Confissões de uma poetisa premiada

Um amigo partilhou felizmente no Facebook (obrigada, JAF!) a conferência da poetisa norte-americana Louise Glück na recepção do mais recente Prémio Nobel da Literatura. Talvez por também escrever poesia desde pequena, identifiquei-me com muitíssimas das coisas que a laureada diz da sua infância e adolescência como leitora de poesia, de alguns dos seus autores preferidos (William Blake, que vencia na infância da autora um concurso imaginário para melhor poema do mundo), de uma tendência para gostar mais do poema que interpela o leitor (Eliot e a Canção de Amor de J. Alfred Prufrock, a solitária Dickinson, o adorado Shakespeare...), as recordações de leituras a sós num sofá ou de teatradas nos quartos das avós. O texto, porém, interessará a todos os que estimam a poesia, independentemente de se identificarem com Louise Glück, pelo que aqui vo-lo deixo para que possam lê-lo e deliciar-se.


Louise Glück: The Poet and the Reader | Nobel Lecture 2020 | The New York Review of Books (nybooks.com)

Comentários

  1. Bom dia com alegria e pandemia

    Obrigado pela partilha

    Para a troca deixo aqui a minha singela contribuição, o filme que vi ontem: https://www.thesocialdilemma.com/

    Temos muito que ponderar, e esta pandemia pode ser uma boa oportunidade para o fazer...

    Boas leituras
    cp

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  2. Bom dia, Rosário!

    O que eu não conhecia! A Louise Glück! Assim verificamos que lá " os do Nobel " não andam, propriamente, a dormir nem mesmo sonolentos.
    Estou contente de a conhecer, à L. Glück e, tal como tu, Rosário, também me identifico bastante com muitas imagens que ela invoca. Também eu lia poemas na infância, também eu os escrevi imaginando que eram obras de arte, também eu armei teatros, com cenários e tudo, com textos do nosso adorado Shakespeare lá por dentro do ovo que era o meu quarto.

    Enfim, adorei conhecer a Glück.
    Mas eu não sou poetisa, embora ame a poesia.

    Beijos e um bom dia para ti, para toda a gente!

    Cristina Carvalho

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  3. Às vezes parece que as raízes das árvores nascem no ignoto Céu, varrem o Olimpo com os seus galhos e fixam amarras no além.

    Grata pela deliciosa partilha.
    AM

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  4. Um título deliciosamente enganador. Aposto que a maioria dos que leram o título deste post pensaram que as "Confissões" seriam da Maria do Rosário Pedreira. E não o sendo, em boa parte também o são !

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