O álcool e os escritores

Um dia destes, uma amiga francesa mandou-me um vídeo extraordinário: um francês daqueles muito boçais e com nariz vermelho dizia que tinha lido um livro que tratava dos efeitos terríveis do álcool na vida humana e, por isso, deixara de... ler, claro. Ri-me, mas a verdade é que o álcool foi tremendo não só para muitos leitores como para muitíssimos escritores. E  bastaria falar de Poe, Hemingway (Paris É Uma Festa mostra bem como qualquer centavo ganho ia para uma garrafa de vinho ordinário, mesmo quando já havia um bebé em casa), Fitzgerald, Bukowski, Steinbeck, Raymond Carver ou Faulkner (estes são «bêbados» conhecidos de todos, julgo eu), mas lembrei-me desta questão por ter lido recentemente Por cima do Vulcão, de Malcom Lowry (a transcrição da carta de 40 ou 50 páginas que o escritor enviou ao editor que recusou inicialmente a sua obra mais emblemática, Debaixo do Vulcão, e depois acabou por publicá-la), na qual um professor universitário traça, à laia de apresentação, um «retrato-montagem» de Lowry, que é o de um homem que estragou a vida à conta do álcool. Enfim, muitos autores escreveram as suas obras-primas com uma garrafa ao lado e acabaram com o fígado às postas mas muito aplaudidos. Porém, folgo em saber que outros, como Mark Twain, eram abstémios e tiveram o mesmo sucesso.

Comentários

  1. A propósito de Debaixo do Vulcão, que li há muito tempo, há um filme, salvo erro do John Huston, com o mesmo título e tirado do livro, tendo Albert Finney, recentemente falecido, no papel do ex-Cônsul . A cena de abertura é de antologia, deambulando o Cônsul no cemitério no dia da homenagem dos mexicanos aos seus mortos, que por coincidência se aproxima no calendário.

    ResponderEliminar
  2. Por regra não atendo a realizações de desportistas ou artistas, mesmo que notáveis, quando obtidas sob ação do álcool ou drogas duras. Quase deixei de ouvir jazz, contudo dou comigo a ouvir a Sinfonia Fantástica, de Berlioz ou romances de Hemingway, tendo até tomado um mojito na Bodeguita del Medio, em Havana, onde o escritor se encharcava com frequência. A minha prevaricação é mínima. Há muitos anos que aboli os álcoois destilados mas tomo um copo de vinho tinto em todas as refeições.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também fui à Bodeguita por causa do Hemingway! Grande cidade, Havana.

      Eliminar
    2. " meu Mojto na Bodeguita, meu Daiquiri na Floridita" - eu que não sou grande apreciador de Daiquiris adorei o da Floridita apesar muito mais do ambiente, " tasqueiro", da Bodeguita

      Eliminar
  3. Bem, ouvir uma sinfonia e romances... até parece de bêbedo.

    ResponderEliminar
  4. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 03:41

    Tenho a declarar, convictamente que:
    - Não tenho quaisquer tipo de pruridos quanto aos escritores (e arte em geral) alcoólicos, toxicodependentes, abstémios, pedófilos, misóginos, misândricas (? - aprendi esta ontem!), violentos, comunistas, fascistas, sexistas, homossexuais, homofóbicos, religiosos, agnósticos, anti-caça, etc. A mim importa-me a OBRA!
    E, suponho que o vício, qualquer vício dá oportunidade ao escritor, em particular, de contactar com uma determinada realidade que lhe permite transmitir esse realismo de uma forma crua, sentida, vivida ainda que como espectador, mas que lhe dá a vantagem da credibilidade, cuja falta é justamente o que não gosto em tantos autores que escrevem sobre aquilo de que ouviram falar ou leram sobre - caso do recentemente aqui analisado José Rodrigues dos Santos.
    Se tivesse esse preconceito, não poderia ver nem ouvir, ler, deliciar-me com tanta obra sublime e valerosa que libertam das leis da morte como das convenções sociais aos seus autores, pessoas viciadas, viciosas, fracas, dementes, porém geniais! Se calhar é o reverso da medalha, o carma!
    Que querem? Nós traças somos assim: voamos iludidas em volta de qualquer luz que se acenda, onde quer que seja!

    Sendo consumidor habitual de álcool e estando habituado a frequentar meios onde se bebe, não me faz confusão saber, e aceitar, que haja escritores dependentes dele. Além de que assumidamente não sou mesmo nada puritano e quando morrer pretendo ir para o Inferno que é onde estarão quase todos os meus amigos e amigas! Que iria eu fazer para o Céu, onde só estarão os virtuosos a entoar cânticos pelas nuvens? Que chatice eterna... caramba!

