Entrevistas
Parece que as pessoas não são muito sensíveis a livros de entrevistas (que, ao que sei, se vendem muito pouco), embora eu goste muito da entrevistas publicadas na Paris Review. Por outro lado, diz quem sabe que uma entrevista num jornal feita a um escritor é muitíssimo mais lida do que uma crítica a um livro desse mesmo autor; e estou em crer que na rádio, com esse privilégio que é ouvir as vozes de entrevistador e entrevistado, a entrevista é um género com muita audiência (eu, por exemplo, gosto muito das entrevistas a membros da mesma família feitas por Teresa Dias Mendes no programa ADN da TSF). Quem tem um programa de entrevistas a figuras públicas em que a cidade de Lisboa é centro das atenções é o jornalista João Morales. Chama-se Lisboa Continua, e esta última emissão é com o escritor e argumentista Filipe Homem Fonseca, que lançou nas Correntes d'Escritas o seu mais recente romance, A Imortal da Graça, que, se não me engano, é semifinalista do Prémio Oceanos. Se acederem à gravação pelo link seguinte, poderão também subscrever o canal de João Morales gratuitamente e ouvir as restantes entrevistas.
https://www.youtube.com/watch?v=PEldsNHTwAw&t=1483s
Não assisto muito a entrevistas, na TV ou rádio... não por desinteresse mas porque me é difícl no meu dia-a-dia que sempre foi nada rotineiro, cheio de imprevistos, deslocações e muitas movimentações, reuniões e outras situações dentro desta cacofonia!
ResponderEliminarMesmo nas horas de lazer, pouco tempo dedico à TV, e rádio é mesmo para ouvir música.
Sou dos que lêem entrevistas com escritores, isso sim, quando as apanho, o que também nem sempre acontece...
A minha maior e melhor fonte de informação dos últimos anos, é este Extraordinário blog!
E, sigo sendo informado!
Obrigado à Nossa Extraordinária Anfitriã e ao seu esforço diário para manter acesa a luz deste espaço em volta do qual esvoaçam traças dos livros como eu, muitas borboletas que o decoram e tornam tão agradável, e até alguma coruja que bebe o azeite mas não apaga a lamparina!
A todos os meus votos de uma Extraordinária semana, com leituras e disposição!
Cá desde a Cidade Morena, este vosso servidor, atento e distinguido:
A Traça!
Eu sempre gostei muito de ler entrevistas (e de fazer, devo ter feito perto de quatrocentas entrevistas...), mesmo que algumas por vezes sejam "ficcionadas".
ResponderEliminarÉ uma das melhores formas de conhecermos um pouco melhor as pessoas que admiramos e percebermos alguns "porquês" (inclusive dos livros, quando são entrevistas literárias...).
Compreendo-o perfeitamente!!!!
EliminarInvejo as entrevistas que fez e fará... mesmo as ficcionadas! Eheheh!
Grande abraço, virtual!
Olá, António.
EliminarEmbora também já tenha escrito algumas entrevistas ficcionadas (a última foi publicada em livro, durante o centenário do escritor almadense, Romeu Correia - "dei-lhe vida" e coloquei-o a falar do seu centenário...), eu estava a falar das dos outros.
E quando dizia "ficcionadas", queria referir-me a algo que por vezes acontece, em que as pessoas fogem de falar delas próprias, tentando esconder o seu verdadeiro "eu", ao ponto de quase criarem outra personagem, ou então dizem apenas o que lhes convém para vender o seu produto (livro, filme ou disco). :)
Então eu devo ser uma anormalzinha (já desconfiava, aliás ) porque adoro livros de entrevistas... e tenho muitos: todos os da Paris Review (3), do Carlos Vaz Marques (2), da Maria João Seixas, da Paula Moura Pinheiro, da Inês Pedrosa, só para dar alguns exemplos.
ResponderEliminarDepois há as largas dezenas de entrevistas da Lire, da Magazine Littéraire, da nossa LER, do JL e onde calha...
Boa semana!
🌾🍁🍂
Maria
Já agora, os votos de um Feliz Aniversário... a quem faz hoje anos, mas eu não digo quem é, porque não quero ser indiscreto!
ResponderEliminarEheheh!