Na banheira
Podemos apaixonar-nos pela literatura infantil já adultos, e há vários livros para crianças que fazem parte da minha lista de livros favoritos. Entre estes, está O Tubarão na Banheira, com texto de David Machado e ilustrações de Paulo Galindro, cuja 13ª edição estou a publicar este mês com a chancela da Caminho. É um livro que recebeu já vários prémios e foi finalista de outros, além de ter sido seleccionado, no ano da sua edição original, para integrar o Plano Nacinal de Leitura, quando ainda eram poucos os livros escolhidos. Não só a história é absolutamente deliciosa (procurar um companheiro para um peixinho de aquário com uma cana de pesca nem sempre dá os resultados pretendidos), como existe uma inteligência muito especial no transformar do livro num caderno de palavras difíceis e na opção de deixar que uma das personagens principais permaneça ao mesmo tempo presente e invisível em todas as páginas. Se tiverem crianças na família, este é (passe a publicidade) um livro a não perder. Mas, se não tiverem, também, até porque uma percentagem dos direitos reverte para a Fundação do Gil.

A literatura infantil além de criatividade se lhe exige (indispensável) em afinar-se desafio à criançada. A capa está um mimo e o título, faz-se necessariamente contribuir para desvencilhar o mito. Nesse tempo de pandemia e de olho no leitor infantil estimo por vosso entusiasmo, Parabéns David Machado!
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Compro livros pelos seus começos, pelos seus finais, pela beleza das capas por um qualquer pedacinho perdido nas páginas e que calhou logo ler no folhear do livro na livraria.
ResponderEliminarÉ inadmissível que as editoras estraguem as capas dos livros com a prensagem de dizeres como um prémio com que o livro, ou o autor, tenha sido distinguido, ou que o Plano Nacional de Leitura, certamente algo recomendável e abonatório, esteja pespegado na capa dos livros.
Noutros tempos estas coisas de prémios ou afins, surgiam numa cinta, envolvendo o livro, que se descartava e, quem quisesse, guardava-a dentro do livro.
Esta bonita capa que a Maria do Rosário Pedreira aqui nos mostra, para mim encontra-se estragada pelo selo da «13ª edição» e pelo tal dizer do «Ler+Plano Nacional de Leitura»
É provável que existam razões editoriais, ou outras, e isto não passe da casmurrice de um velhadas nascido em 1945.
Este já mora cá em casa há uns anitos, e rimo-nos tanto a ler o livro com os garotos. Com prémio, sem prémio, este livro infantil está uma delícia!
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