Casulos felizes

Ao longo da minha vida profissional, em pequenas ou grandes editoras, fui conhecendo e trabalhando com muitas pessoas diferentes. Algumas delas continuam perto de mim por me terem acompanhado de uma editora para outra; outras permanecem apesar de tudo à distância de um telefonema, de um e-mail, do Facebook ou mesmo (quando era permitido) de um almocinho de tantos em tantos meses para pôr a conversa em dia. Mas, infelizmente, de alguns dos meus ex-estagiários ou assistentes sei pouca coisa, sobretudo quando deixaram Lisboa e voltaram aos seus locais de origem. Por isso, foi tão bom descobrir que a Ana Sofia Pereira, que trabalhou comigo na QuidNovi, é mãe de três filhos (e que trabalheira será), mas nem por isso deixou o seu amor aos livros que, segundo ela, pautaram a sua vida desde a infância até hoje («[…] licenciada em Línguas Estrangeiras Aplicadas, tradutora literária e detentora de todos os cartões de utilizador de bibliotecas públicas a que pude deitar a mão»). Depois de ter criado um Casulo no seu jardim-refúgio (uma casinha de madeira onde se encontram as Casuleiras a quem ela fala, entre outras coisas, de livros), agora criou a Xylocopa Books (Xylocopa é uma abelha carpinteira e solitária que surge em Janeiro de túneis escavados na madeira). Citando a Ana Sofia, a Xylocopa Books oferece recomendações personalizadas de livros com base no perfil de cada pessoa e podem segui-la no Facebook pelo link abaixo. Parabéns, Ana Sofia, foi bom saber de si. Quando a pandemia permitir, prometo visitar o Casulo. Entretanto, quando estiver com dúvidas, usarei a sua empresa de consultadoria!


https://www.facebook.com/xylocopabooks


 

Comentários

  1. Bom dia com alegria e pandemia

    Cara MRP, caros Extraordinários,

    É com um misto de algria e tristeza que leio o post de hoje.

    Sempre louvarei quem promove a leitura e os livros.

    E como no nosso país, a par da falta de hábitos de leitura, as iniciativas empresariais também minguam, não posso deixar de ficar contente com o que li.

    Porém, influenciado pela minha última leitura - A era do capitalismo de vigilância, Shoshana Zuboff, e outras sobre o tema (cuja lista posso divulgar), fico triste

    Fico triste porque acho que a esmagadora maioria de nós desconhece, ignora o funcionamento desta nova era digital, em que não há almoços grátis.

    Não posso por isso deixar de recomendar essa leitura a todos. Para percebermos a importância do que está em jogo. Hoje e especialmente no futuro.

    Boas leituras
    cp

    PS: Em termos de sugestões de leitura, sou como a abelha, voa de flor em flor, de serendipidade em serendipidade, sem receitas mágicas. Livrarias, livreiros, revistas, jornais, bibliotecas, conversas (virtuais e reais) e blogues como este.

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  2. António Luiz Pacheco27 de janeiro de 2021 às 03:08

    Interessante proposta essa, fico com a maior curiosidade em saber da sua sustentabilidade.
    No fundo é uma "mediadora" de livros? Age como os da imobiliária ou de seguros... que procuram (os bons, que os há mesmo muito...) aquilo que se adapta à necessidade do cliente ou consultante.
    Eu não sou mediador, mas sou consultor, estatuto (posso dizer assim) que obtive ao fim de mais de 30 anos activo em toda a fileira económica. No fundo fazemos algo de parecido e consigo com a minha experiência, ajudar outros a pensarem e a descobrir o que precisam que nem sempre é o que querem ou pensam ser.
    Levar isto para os livros e as leituras, é um sonho!
    Desejo sinceramente à Ana Sofia , o maior êxito naquilo que se propõe, aliás seguro da utilidade prática dessa tarefa, vamos ver é como reagem e aderem as pessoas!
    Na verdade, passo a vida a ser consultado por outros que me pedem opinião e indicações sobre "um livro para ler", que tento descobrir qual se lhes adeque ou vice-versa, sim porque tanto o livro se nos adequa quanto nós nos adaptamos a ele. Pode ser uma nova janela de oportunidade, como se diz modernamente no Mundo dos negócios, e, é sempre uma felicidade quando alguém consegue viver daquilo de que gosta!

    Saudações cá do Bairro Ribatejano, é preciso é ser feliz... e saúde!

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  3. Obrigada eu, Maria do Rosário! Que bela surpresa ler as suas palavras hoje. Agradeço-lhe a atenção e generosidade e recordo também com apreço a grande escola que foi aqueles anos formativos na QuidNovi, em conjunto com a Ana Pereirinha e a Sofia Fraga, nossas companheiras de percurso. O telefonema a anunciar o Prémio José Saramago para o Valter Hugo Mãe, as leituras de originais, as apresentações de livros e encontros na Casa Fernando Pessoa, os malfadados índices remissivos e conhecer pessoalmente autores que ficaram no coração, como o Miguel Real e a Maria Antonieta Preto. Guardo particularmente na memória as conversas das viagens da habitual boleia no final do dia, um verdadeiro privilégio para a miúda da altura. Claro que eu estou em vantagem, sendo a Rosário a figura pública que é, mantendo-me a par através do blogue, crónicas, livros e entrevistas. Estou muitas vezes consigo!

    Agradeço também os comentários deliciosos dos seus leitores. Conselhos avisados e prudentes que esta (ainda) miúda registou e convida estes, por sua vez, a acompanharem o progresso da Xylocopa Books para depois partilharem de novo comigo as suas considerações. Um bem-haja a todos!

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de janeiro de 2021 às 06:49

      Já lá fui bisbilhotar, e, deixei um "like" ... boa ventura lhe estimo!

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