Os herdeiros
Hoje é o aniversário de nascimento de José Saramago, o único escritor português que foi Prémio Nobel da Literatura. E não há forma melhor de o celebrar (além de ler os seus romances e diários, bem entendido) do que começar já esta noite a assistir ao programa Herdeiros de Saramago, que vai estrear-se em versão dupla na RTP 1 em horário nobre. Cada episódio se debruça sobre a vida de um dos escritores galardoados com o Prémio Literário José Saramago, desde Paulo José Miranda (o primeiro autor português a ganhá-lo) até Afonso Reis Cabral (o mais recente contemplado e o mais novo). Mas não pensem em nada de óbvio, porque o autor do programa, Carlos Vaz Marques, e a realizadora, Graça Castanheira, fizeram um trabalho profundamente original e inesperado (eu vi quatro programas em ante-estreia, integrados no festival de cinema Indie, em Setembro, e fiquei mesmo fã). A imagem é, por isso, uma parte muito especial destes episódios, e os tópicos desenvolvidos sobre cada um destes escritores de língua portuguesa (também há três brasileiros e um africano, além dos portugueses) não estão necessariamente ligados ao patrono do prémio ou à escrita romanesca, mas a factos da sua vida por vezes aparentemente desligados da actividade que os tornou herdeiros de Saramago. Hoje vamos conhecer melhor Paulo José Miranda e José Luís Peixoto e saber o que andam ou andaram a tramar. Para a semana há mais.
Como não tenho blog, vinha aqui precisamente lembrar os 98 anos que o Saramago teria completado se não tivesse partido demasiado cedo.
ResponderEliminarVinha também lembrar o premonitório livro Ensaio sobre a Cegueira, um dos melhores entre os muito bons que escreveu - para ler e reflectir nestes tempos de Pandemia (detesto esta palavra, mas...).
Claro que a Rosário se lembrou. :-)
E não vou perder essa série, que desconhecia completamente.
E em horário nobre?
Aleluia!
Boa semana para todos!
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Maria
Sem RTP1, aqui, não vou poder seguir ... pelo que diz deverá ser interessante, mas, é assim que se trata a cultura em Portugal: MAL! Ora o que esperar para os expatriados, ou emigrantes como eu? Nem votar conseguimos, quanto mais ver programas de TV que não sejam as chachadas da RTP Internacional e África. Pena é não haver Directores de Programas dignos desse nome, capazes de eleger e dirigir canais de facto, com cabeça, tronco e membros, que interessem e dirigidos à comunidade africana e portuguesa no Mundo, coisa de que todos se queixam pelo Mundo fora. Saímos daí e levamos com um carimbo "personna non grata (mas não esqueçam das remessas... e de continuar a pagar os impostos cá!) , passamos oficialmente a broncos! Há muito emigrante/expatriado que não é tubista nem "Braga" (pedreiro), manobrador de máquinas... mas para o pessoal da cultura e dos media, ainda estamos ao nível do emigrante de 1960 ...
ResponderEliminarSaudações azedas cá da Cidade Morena.
Meu caro, julgo que os episódios irão ficar disponíveis na RTP Play à medida que fora sendo transmitidos, pelo que, mesmo sem a RTP aí na Cidade Morena, poderá aceder pelo computador. Nem tudo é assim tão mau, está a ver?
EliminarPouco provável, a qualidade da net, cá, difícilmente permite ver filmes, programas ou documentários.
EliminarAndo há semanas a tentar ver o documentário do Luiz Quinta "Mar da minha terra", sem sucesso, tem tantas paragens que é desesperante. Já desisiti, vou ver quando aí estiver.
Acrescentando ao que a Maria do Rosário já disse: presumo que a série será apresentada pela RTP-internacional, daqui a uns tempos. Aí, poderá ver alguns episódios que eventualmente perderá.
EliminarNa RTP Internacional terá no próximo dia 18 às 23:30h o programa do Paulo José Miranda e no dia 25 de Novembro às 23:15h, o do José Luis Peixoto (se não houver alterações de últimas hora...)
EliminarSaudações a tender para o doce, da minha doce Sintra :)). Ana Peixoto
Muito, muito bom.
ResponderEliminarVolto aqui para dizer que gostei bastante destes dois primeiros episódios: surpreendentes, tal como disse a Rosário.
ResponderEliminarFantástica foi também a homenagem que o Vhils fez a Saramago em Paimogo, no Mar da Lourinhã: que ideia mais bonita, gostei mesmo.
Obrigada, Vhils!
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Maria