    Há de facto uma imensidão de artistas dependentes do álcool e drogas, e creio que está mais ou menos provado que há uma predisposição para isso, como existe uma relação. Claro que há excepções, mas estas não sendo a regra apenas a confirmam.
    Muitos artistas são pessoas perturbadas, desestabilizadas, que têm até uma visão própria e que na minha opinião não é para levar a sério, pelo que até evito ler ou ouvir os artistas a opinar sobre política e outras situações, para que não lhes reconheço grande credibilidade.
    Vão-me perdoar a franqueza de traça mal-iluminada.

    O nosso antigo trabalhador, o Manel Pázadas, dizia convictamente que o médico lhe dissera que "buer" e fumar faziam mal, então, deixou de fumar! Ao contrário de Pessoa, que continuou fumando, e, não morreu disso mas de cirrose hepática.

    Saudações etílicas, mas não etilizadas (nunca bebo antes das 17h) cá da Cidade Morena, onde se "chupa" muito, porém é a.

    "... cidade das acácias rubras, do clima ameno, das praias e mulheres morenas e bonitas, da cerveja gelada e do cheiro a maresia. Da liberdade e tranquilidade que se respira aqui onde se pode andar à vontade, as pessoas riem e festejam até os funerais, pois quem morre vai desta para melhor!
    Benguela é de tal modo sui generis que práticamente nem guerra houve! É uma terra de gente bem-disposta que vive sem pressa e cultiva o deixa-andar, o logo-se-vê. Portanto sentimo-nos bem. "


    ResponderEliminar
  5. A arte de escrever muitos analistas citam: nascem às primeiras experiências do aprendizado ou da impressão, já no mundo infantil. A inebriada experiência do espanto à trama, circunstância que se lhe dispensa ou não a iniciativa lúdica, está associada com prazer. Muitos escritores também, despertam com um trago e eu, nem o saberia avaliar se colabora ou não a torrente em uma obra ou nominar a fase mais relaxa deste vício. Se do contrário fosse posto que deixaríamos de o reconhecer onde qualquer substância em travar-lhe a esfuziante "criação" nem devotaria seu charme.

    Cláudia da Silva Tomazi

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 05:25

      Bonita e poética exposição... o seu, Vinícius, por exemplo.
      Saudações e um trago, lhe desejo cá desde o Meridiano 13 E !

      Eliminar
    2. Já que no tocante, caríssimo não entendi vossa "contradição" entre seu primeiro parágrafo e o terceiro. Há de convir que a escrita por exemplo de Camilo, lhe transborda.

      Cláudia da Silva Tomazi

      Eliminar
    3. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 06:58

      Sim! Já me o disseram e até categorizaram atribuindo-me "toques Camilianos".
      Penso que sim, ainda que inconscientemente, mas talvez porque o li bastante e me impressionaram sobretudo, as suas personagens!


      Eliminar
  6. Extraordinário Pacheco,
    Também sou muito apreciador de uísques, aguardentes velhas e gin, por exemplo. Mas aconteceu que na minha rotina de corrida,que adotei como forma de manutenção, dei comigo a preferir água, água. Mesmo nos momentos de ler o jornal ou ouvir música abandonava a disposição tradicional de beber um uísque e preferia...água. O meu organismo modificou a minha vontade.
    Não sou contra os que bebem e também produzem obras de arte (Beethoven dava-lhe a valer) mas quando soube que Ben Johnson (não o escritor) se tornara o mais rápido atleta do mundo mas afinal sob a ação de um dopante, desliguei. Quando soube que muitos instrumentistas e cantoras de jazz antecediam as suas actuações da ingestão de um produto para lhes retirar da frente um qualquer véu inibitório, tive uma reação semelhante. Considero esse ato demasiado desligado do processo criativo.
    Estamos rm sintonia sobre quase tudo, mas permita-me este desacordo sobre o dopante e o "desinibidor".

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 05:12

      Compreendo-o perfeitamente! Por exemplo, em vésperas de caçada, abstenho-me de álcool, para depois fruir na melhor condição física, da mesma.
      Mas isso é pessoal, como o seu caso. Apesar de eu considerar que é sobretudo sensatez!
      Muitas vezes, lá na Espanha, ao jantar ou petiscada, eu dizia aos meus camaradas que não fizera tantos quilómetros para ir beber copos... para isso ficava em casa! Afinal o prazer que tiramos da nossa actividade supera o que tiramos da bebida (por exemplo), e é por isso que não somos dependentes, mas sim apreciadores! Estarei certo?

      É verdade que no jazz há uma espécie de "maldição"... e muitos intérpretes foram ou são dependentes do álcool ou drogas, mas isso não me fez deixar de os ouvir com o mesmo deleite.

