Gramática

Quem gosta da língua portuguesa, raramente resiste a comprar tudo o que tem que ver com ela. E foi, aliás, por isso que corri pelo meu exemplar de Pontuação em Português: Guia Prático para Escrever Melhor, de Marco Neves, professor universitário e grande divulgador, com várias obras publicadas e um blogue muito curioso e pedagógico chamado Certas Palavras. Não que eu não saiba pontuar (alguma coisa aprendi nestes trinta anos de leituras e edição); mas este instrumento simples e claro ajuda a explicar a potenciais autores aquilo que estão a fazer mal em termos de pontuação, embora fique com pena de que o autor não tenha guardado umas páginas para explicar como se usa a pontuação dentro e fora de aspas, pois esta é talvez a coisa em que os  autores, mesmo experimentados, mais dificuldades têm. Ainda assim, o guia é muito útil para quem tem dúvidas se deve ou não pôr vírgula em determinado lugar da frase, bem como uma boa lição para as raparigas que enchem os seus textos de reticências e pontos de exclamação desnecessariamente. E, ainda por cima, é baratíssimo!

Comentários

  1. António Luiz Pacheco8 de outubro de 2020 às 03:29

    Um livro só sobre pontuação, excepto para o Saramago, parece ser não só útilíssimo como do maior interesse!
    A pontuação é algo que me "parte a cabeça", pois dela depende mais do que a qualidade do texto, o seu sentido, permitir uma leitura fluida e clara transmitindo claramente a idéia!
    Não será assim? E, quantos de nós o conseguem?

    Saudações pontuadas, cá da Cidade Morena, sem reticências.
    É preciso é saúde!

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    1. Este livro do Marco Neves parece-me muito interessante e não só para quem escreve mas também para quem lê.

      Ó Paxeco criou-se uma imagem (falsa) da pontuação do Saramago.
      E criou-se apenas com um intuito maldoso e de "mandar abaixo" porque de todos os livros que já li do Saramago a pontuação está lá e correcta, obviamente. Mas os seus inimigos são muitos, e se lhe puderem ser "bons" não perdoam.

      A (não) pontuação do Saramago é (maldosamente) uma falsa questão.

      Eu tenho um amigo que dizia que não lia Saramago porque os livros dele não tinham pontuação -e dizia isto srm nunca ter lido um livro do Saramago-. Agora já lê (e adora).

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    2. "as raparigas que enchem os seus textos de reticências e pontos de exclamação desnecessariamente" - pensei logo em si, sr. Pacheco.

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    3. António Luiz Pacheco8 de outubro de 2020 às 11:09

      Não havia necessidade...

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  2. O Nobel foi atribuído a Louise Glück!??! Não conhecia e por cá parece não haver nada traduzido!... Que pena!!!...

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    1. Também não conheço!
      Fiquei com pena de não ter sido a Margaret Atwood....

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  3. Louise Gluck
    OK (afinal mais uma confirmação do quão ignorante eu sou, mas é que sou mesmo porque este nome -Gluck- pensava eu que era um produto de limpeza de azulejos).

    Espero que o próximo (2021), seja o Jorge Palma (tem uma obra tão vasta como o Bob Dylan e não sei se inferior à Glucklkll) e não me venham dizer os suecos que nunca ouviram falar...

    Isto do politicamente correcto é uma praga como andam por aí outras pragas.

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    1. António Luiz Pacheco8 de outubro de 2020 às 11:22

      Olha, somos dois! (ponto de exclamação justificado, suponho... tal como estas reticências.)
      Eheheh!
      Fui ver quem é a laureada, e, de facto é uma pessoa já premiada ao mais alto nível - só não entendo muito bem o Pullitzer que eu tinha por um prémio jornalístico. Talvez me tenha faltado alguma informação.
      Quanto ao nosso amigo Jorge Palma, olha: Ai Portugal, Portugal... é o que te digo! Bolas, lá fui eu outra vez às reticências e ao ponto de exclamção, perdoem-me.

      Resta-me dizer que tal como não bebo vinho porque recebeu um prémio qualquer, também não leio os laureadíssimos a não ser que me caiam no goto. Tem sido o caso, últimamente no que tange aos laureados. (Usar o termo "tange", é para me redimir dos pontos de exclamação e das reticências, presumindo que foi correcto o uso das aspas e dos parêntesis).

      Saudações pontuadas cá da Cidade Morena!

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  4. A poesia não é a minha prioridade e desta senhora multipremiada no seu país não há nada traduzido em português, a não ser um poema que consta de uma antologia organizada pelo Hermínio Monteiro. Aliás, não li nada dos últimos prémios nóbeis, a não ser um romance do Kazuo Ishiguru que não consegui acabar e doei a uma biblioteca!

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  5. Em primeiro lugar quanto a pontuação,acho logico e desejável que se saiba usa-la bem.No entanto,tenho verificado que já de há uns tempos para ca,parece que não há grandes regras e aparecem múltiplos autores que não pontuam da forma "clássica". Talvez o primeiro tenha sido Saramago,que se tornou original e apesar dessa extravagancia conseguiu sempre e muito bem transmitir o que queria e ate veio a ser premio nobel.
    Quanto ao dito premio,devo dizer que me tem desiludido muito.Ja não corro para as noticias para saber quem foi laureado,nem vou a procura da respetiva obra so porque ganhou.
    Este ano vai ser igual.A poesia não faz parte das minhas preferências e se não existe em Portugal,tant pis.
    Bibi

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  6. Gluck só conhecia Christoph, mas era compositor e não do séc XXI pois viveu no séc XVIII. Que ignorância a minha, ainda por cima poética.

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