Se não viu, que visse
Não sei se sabem, mas foi sobretudo desde que apareceu na saga de Harry Potter uma bela escadaria vermelha que a Livraria Lello se tornou internacionalmente famosa. A autora, J. K. Rowling, tinha-se casado com um português e vivido alguns anos no Porto, pelo que todos pensaram que conhecia bem a livraria em causa e a tinha usado nas suas histórias. Fosse assim ou não, o que é certo é que, com o sucesso da série, a Lello passou a ser visitada por turistas de todo o mundo que queriam ver de perto a escadaria vermelha que o jovem feiticeiro subira nas suas aventuras. E ainda bem, porque assim, de caminho, viram uma das mais belas livrarias do mundo, se não a mais bela, e compraram livros (o que é sempre bom). No entanto, numa entrevista recente, a senhora Rowling disse que não conhecia a Livraria Lello: nunca lá tinha entrado nem sabia da sua existência quando vivia na Invicta, ou seja, não tinha sido a livraria a inspirar as suas aventuras. Um bocado feio, diria eu, e triste (porque se viveu no Porto e nunca deu pelo edifício devia ser cegueta ou muito desinteressada). Mais valia ter ficado calada, porque a livraria respondeu-lhe com estalada de luva branca na sua página de Facebook, reproduzida, de resto, como anúncio em muitos jornais do último fim-de-semana. Veja aqui, porque merece atenção. Não sei quem foi que a escreveu, mas vê-se que é de alguém culto e com espírito.
https://www.facebook.com/LivrariaLello/posts/1658565817640084?__tn__=K-R
Não recomendo Harry Potter, mas apenas porque nunca li (espero que mo perdoem), mas, para crescidos, se gostam de séries, têm O Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, uma teatralogia que foi reunida pela Dom Quixote num único volume (a minha edição era da Ulisseia).
Li o anúncio da LELLO nos jornais Expresso e Público. Resposta literária fora do comum. Nunca li nada da senhora, não é o meu género literário preferido, só vi um filme da saga e chegou. Já não sou teennager.
ResponderEliminarEu também nunca li nada desta autora.
EliminarSobre este assunto, apetece recordar a crónica de Bruno Nogueira (de 22/05), na TSF:
https://d2al3n45gr0h51.cloudfront.net/ngx-audio/2020/05/tu_20200522040819/mp3/tu_20200522040819.mp3
Eu gosto da J.K. e gosto do Dom Quixote. Nunca li o Lawrence. Parece que nos ensina a elevada improbabilidade de perseguirmos até à destruição final aquilo que já tivemos. No fundo há quem se identifique com monstros e até simpatize com eles. Eu apenas pretendo expo-los mundialmente nos próximos meses. Depois a convicta Rosário verá. E, já agora, ficar tão rica como a JK Rowling. Viva a vida inglesa!!!! Não a assassinem, por favor.
ResponderEliminarViva a língua inglesa, claro.
EliminarQue me desculpe a Maria do Rosário mas sinto-me reconfortado. É que também eu não li nem vi o Harry Potter. O Quarteto sim e gostei muito.
ResponderEliminarLi Harry Potter na adolêscencia, mesmo quando saiu e gostei: segue a formúla dos colégios internos de Enid Blyton de quem li tudo (As Gémeas ; O colégio das 4 torres, Os cinco, etc) e por isso agradou-me por isso, e também pelo talento na construção das personagens que é muito razoável.
ResponderEliminarAdoro o quarteto de Alexandria, tinha os livros, que emprestei há uns anos, e que espero que voltem.....
Não li a "saga" do Harry Potter, por não ser do "meu tempo", mas vi os filmes.
ResponderEliminarLi o "Carrossel Siciliano" de Durrell (há mais de vinte anos...). Não sei por que não o voltei a ler. Provavelmente nunca mais me veio parar à mão nenhum livro dele...
Ela deve ter dito isso num dia em que estava irritada com a vida e com os livros, pois a publicidade da Lello, é boa para as duas partes. :)
Vou começar pela segunda parte do post - "O Quarteto de Alexandria". Já li o quarteto, naturalmente por serem quatro, terem sido escritos pelo Durrell e fazerem-me lembrar uma partida de sueca. Só não vi o filme baseado no primeiro dos quartetos, "Justine", realizado por George Cukor.
ResponderEliminarAo contrário dos Harry's e dos Potter's, o "Quarteto de Alexandria" merece ser lido, embora não empolgue logo à primeira.