      Partilho isto consigo:
      - De acordo com o psicólogo Geoffrey Wills, que investigou a vida de 40 grandes mestres do género (jazz), a propensão para os distúrbios de comportamento entre estes era quatro vezes maior que a média da sociedade. A dependência de drogas, por seu lado, era oito vezes superior à média.
      Geoffrey Wills concentrou os seus estudos na chamada ‘Era de Ouro’ do jazz americano, compreendida entre 1945 e 1960, e apercebeu-se que, dos 40 músicos pesquisados, quatro tinham uma história familiar de problemas psiquiátricos.
      O uso consecutivo de drogas era outra característica comum entre os músicos, e mais de metade dos 40 investigados foi viciado em heroína ou cocaína em algum momento da sua vida. O estudo ressalta ainda que a droga utilizada pelo músicos era normalmente encontrada nos bairros pobres – em geral habitados por negros –, nas grandes cidades, o que se explica pelo facto do jazz ser uma música “revolucionária e rejeitada pelo grande público”.
      Além disso, 11 dos músicos eram dependentes de álcool e outros seis tinham sofrido algum tipo de violência. Ainda de acordo com a investigação de Wills, houve um número desproporcional de suicídios no grupo e eram comuns os relatos de distúrbios de comportamento.

      Enfim... não há bela sem senão! Diz o povo...
      Grande abraço com swing - pode ser o da música, ou o da garrafa... ahahahah!

      Eliminar
  7. Como começo a trabalhar a escrita pela madrugada durante largas horas, só bebendo muito moderadamente sangrias ou panachés, naquilo que alguns diriam de "sangrias desatadas, estraga vinhos e cevadas”, estarei para já votado à "seca" dos céus e possivelmente à da "atenção literária". Como não sou completamente santo, embora aspire à santidade, lá terei de dar uma espreitadela ao inferno, circundando o purgatório onde calculo se usem luvas e máscaras, para não fazer circular o dito cujo entre os extremos das "virtualidades e o das potencialidades humanas" — que vão para além de ébrios e pecados. Mas a escrita é toda ela feita de bacanais elocubrações e “bacais” figuras, alguns como Pessoa dizendo e ingurgitando o pecado: «Boa é a vida, mas melhor é o vinho (…) O fim do longo, inútil dia ensombra. A mesma sp'erança que não deu se escombra, Prolixa... A vida é um mendigo bêbado Que entende a mão à sua própria sombra. Dormimos o universo. A extensa massa Da confusão das cousas nos enlaça, Sonhos; e a ébria confluência humana Vazia ecoa-se de raça em raça. Ao gozo segue a dor, e o gozo a esta. Ora o vinho bebemos porque é festa, ora o vinho bebemos, porque há dor. Mas de um e de outro vinho nada resta." Em Bocage, que é um dos meus escritores de eleição não fosse ele poeta e nada dado à santidade, até o vinho parece azedar: «Uma noite o Scopezzi mui contente (Depois de borrifar a sacra espada Que traz de rubra fita pendurada Com cuspo, e vinho, que vomita quente): Conversava co'a esposa em voz tremente Sobre a grande ventura inesperada De ser a sua Plácida adorada Por um Marquês tão rico, e tão potente: A velha lhe replica: Isso é verdade; Enquanto moça for, nunca o dinheiro Faltará nesta casa em quantidade. 'Mas tu sempre és o tafulão primeiro: Pois tendo cabrão sido noutra idade, És agora o maior alcoviteiro!'" Bocage, XXVIII Soneto do Corno Interesseiro.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 05:20

      Belo texto Camarada Pedro!
      Está com a verve...
      Confesso que, gostando particularmente de escrever à noite e pela noite dentro, sinto que me dispõe e solta a criatividade, parece estimular as Poirotianas célulazinhas cinzentas, beber um pouco de uísque, sobretudo... vá lá bourbon, ou conhaque.
      Mas o chá impera, curiosamente, é a bebida que mais me apoia na escrita, seja ela criativa ou de relatórios, tanto um Earl Grey clássicamente quente ou a versão refrescante do iced tea (caseiro) consoante a temperatura ou mesmo a hora. Aqui, tenho sempre na "geleira" um garrafão de água chalada (chá verde, gengibre, casca de laranja, hortelã e o sumo da laranja) que vou consumindo.
      Abraço cá da Cidade Morena.

      Eliminar
  8. Para cumprir o ritual, almocei no Floridita, fiz o percurso a pé até à Bodeguita e tomei o mojito. Aprecio muito aquela bebida mas certamente não tanto como Hemingway.
    Adorei Havana, mas também gostei de Camagüey e do Vale de Vignales no extremo ocidental.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E Trinidad e Cienfuegos, conheceu? Maravilhoso. Também fui ao Floridita, claro.

