O que ando a ler

Muito contra o que é costume, porque não é das áreas que eu mais explore (mesmo que devesse), ando a ler um romance gráfico. Dá-se o caso de este me ter sido aconselhado por um autor que o aplaudiu sem reservas, de eu ter lido uma excelente crítica sobre ele num jornal e de, por acaso, até conhecer ao de leve o autor do argumento, Filipe Melo, embora de outras andanças (a música, já que ele é um fantástico músico, pianista e director musical do último projecto de um amigo, António Zambujo). Chama-se esta obra maravilhosa Balada para Sophie, conta com o artista Juan Cavia na parte do desenho (uma boa escolha porque também ele é extremamente dotado) e narra a história de uma estagiária do Le Monde que vai entrevistar um velho músico retirado que trocou uma carreira na música erudita pelo sucesso fácil da canção popular. A conversa entre ex-vedeta e «jornalista», que abarcará toda a vida do artista desde a infância à velhice, tem o seu ponto alto no período da Segunda Guerra Mundial e da Paris ocupada e brinda-nos no final com uma composição musical de Filipe Melo que é justamente a balada que dá nome ao título. É tudo imperdível. Publica a Tinta-da-China.

Comentários

  1. Ando a ler O Idiota de Dostoievski, 0 2º vol. da biografia deste escritor por Josefh Frank, que tem 5 vols. e continuo com os Pensamentos de Pascal.

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  2. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 01:33

    E prontos… vamos lá a isto!
    O que ando a ler? Bom, pois… em plena crise tive de recorrer ao que tinha aí à mão, e, o meu colega deixou, tinha que ser!
    Estou a ler o incontornável José Rodrigues dos Santos!
    A amante do governador.
    E digo incontornável, porque autor de sucesso, muito lido e a quem muitos celebram, o que me faz ficar contente por ele, ainda bem e desejo-lhe que assim continue, pois pelo menos as pessoas lêem, e isso só pelo facto já é de grande valia!
    O meu colega tem aí dois livros dele, comprados por influência terceira de um outro elemento que é grande fã deste escritor pela razão de achar que ele faz muita pesquisa e escreve com grande rigor sobre os factos e os detalhes da envolvente.
    Ok! É uma análise e um argumento válido. O meu colega não quis assumir, mas percebi que não gostou deste que aí deixou e eu ando a ler – A amante do governador.
    Eu não gosto de dizer mal só porque sim, e posso ser mal-entendido porque tenho de facto inveja do sucesso deste autor, quem não teria?
    Mas a verdade é que, não gosto da forma como escreve.
    Os temas, a tal pesquisa, a envolvente, a trama, o desenvolver da acção e muitos outros detalhes, apoiado por uma boa equipa editorial consegue-se arrumar e potenciar a coisa e torná-la pelo menos legível, sobretudo quando se é uma cara com tanta notoriedade (reconhecidamente, diga-se!) televisiva, e se tem uma boa formação em jornalismo e nas letras. Tudo isto ajuda, suponho eu, e, sem tirar mérito ao escritor.
    Fica o resto… e o resto é que conta, a alma com que se escreve e a alma que se dá ao romance, à narrativa, o estilo e a forma. Que resumo assim: Não gosto!
    Não gosto da forma como escreve, não gosto dos diálogos que para mim são chochos e insípidos, não aprecio e nem vejo nada nas descrições e na narrativa, acho mesmo que não consegue meter-se e menos meter-nos a nós na pele das personagens, aliás insípidas e muito forçadas, que parecem feitas a martelo para o papel que foi imaginado e a quem falta credibilidade. Percebe-se que são inventadas! Aquelas pessoas não existem ou existiram, ele não se inspirou em ninguém concretamente, é a sensação que fica.
    Além disso o estilo é na minha opinião muito pouco maduro, lendo-o parece uma redacção escolar, na forma como constrói as frases e as encadeia, a metro, sem verve, sem a tal alma, como um relatório ou peça jornalística e não um romance.
    É uma chachada, esta amante do governador… pura e simplesmente, que me vai custando a ler. Não gostei de O anjo branco, não estou a gostar deste! Prontos! Já disse!
    Peço desculpa pelas tolices que terei dito, na minha presunção de crítica. Quem sou eu? Apenas uma traça dos livros, mas que os compro, e, sei do que gosto ou não gosto. Mais não seja só pelo facto de os comprar terei direito à minha opinião.

    Saudações desiludidas cá da Cidade Morena!

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    1. Acho interessante o que diz acerca do JRS. Eu só li dois livros dele. "A Formula de Deus" e outro que até esqueci o título, e não consigo gostar da maneira que escreve. Não faz literatura, mas sim uma correria tipo peça jornalística. Falta-lhe alma e muito mais. Concordo consigo em tudo o que disse acerca deste autor de livros a metro.
      Saudações.
      Manuela.

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    2. O único livro que li do José Rodrigues dos Santos, e de que gostei, foi "A filha do capitão" e li ainda um livro de entrevistas (creio que ao José Saramago).

      Mas tenho sempre a impressão de que o JRS não escreve livros avia sempre encomendas de 500 e tal páginas...(porventura poderá até ser intuição/tique/mania ou até preconceito de leitor compulsivo)...

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  3. A dupla apresenta-se cada vez melhor, desde as aventuras do "Dog Mendonça e o Pizza Boy" ao "Vampiros". Andei muito tentado a comprar o livro na Feira de Lisboa. E tenho visto tanta gente satisfeita com a leitura dele. As Narrativas Gráficas vão ganhando espaço na Literatura e deixando de ser apenas a BD para os miúdos, como dizia um antigo chefe. Quase toda a BD que conheço é destinada a adultos.

    Aproveito o espaço para a homenagem ao grande Autor Quino, que ontem nos deixou, o argentino que nos deu a Mafalda e tantas ilustrações sobre o comportamento humano/metáforas sobre o Mundo. Grande desenhador, autor de frases pertinentes e eternas pela boca da pequena Mafalda.
    Saudações a todos.

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    1. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 05:13

      Excelente memória e evocação.
      A Mafalda fica para a história, sem dúvida... apesar de o meu favorito ser o Manelito, eheheh!
      Muito bem lembrado, Caro Henrique!
      Grande abraço para si!

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  4. Estou a começar a Torre da Barbela, de Ruben A. e já a gostar muito. No solar com torre de menagem (triangular!), situado no alto Minho, os Barbelas de todas as gerações e de todas as épocas erguem-se dos túmulos e convivem entre si... Faz-me lembrar bastante o ambiente de Lincoln no Bardo, desculpem a heresia. Grande prosador, Ruben A.! Um sustenido para a minha edição de 2005, da Assírio & Alvim, que apresenta bastantes gralhas.
    Tenciono continuar na companhia de Ruben A. com O Mundo à Minha Procura, ao que julgo saber autobiográfico e agora em boa hora reeditado.

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    1. Perdão, um sustenido não, um bemol!

      António Jorge

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    2. Sustenido, bemol??? O que é isso?

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    3. Sustenido: um meio tom acima da nota.
      Bemol: um meio tom abaixo da nota.

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    4. Também adquiri recentemente "A Torre da Barbela", cuja leitura ainda não iniciei por estar a acabar "Rabos de Lagartixa" de Juan Marsé. Sou uma apaixonada pela literatura (e língua) espanhola, mas como não resisto a ler mais do que uma obra em simultâneo, vou deitando olho às "Regras de isolamento" de Djaimilia Pereira de Almeida (por quem me perco de amores) e Humberto Brito, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (Retratos da Fundação). Boas leituras a todos! Susana Emídio

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    5. Também gosto muito de Djaimilia, dela li Luanda, Lisboa, Paraíso e ando a ler (aos bochechos) Pintado com o Pé. Talentosíssima escritora, uma das grandes perdas, ao que julgo saber, da autora deste blog.
      Juan Marsé também cá canta (na estante) mas em fila de espera.
      Humberto Brito, não conheço, o que é de lastimar.
      Boas leituras!

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  5. Resolvi ler talvez pela 1ª vez um livro sobre viagens e estou neste momento com "O vento dos outros" de Raquel Ochoa.Trata-se de uma viagem de 6 ou mais meses pela Costa Rica,Peru,Chile e Argentina.A leitura e interessante,informa,envolve-nos,em suma,agrada e vale a pena.So me admira a coragem e bravura desta jovem aparentemente frágil e o que ela faz!Fico com inveja(as vezes,outras arrepia-me),mas a idade não perdoa.Desejo--lhe mais voltas e mais descobertas e que não se esqueça de publicar.
    Bibi

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    1. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 05:19

      E faz muito bem!
      Há literatura de viagens, daqueles que passam a correr pelos sítios e depois tecem elocubrações sobre o nada que viram, ou melhor, só viram, porque nem tiveram tempo de sentir.
      A Raquel Ochoa, é daqueles escritores de viagens que vive, não se limita a ver... ela absorve e sente, os lugares e as pessoas. É preciso uma sensibilidade especial para se ser escritor de viagem, não é o mesmo que ser um repórter...
      Um primo dela, o David, é outro globe-trotter, este da pesca submarina, que percorre o Mundo atrás dos peixes e das sensações, mas nem por isso escreve, ele é um homem da imagem e faz belíssimos filmes, com a mesma sensibilidade para as pessoas e os lugares.

      Saudações viajantes cá da Cidade Morena, atreva-se a viajar assim, nos livros e verá que colhe muito prazer!

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  6. Quanto a novelas gráficas tenho por aqui duas, Sabrina de Nick Drnaso e Persépolis de Marjane Satrapi, qualquer uma delas incensada pela crítica. O que é certo é que ainda não as li, nunca me apetece... parece-me sempre que vou perder qualquer coisa, com o desenho a empobrecer a mensagem e não o contrário. E eu que em tempos idos era um razoável leitor de banda desenhada...
    De qualquer modo, já tomei nota da Balada para..., a que acrescentarei Comer/Beber da mesma dupla, para aquisição futura. Ficarão lado a lado a fazer companhia uns aos outros. Pode ser entretanto que eu mude de opinião ou me encha de coragem. Nunca se sabe.

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  7. Depois de ter lido o Nervo Ótico de María Gainza leio, agora, o Hotel Melancólico.
    Entretanto, ontem, gostei muito de um “post” do Manuel Alberto Valente onde combina Quino com "prestações de contas" e "realidades de vendas".
    Conta Alberto Valente: «Quando Quino veio a Lisboa, realizou-se uma sessão de autógrafos no local onde hoje é o The Great American Disaster, no Marquês. A certa altura, a fila quase dava a volta à praça. Alicia, sua mulher, astuta e inteligente, comentou: “Têm de começar a fazer tiragens maiores. Afinal, ele tem muitos leitores em Portugal...”»
    Chamou-me a atenção o facto dos comentários que se seguiram terem sido exclusivamente sobre a morte de Quino ou a celebração-recordação pura e simples da adorável Mafaldinha. Sobre a astúcia de Alicia, a realidade das vendas, a prestação de contas, nada constou. A ninguém interessou a mensagem corajosa de Manuel Alberto Valente sobre a ética na edição e na vida das sociedades — e na nossa em particular —, algo para além do sector; que, de um modo ou outro, mesmo com a informatização, segue eventuais caminhos ínvios. Da afirmação corajosa de MAV transparece algo que alguns de nós há muito desconfiam — os autores serem sempre a parte mais frágil desta equação chamada livro, mesmo sendo os verdadeiros motores de uma indústria que os usa para a sua própria sustentabilidade.
    Talvez por isso, retornando ao tema de ontem, muitos não aceitem placidamente esta relação assimétrica entre editoras e autores, quedando-se na edição de autor sem esforço condizente para procurar quem “os divulgue pelo prazer da leitura e abra o leque a novas propostas literárias”. Fica, no entanto, sempre a frustração de não se poderem confrontar com o melhor dos exames: o dos bons leitores!

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    1. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 05:22

      Excelente post!
      Aplaudo.
      Abraço expatriado cá da Cidade Morena!.

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  8. Pela terceira vez "A louca da casa" da Rosa Montero:

    -Faulkner dizia que um romance "é a vida secreta de um escritor, o obscuro irmão gémeo de um homem".

    -dizia Martin Amis :"O escritor é um ser que nunca chega a tornar-se adulto"

    E curiosidades sobre muitos outros escritores:

    Da tragédia do grande escritor suiço Robert Walser ("Os irmãos Tanner", "O ajudante") que passou a maior parte da sua vida internado em hospitais psiquiátricos.

    -Do grande escritor Truman Capote que escreveu um dos melhores livros de sempre ("A sangue frio) e que, a par de sempre querer ser rico e famoso, também sempre disse que quis fazer O Melhor Livro do Mundo (palavras dele)

    -de Paul Theroux e do seu magnífico livro "A Sombra de Naipul" em que fala de irmãos escritores...

    -do irmão gémeo (Bill) de Mark Twain tão parecidos que para os distinguir colocaram-lhes cordelinhos coloridos no pulso, um dia deixaram-nos sozinhos na banheira e um deles afogou-se. E, como os cordões se soltaram, nunca se soube qual dos dois tinha morrido, Bill ou Mark.

    -da fabulosa escritora Carson McCullers (não podem deixar de ler esta absolutamente fabulosa escritora que aos vinte e três anos escreveu um dos mais belos livros que li até hoje ("O Coração é um Caçador Solitário").

    E muitos outros escritores, muitas outras interessantes histórias são abordadas neste magnífico livro que ainda não me cansei de ler.

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    1. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 05:49

      É pá... muito boa síntese e avaliação que fazes, despertaste-me o apetite para retraçar esse livro!
      Abraço.

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    2. Anda Paxeco!

      Ó caro amigo este slogan que há uns anos andou aí de boca em boca tem alguma coisa a ver contigo?

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    3. António Luiz Pacheco1 de outubro de 2020 às 08:10

      Tem pois... apesar de eu não ser parente do Grande Guitarrista Mário Pacheco, a nossa Popular (hoje dir-se-ia populista? Ahahah!) Hermínia Silva celebrizou esse dito, e, desde há muito que eu levo também com ele! Eheheheh!
      Olha, isto a propósito da conversa, há muitos anos, uma amiga minha que estava a fazer uma lista de convidados para uma festa escreveu "Peixeco"... é que toda a gente sabia e me conhecia pela minha paixão pela pesca submarina, então a jovem julgou que era a minha alcunha! E na verdade, tenho uma forma de fazer peixe no forno que baptizei assim, por ser peixe e em honra ao apelido!
      Ahahah!

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  9. Sempre me pareceu curiosa a omissão nos comentários, o silêncio militante praticado pela nossa simpática e ilustre anfitriã Maria do Rosário, quando tantas vezes se torna urgente um conselho esclarecido ou uma opinião avisada acerca de inúmeros temas aqui focados. Em vez disso, quem faz, e muito bem, as honras da casa, é o Extraordinário António Luiz Pacheco, pelo que presumo a Extraordinária Anfitriã lhe delegou poderes ou lhe passou procuração. E concluo que a Extraordinária Anfitriã se revê em todas as opiniões por ele expressas. Ou não é assim?

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    1. Não, não; nem deleguei poderes no Extraordinário ALP, nem partilho das suas opiniões grande parte das vezes. Mas tenho um emprego a tempo inteiro e só venho ver os comentários duas ou três vezes por dia. E raramente respondo, a não ser que mais ninguém possa esclarecer a questão (como foi agora o caso).

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    2. O seu comentário é um insulto à inteligência de nós.

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    3. (todos). Como é óbvio, refiro-me ao comentário de António Jorge.

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    4. Um insulto, não vejo porquê. Mera constatação de um facto e curiosidade de conhecer os motivos. É óbvio que não implica menor consideração por ninguém.

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    5. Gosto pouco de gente "sonsa".

      O seu comentário procurou visar em primeiro lugar a nossa Anfitriã, que ao contrário do que escreveu, quando é necessário esclarecer algo, ela esclarece.

      E em segundo lugar o ALP, que gosta de interagir com os outros comentadores, provavelmente por se sentir em "casa" (mas sem querer ser o dono da casa).

      E espero que ele continue a "animar a malta", diariamente.

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    6. Caríssimo Luis N:
      Bom, agora é que finalmente passámos ao insulto, a que eu não vou responder.
      Para aborrecimentos já bastam os da vida real.

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  10. Depois de ter lido os policiais, "Falcó" e "Eva" (faltavam-me para completar a trilogia...), de Arturo Pérez-Reverte, que aconselho a ler - passam-se durante a Guerra Civil de Espanha - estou a ler os "Contos Completos" de Graça Pina de Morais, e estou a gostar.

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