Falando de Rowling, não me lembro de ter lido uma linha da saga que ela escreveu, se bem que tenha admirado a escritora pela razão de ter sido rejeitada por uma dúzia de editoras, antes de passar o primeiro livro ao prelo.
O tema bruxas e fantástico, magias e outras bruxarias, se bem que tentador (e só aí) na lendária tradução lusa, não me seduz em ambiente anglo-saxónico, pelo que não conto ler essas "estórias".
Achei estranho a senhora Rowling, que é suposto gostar de livros e de livrarias, ter vivido e ensinado línguas no Porto, afirmar não conhecer a Livraria Lello. Se trivesse vivido em Toma e descrevesse a Fontana di Trevi, provavelmente teria dito nunca a ter visto mais cheia ou mais gorda. Mais estranho acho é ter lido, por ela o ter dito, que não conhecia a livraria e que esta nunca lhe foi apresentada. No entanto, sugere quem leu o seu escrito, ter havido descrição da famosa escadaria, o que me leva a conjecturar duas de três coisas: a primeira, que a escritora viu a livraria e inspirou-se na escadaria e não quer que percebam que a coisa não saiu da sua imaginação; a segunda, que não viu a livraria e leu sobre ela numa revista ou noutra obra qualquer, possivelmente até através de uma fotografia. A terceira conjectura, que não o é, tem a ver com a fama - essa filha da Fortuna - que me parece desenvolver uma estranha amnésia nas pessoas. Sendo assim, prefiro não ter a fama e manter a memória, perdida a esperança de conseguir a primeira, mas ciente de que quem se contenta com a esperança, morre de fome.
Mais uma gralha minha, obtuso que só a digitar. Escrevi Toma em vez de Roma, talvez porque estivesse a pensar no "Zé do Povinho" do Bordalo Pinheiro.
EliminarBem ou mau, factos est... "and rolling up stars". Em o "Diabo veste Prada" a personagem de Maryl Streep (editora) antemão, consegue o livro da saga, mesmo antes de ser lançado e parabéns está o escritório de marketing e companhia da autora J.R. que massivamente faz com "gana" tal descrição comercial.
ResponderEliminarEmbora exposto em muitas livrarias brasileiras, inclusive com requinte de estande próprio; pouco me tem atenção, mas reconheço a força e lha exerce em rastro juvenil. Diambular o quanto de história lúdica se lhe faz conhecer em terra(s) que o habitam de aventuras HP, literalmente onde talvez o seja tardio, críticas.
Cláudia da Silva Tomazi
Porque é que quem escreve Masterpieces irrita tanta gente? Não podemos ser todos medíocres como os Fernandos ou os Pedros Nunos...
ResponderEliminarVejamos, vejamos:
ResponderEliminar.1º - Desconfio que o que mais irrita muita gente é o sucesso do Harry Potter, e da sua criadora por conseguinte, e mais, se nos lembrarmos que foi um falhanço estrondoso de várias editoras (bem-feita!) que a recusaram, até haver quem percebeu o que tinha em mãos, talvez porque visse com olhos de ver e não apenas passasse displicentemente os dedos pelas páginas.
Como tenho uma tendência para estar do lado dos mais fracos, o meu "toma" (Bordalo-Pinheiresco) vai para as Editoras!
.2º - Não li nenhum dos livros de H.Potter, não senhores! Porque nunca calhou, mas fui obrigado a ver os filmes, vezes incontáveis em tardes de Natais ou Páscoas e datas afins. Os filmes deixam perceber que a obra TEM de ser mesmo muito boa!
Já agora, também não li "O quarteto de Alexandria", igualmente porque nunca calhou e nem ouvira falar nele até hoje!
Mas fiquei com curiosidade em ler. O meu filho tem o Harry Potter todo, o quarteto, terei de o procurar e logo se verá... mas aviso já que tenho muitas e mais altas prioridades para ler, pelo que esta minha lacuna livresca arrisca-se a persistir! Em compensação já li livros que mais ninguém leu, portanto fica a coisa equilibrada...
.3º - Não me espanta nem admira que uma inglesa, "bifa",professora de línguas, intelectual, literata e certamente uma snob do mais alto grau, tenha vivido na Invicta e desprezado absolutamente todo o entorno, a começar pelas livrarias! Quem poderia imaginar tal estabelecimento num país destes - How!
4º - Como diz o Fernando Costa, também pode ter acontecido aquilo que muito portuguêsmente se diz: picar-lhe a cevada na barriga! E não querer assumir que se inspirou numa livraria de uma cidade de terceiro Mundo, povoado pelos pretos da Europa, que ainda por cima há gerações chateiam a boa e velha Inglaterra, a ponto de nos livros de autores ingleses, práticamente não haver nem navegações nem descobertas, anteriores a Sir Walter Raleigh ou a Sir Francis Drake, e nem entre estes e o Almirante Cook! Tudo o mais não existiu!
Na verdade aprecio os fatos ingleses, os casacos Barbour, as espingardas Purdey e as carabinas Holland & Holland, mas prefiro os bracos aos pointers e os cavalos lusitanos! O maior contributo da Inglaterra para a civilização, foi sem dúvida o gin & tonic! Digo eu.
Prontos tá bem... o Shakespeare e o Newton, o Coleridge... mas esses são património do pensamento da humanidade, não são exclusivamente ingleses ou nunca teriam produzido nada a pensar nos outros! Tunga!
Ainda por cima enforcaram-me um tio-trisavô! Portanto assumo que não gramo ingleses!
5º- Fora do tema (cascar nos bifes que nem a minha Mariana ali com o martelo) mas a propósito, não é a primeira vez que verifico que há autores (e até escritores...) que parece não gostarem de assumir que se inspiraram ou foram levados na sua criação por algo ou alguém em particular, como se isso fizesse perigar ou deslustrasse a sua genialidade criadora. Quando me parece que, pelo contrário, sendo o escritor um espectador (espetador sou eu, de peixes, entenda-se...) da vida e do que o rodeia, só lhe fica bem ir buscar ao que o rodeia a matéria prima que depois transforma em literatura.
Por acaso o escultor não precisa da pedra e o pintor da tela e da tinta? O criador tem sempre que ter um "barro" para moldar segundo a sua imaginação e arte. Isso diminui-o em algo? Não me parece... e quem sabe se não fica este tema para nossa conversa?
Pela minha parte, não hesitei em anexar ao meu único livro - enfim... creio que podemos chamar assim um conjunto de folhas impressas, ordenadas, numeradas e com capa.... - uma extensa lista das obras e autores que consultei ou me influenciaram e inspiraram. Até para prevenir ser acusado de plagiar ou usar indevidamente alguma passagem ou informação! O seu a seu dono, como na bibliografia dos trabalhos académicos!
Ok! (expressão que já não se pode considerar inglesa), fiquem bem, são os meus votos cá da Cidade Morena!
António Luíz: não se esqueça que a JK Rowling sofreu muitíssimo em Portugal com um marido misógino e que o machismo continua a ser a grande falha colectiva do país. Ainda há duas semanas mais uma jovem foi morta por um narcisista psicopata que alegava, mentindo, ser seu namorado. Enfim: a JK não tem boas memórias do nosso país e não é à toa que a personagem aqui inspirada tenha sido o Salazar. Isto dito: não sejam optimistas e não esperem perdões na véspera dos lançamentos porque será demasiado tarde . Eu percebo que a JK não perdoe.
EliminarCaro Anónimo - que me palpita ser a Cristina Torrão?
EliminarNão posso esquecer o que ignorava... como seja o caso do mau casamento feito pela autora. Com um português? Ou um inglês? Consta igualmente que são muito machistas.
Aliás o problema não é deste ou daquele país, é global, e, tão-pouco é exclusivo do citado machismo, porque há casos de feminismo igualmente condenáveis, como aquele casal de lésbicas, no Brasil, que torturava o filho (rapaz) de uma delas e acabou por o matar, só por ser homem, cortando-lhe inclusive o sexo. Depois cortaram-no aos bocados, queimaram partes e deitaram outras no lixo.
Não podemos ver o problema só de um lado... ou acha normal andarem duas tontas espanholas, a separar nas capoeiras, as galinhas dos galos, porque estes alegadamente as violam?
A inspiração em Salazar... também não sabia e nem imaginava que ela tivesse vivido em Portugal durante o Estado Novo.
Pela minha parte, estamos conversados pois não desejo mal à autora, mas continuo a não "gramar" ingleses. Apesar de ter alguns bons amigos que o são, mas é como tudo: - faz o que eu digo, não faças o que eu faço.
Saudações cá da Cidade Morena!
Olá: não sou a Cristina e prefiro não me identificar. Estou no período de anonimato total que precede a exposição excessiva. A JK foi casada com um português e teve de fugir-lhe. Era um stalker. E embora tenha vivido em Portugal depois da revolução, inspirou-se no Salazar para uma das suas personagens. Quanto ao resto estamos falados: a exposição pública ocorrerá, nomeadamente atinente à divulgação de uma clara mentira por parte de pessoas com elevadas responsabilidade. Se a JK nega ter estado na livraria é porque não esteve. Ponto.
EliminarIsto é que vai aqui uma açorda, ó Pacheco?!
EliminarSe ela se inspirou em Salazar, deve ter sido por ter visto a fotografia dele ou pelo que leu, tal como com a Lello. Se ele morreu quando a Joanne Rowling tinha 4 aninhos de vida, será que foi ela a dizer isso ou imputam a ela a inspiração em Salazar? Se é assim, conforme inspira as visitas à Lello, lá terão os turistas de viajarem até Santa Comba Dão!
Não, não tenho "ciúmes" da J.K. Rowling. Só afirmei que não li e não pretendo ler esse género de literatura. Se vende, é porque há quem goste, não tenho nada a ver com isso. Nem ela me faz sombra, nem eu lhe faço sombra, pelo que temos ambos o Sol por nossa conta, se bem que a praia dela é mais agradável que a minha.
Segundo já li, foi por indicação dos editores que escolheu duas iniciais antes do apelido, uma vez que não era conhecida no meio literário, mormente o mais jovem, e temessem que os livros ficassem no armazém. Uma coisa é certa: a personagem Hermione foi feita à sua medida por a conhecer bem (e não por ouvir dizer) pois, segundo a autora, inspirou-se nela própria quando tinha essa idade.
De resto, querida Joanne, muitos sucessos com a obra e que me perdoe por não a ler; não por ciúme, mas porque, tal como na comida, tenho gostos e apetites.
E ao Pacheco desejo-lhe que encontre um dia, pelos oceanos, o Mero com quem Cousteau se encontrava. Eu só posso fazer uma ideia do Mero, um peixe serranídeo de lábios grossos, através de imagem de terceiros, tal como a Joanne terá visto a escadaria da Lello.
Peço desculpa pela confusão de nomes!
EliminarNão sabia desse triste pormenor do casamento com um português... mas com um inglês podia ter-lhe acontecido o mesmo.
Seja como seja, é condenável e lamento, não me revendo óbviamente nesse comportamento, por muito espetador que eu seja, e tendo embora apanhado muita chinelada da minha falecida mãe, cuja ameaça maior era "racho-te o rabo em quatro!" (porque em dois já está naturalmente).
Um "stalker" é um guia de caça, na alegre Inglaterra.
Cumprimentos e boa-ventura para essa sua empreitada, que aliás adivinho o que seja, porque eu não preciso que me assobiem para beber água, e como sou atento... cá aguardo prazeirosamente!
Renovando os meus votos e saudações desde a Cidade Morena, este seu amigo atento e distinguido!
Ora, uma açorda de mero... pode muito bem ser!!!!
EliminarEheheh!
Note que a minha alfinetada sobre a comichão que o sucesso da citada autora parece produzir, não era concretamente para ninguém, mas sim para os Editores em geral, remetendo-o para a conversa de outro dia sobre o livro do João Tordo e seus conselhos a novos escritores. Portanto considere-se excluído!
Por cá abundam os meros, porém o do Cousteau não terá descido até aqui. É um peixe que gosto muito de caçar, e gosto muitíssimo de comer, em sopas, massadas, arroz, filetes e claro está: cozido! Também assado no forno fica bem, e, na versão salgado/seco faz um calúlú que envergonha o bacalhau! Excelente peixe!!!!
Grande abraço peixeiro!
É claro que a alfinetada - que nem o era para ninguém - não era para mim.
EliminarTem sido uma alegre discussão a propósito de um tema actual. Haverá quem entre nela sem compromisso, mas sinto a "presença" de que também poderá existir quem se possa melindrar por a opinião dos outros não ser coincidente com a sua. Desde que eu não ofenda ninguém, suponho ter o direito de me expressar por escrito: foi para isso que aprendi a ler e a escrever.
Às vezes faço-o nas entrelinhas, utilizo metáforas, adágios e outros artifícios da linguagem escrita, mas este é um espaço onde cada um exprime os seus gostos literários, que eu respeito.
Também fiquei feliz por a Joanne ganhar notoriedade após muitas recusas de editores, talvez até a maioria deles tenha lido o que lhe foi remetido, como original,depois de impresso pela concorrente. No entanto, esse facto não me faz ser um dos seus leitores, o que quer dizer que, como não li nenhuma das suas obras, não sou nem nunca poderei ser um seu crítico.
