Crianças e matemática

Por agora as crianças ainda vão à escola, apesar de os pais estarem obrigados ao teletrabalho, mas continua a ser imperioso entretê-las no regresso das suas actividades lectivas e arranjar estratagemas para as divertir e ensinar ao mesmo tempo se as coisas se alterarem e ficarem de novo fechadas em casa (tudo é possível). Saiu há poucos meses na editora Fábula um livro de Maria Francisca Macedo que venceu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço muito engraçado que certamente poderá ajudar. Conta a história de um lobo que não gostava de matemática (o título, de resto, é Histórias de (En)Contar de Um Lobo Que não Gostava de Matemática) e que, por causa disso, faz tanta confusão com as contas que acaba por se deixar constantemente enganar e não consegue matar a fome. É um livro com rimas inesperadas, algum desejado nonsense, reminiscências de outras histórias com lobos (o Capuchinho, os três porquinhos...) e até uma forma de ensinar a contar de 1 a 10 os mais pequeninos com belas ilustrações de Jaime Ferraz. Em suma: uma prenda inteligente para meninos e meninas com azar aos números.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco20 de janeiro de 2021 às 05:17

    Os livros para crianças são sempre uma boa notícia, e, bem-vindos, pois são importantes para fazer delas leitores um dia, e, manter viva quer a imaginação quer a capacidade de sonhar, porque sem dúvida que os livros fazem as crianças sonhar, e, é da vontade de um dia realizar esses sonhos que se formam jovens e adultos "que fazem"!
    Na actualidade tudo leva à formação de jovens e adultos que não fazem, compram feito... ou ficam a ver! Actuam digitalmente, indignam-se, participam, mas apenas virtualmente!
    E são vítimas da informação que os mantém assim, inoperantes, confinados cada vez mais às suas bolhas, sejam a casa, o bairro ou as idéias, de que apenas comungam e partilham, não criam!
    Esta pandemia é um campo ideal e sonhado para as experiências de manter as pessoas assim, confinadas, amedrontadas, completamente dominadas nas suas necessidades e pelas entidades superiores, normativas e dominadoras!
    Nunca na história da humanidade houve tal condição para isto. que é a ânsia dos governantes, desde sempre...

    Vamos ver que crianças, jovens e adultos teremos ...
    Saudações pensativas mas esperançadas, cá do Bairro Ribatejano.
    E, digo esperançadas porque ontem estive na Estação Experimental de Aquicultura de Olhão, (devidamente justificado em termos profissionais!) onde vi o que de melhor se faz em ciência no nosso país e no Mundo, mediante o empenho e trabalho de muitos jovens qualificados, que estimo poder ajudar a exportar para ajudar outros!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório