Fome e fartura
Costuma dizer-se que não há fome que não dê em fartura... e é o caso. Depois de meses de publicação de livros que não puderam ser lançados ao vivo por razões óbvias (e antes que a situação piore e nos voltem a confinar), as editoras Abysmo e Nova Mymosa fizeram, na segunda-feira dia 5, dia de comemorar a República, no espaço lisboeta do Espelho d'Água, uma maratona de doze lançamentos conjuntos, com apresentações e leituras ao longo de quatro horas e transmissão online para quem, apesar de tudo, continua com medo de sair. Os livros são pequenos, evidentemente, alguns de pouco mais de vinte páginas, e alternam entre poesia e prosa. Entre eles, contam-se os de autores como Márcia Balsas, Mónica Camacho, Andreia Azevedo Moreira, Pedro Loureiro, Isabel Olivença, Luís Carmelo, José Mário Silva, João Paulo Cotrim, Vasco Gato e Paulo José Miranda, este último o primeiríssimo vencedor do Prémio Literário José Saramago com a novela Natureza Morta. Muito que ler!
Bom... apresentações de empreitada, ou, por atacado! Ahahah!
ResponderEliminarA literatura não pára... ainda bem.
Eu, tenho para mim que se parássemos todos para pensar um pouco, deixando as opções de escolha de edição não aos "marqueteiros" e aos teóricos da gestão, se fossem lançados menos livros de "famosos" que eu nem acredito que vendam, os quais além de ocuparem espaço e terem custos, provávelmente sem retorno, só perturbam e impedem o trabalho dos profissionais da edição, quiçá ainda estrangulam a indústria do livro e impedem novos e verdadeiros autores, bons, dos que se leriam mas não têm nome nem cara, pois se assim fora, talvez houvesse menos livros a ocuparem espaço, talvez a rentabilidade subisse, talvez as pessoas lessem mais. Talvez... mas quem sou eu?
Saudações cá da Cidade Morena, votos de uma semana Extraordinária, e, é preciso é saúde! Haja leitura!