      Eliminar
  9. Lembro-me de ler o "Pela Estrada fora" e as descrições passadas em bares com muita bebida e jazz. O escritor, Jack Kerouac, escreveu o livro numa bela maratona de café e comprimidos em papel contínuo numa máquina de escrever. Se tem escrito sóbrio, o que poderia saír daquela cabeça?
    Para alguns género como Ficção Científica, o álcool ou drogas podem contribuir para ideias mais extravagantes e completamente alucinadas, mas noutros não deverá ajudar em nada como no romance histórico.
    Se o álcool desinibe a escrita e a torna mais fluída e espontânea, pode tornar boas estórias em obras primas, mas dependerá tudo do fígado do autor. A mim o tinto dá-me sonolência e o branco algums dores de cabeça. Se calhar conta em muito a qualidade da colheita.

    Imaginamos sempre os policiais com bebida e fumo no texto, faz parte do ambiente noir desses clássicos. Seria estranho o detective a fazer uma espera à noite enquanto mastigava um pastilha de mentol ou uma salada de vegetais e fruta.

    Escritores "certinhos" e com vidas normais produzem boa literatura? Parece que é preciso sempre algo que quebre a monotonia dos dias para ter assunto para a escrita. Tchin-tchin!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 08:29

      Gostei muito de ler a sua análise!
      Fica-nos sobretudo a grande questão: teriam escrito sóbrios ou... imagino que sim, porém, os certinhos como Odette de Saint-Maurice deixariam uma obra como, "Pela estrada fora" ? Isto sem desprezar a Quinta de S. Boaventura, é claro.
      Tchin-tchin!

      Eliminar
  10. Passeei pelas ruas de Cienfuegos mas gostei particularmente de Trinidad e dos seus pavilhões de azuis claros, rosas claros e ocres suaves, que eram os palácios da nobreza espanhola. Ah, e o contraste com os alojamentos dos escravos das plantações de açúcar no Vale de S. Luís ali ao lado.

    ResponderEliminar
  11. José Cardoso Pires era um escritor muito talentoso mas que trabalhava os seus textos até estarem como queria, livres do excesso e do desnecessário. Dizem que frequentava bares onde não se coibia de beber. Mas também dizem que quando mergulhava a fundo na criação fechava-se num apartamento da Caparica com o mar em fundo até terminar. Será que podemos efabular: inspiração no bar, transpiração em casa?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco27 de outubro de 2020 às 08:32

      Interessantíssima questão essa que nos trás, e, provávelmente tira a conclusão certa!
      Também não creio que um escritor alcoólico ou toxidependente num grau elevado, sempre "do lado de lá" , consiga mesmo escrever, completar um Grande Romance ou obra.

      Eliminar
    2. Concordo!
      Uma bebida para os diálogos e inspiração. Sóbrio para a estrutura e revisão do livro.

      No desenho um copo de tinto ajuda a soltar a mão e o traço. Há muitos que vão treinar desenho de modelo vivo nos conhecidos "Drink & Draw". Ajuda ao traço, ao convívio e à desinibição. O que seria uma tertúlia de escrita com um copo na mão?

      Eliminar
  12. Extraordinário Pacheco,
    independentemente do posicionamento "espontâneo" de cada um, o conhecimento em matéria tão importante é decisivo. O meu é escasso por isso lhe agradeço a transcrição dos dados do estudo que invocou. Um abraço.

    ResponderEliminar
  13. Olhem, caríssimos, bebam à vossa vontade mas mantenham-se sóbrios para ler toda a vasta Literatura que temos à nossa disposição!
    À vossa! Mas com água ou Sumol de ananás 🤣

    ResponderEliminar
  14. Penso que de trata sobretudo de uma questão psicológica. Há quem sinta que só consegue escrever debaixo do efeito de álcool ou de outros excitantes.

    Embora não utilize álcool ou drogas para escrever, sei de casos de escritores que precisam de se sentir, no mínimo, um centimetro acima do chão... Preciso da ajuda de "visões" e de "uma terceira mão" (dizem eles...). :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Adorei a " terceira mão "🤣
      Olhem, eu não quero saber se ele era um bêbado ou se só bebia água. Só sei que Hemingway é, na minha modesta opinião, um génio!
      Nunca fui a Cuba nem a outra qualquer ilha das Caraíbas (só lá irei, por motivo de força maior, porque são paisagens que não aprecio) mas percebo que, para viver nesses sítios só mesmo estando um pouco toldado.....
      Já agora gostava de confessar que não acho graça nenhuma a "Debaixo do Vulcão ". Mas sou eu, o que se há-de fazer?!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório