diários da Covid mostrados até à exaustão).
Espero que o Público se mantenha por muito anos. Da minha parte também agradeço a parceria que o jornal já teve com a comunidade de desenhadores a que pertenço e nos permitiu criar e divulgar mais o gosto pelo desenho do quotidiano.
No início da Pandemia fizémos alguns desafios que foram divulgados pelo jornal -https://www.publico.pt/2020/03/20/p3/fotogaleria/quarentena-desenhada-urban-sketchers-portugal-400787
Saudações e BOM ANO 2021! Muitas leituras!
Henrique Vogado
Bom dia com alegria e pandemia
ResponderEliminarO Público existir conforta-me. Assim como o Expresso (já me confortou mais).
O que me deixa KO é o Correio da Manhã e o The Sun e quejandos.
Deixo aqui uma sugestão que pode ajudar a perceber (pelo menos a miúdos como eu) donde provém a nossa parca literacia a nível nacional.
A MRP tocou um pouco neste ponto numa videoconferência do SAPO, e as fotografias e estatísticas existentes são reveladoras:
https://www.museudoaljube.pt/evento/inauguracao-da-exposicao-temporaria-os-olhares-da-memoria-de-armindo-cardoso/
Boas leituras
cp
Concordo com muito do que disse o Extraordinário Pacheco - a quem desejo rápidas melhoras - sobre os meios de comunicação social. Mas não concordo que seja por isso que irão à falência. A informação hoje é uma mercadoria como tudo o mais. Mesmo que seja má vende-se como se vende a mercadoria de baixa qualidade. Enquanto der lucro não vai à falência, mas se não der, acaba, mesmo que seja boa.
ResponderEliminarO lucro é a prioridade máxima desta existência e a propriedade privada é sagrada.
E tem muita razão no que diz... é justamente porque eles têm uma grande capacidade de produzir porcaria, e, porque habituaram as pessoas a só quererem ler "porcaria" e a quererem saber do mais sórdido, do pior, continuam a ter leitores!
EliminarA muito poucos interessa ler uma opinião sã, fundamentada, esclarecida, porém a quase todos interessa ler os detalhes obscuros, os pressupostos sobre aquele caso que é objecto do artigo esclarecedor! Para não dizer do interesse extremo que o público tem em saber que a popular actriz de telenovelas comprou um novo rato-de-palmeira, ou a apresentadora foi fazer umas mini-férias e o apresentador tem um novo amor (só sendo notícia se for do mesmo sexo!), este tipo de informação é fundamental para manter o status de imbecilizados, alheados, desinformados e sobretudo distraídos daquilo que importa!
Saudações covídicas, cá do Bairro enregelado!
O que os desempregados gostavam mesmo é de ter um Goucha que lhes doasse 35 000€ !
ResponderEliminarÀs vezes a solidariedade extrapola-e do valor em si mesmo para se incorporar no real.
ResponderEliminarE, por vezes, é quanto basta para fazer sentido na vida de alguém.
Louvável iniciativa.
Grata pela partilha.
AM
Às vezes a solidariedade extrapola-se do valor em si mesmo para se incorporar no real.
ResponderEliminarE, por vezes, é quanto basta para fazer sentido na vida de alguém.
Louvável iniciativa.
Grata pela partilha.
AM
Sou leitor do Público desde o 1º número, mesmo quando estava no estrangeiro; apesar das alterações ainda é o melhor diário português; tenho saudades das crónicas do Eduardo Prado Coelho, na última página, que era a 1ª que eu lia com prazer; agora abomino a política, privilegio as páginas culturais, de sociedade e jornalismo de investigação.
ResponderEliminarPermita-me a ousadia, mas desde que se começou a escrever isto de "factos verdadeiros", parece que a moda veio para ficar... E a quem ouvi primeiro tal redundância, foi a um jornalista da SIC e com a agravante de se intitular escritor, José Alberto Carvalho. "...conhecimento fundamentado, factos verdadeiros...". Todos os factos são necessariamente verdadeiros/verídicos/reais, senão não eram factos! Talvez, como se dizia antigamente, e que estava correcto, situações/acontecimentos ou "... casos verdadeiros...". Uma outra moda parece ser a negativa do primeiro caso, ou seja, "Factos falsos", dita e repetida até à exaustão por políticos, jornalistas, advogados e Ministra da Educação... Mas, se são "Factos" são verdadeiros, logo, não existem "Factos falsos", porque uma verdade não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Neste caso tal como no anterior, devemos substituir "Factos" por situações, acontecimentos ou casos (falsos)...
ResponderEliminarFoi apenas uma observação.
Olá, Maria do Rosário Pedreira. Tocou aqui em algo que me faz pensar desde há algum tempo: cada vez mais, autores actuais recorrem à não pontução, alguns bem conhecidos e reconhecidos (num deles é bem notório este exemplo). Se, pessoalmente compreendo a pontuação invulgar de António Lobo Antunes, porque nascida num certo ritmo que dá mais sentido ao seu pensamento escrito, num outro autor de topo, não vejo ou reconheço o seu sentido a não ser uma busca pela diferença, pela "imagem de marca" que até lhe é desnecessária para além da sua escrita. O que acrescenta? Talvez eu esteja a ser um mero insensível, um certo ignorante, mas neste caso mais ostensivo de tal moda, só consigo reconhecer vaidade. Por certo alguém vai contropor, e oxalá que sim, para se fazer mais luz sobre este meu sentimento (sim, sentimento: gosto do autor mas abandonei-o devido aquilo que julgo não passar de ego). Ainda assim, o tal "rasgo" de modernidade (como sabemos, está a passar de mão em mão e a crescer), creio que encaixará algures aqui neste seu pensamento partilhado. Grato pelos dois dedos de conversa... dois olhos habituais que por aqui a "escutam". jmr
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