Grande abraço desde o Planalto, onde a única editora aqui à volta é a minha, em causa própria e onde publiquei um estudo sobre crendices e superstições (à portuguesa).
Já que o meu nome foi aqui mencionado, cá estou para confirmar que não fui a autora dos outros comentários. Mas, já agora, e tenha paciência, caro Pacheco, não acho que, ao tempo, a JK Rowling fosse uma intelectual arrogante. Vi, há alguns anos, um documentário sobre ela aqui na Alemanha. Quando ela se separou do marido português e regressou à sua terra, estava desempregada e vivia de ajuda social. Via-se aflita para sustentar a filha. Por outro lado, tinha tempo de sobra e foi quando começou a escrever. Depois de muitas recusas (como aqui já foi dito), houve uma pequena editora que decidiu apostar nela. Segundo as palavras do próprio editor, nesse documentário, foi decidido imprimir uma tiragem de apenas 500 exemplares (em Portugal, já seria muito, mas, no Reino Unido, é poucochinho), por duas razões. Em primeiro lugar, tratava-se de uma editora pequena, sem muitas posses; em segundo lugar, o editor, embora tenha gostado do livro, confessou não ter acreditado que fosse um sucesso. Depois de firmarem o contrato, ele dirigiu-se à JK Rowling mais ou menos nestes termos: "a senhora disse que estava desempregada"; "é verdade", respondeu ela, ao que ele retorquiu: "pois continue a procurar emprego! Se pensa que pode viver de livros infantis, está muito enganada".
EliminarEnfim, sabemos que tanto ela, como o tal editor, enriqueceram. O editor mentiu no documentário? É claro que não faço ideia. A JK Rowling tornou-se arrogante com o sucesso? Também não sei, não a conheço suficientemente.
Quanto à Lello... É uma história que se conta muito em Portugal, mas, na Alemanha, nunca ouvi falar. E também nunca ouvi dizer que os alemães quisessem ir à Lello por causa do Harry Potter.
O João tem um apego à língua portuguesa e à pátria que eu não tenho. Só gosto de amores correspondidos. Deviam agradecer-lhe antes de ser tarde demais. Mas este país só releva o irrelevante.
ResponderEliminarO que sinceramente me admira é que a J.K. Rowling, uma pessoa que viveu no Porto (não sei quanto tempo), sendo escritora, parece-me que nunca terá escrito nada sobre a Invicta (até pode ter escrito mas eu nunca ouvi nem li nada de nada sobre este facto e já era tempo de o ter feito) e desde já digo que é quase impossível a alguém, ainda por cima escritora, que viveu naquela cidade não ter uma única palavra sobre esta maravilhosa terra e principalmente sobre as suas gentes que deverão ser das pessoas que melhor recebem os que vêem de fora (falo por experiência própria eu que sou de Lisboa, fui ali principescamente tratado enquanto lá trabalhei temporariamente).
ResponderEliminarPortanto, na minha perspectiva, sendo escritora, teria quase a obrigação de se pronunciar sobre a cidade e os portuenses (porque tenho quase a certeza que foi bem recebida) e parece que até agora nem uma palavra.
Nunca li O Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, porque sempre tive a sensação (um feeling) que estava ali uma grande estucha (até posso estar equivocado).
Já eu achei a resposta da Lello totalmente medíocre, desconexa e infantil. Aproveitam-se anos a fio de um rumor, agora confirmado como totalmente falso e, virgens ofendidas, vêm atrasados com pedantismos e citações do arco-da-velha. A Lello tem pouco de cultura, e muito negócio. Durante muito tempo foi quase uma sucursal da marca Harry Potter. O resto é letra.
ResponderEliminarConcordo.
EliminarFui ver a resposta da Lello. Não sei porque se deram ao trabalho. O que tem uma escritora (que, à altura, não o era) dizer que nunca visitou a Lello, apesar de ter vivido no Porto (mesmo que seja mentira)? O mais engraçado é que os comentários vão no sentido de que a Lello não precisa de uma escritora estrangeira para ter notoriedade. É verdade. Mas então, porque dão tanta importância ao assunto?
ResponderEliminar<> -
Eliminar«once upon a time a young future writer lived in a city where she missed that there was a bookstore where millions of future readers would buy her books» -
Bom, tenho a dizer que concordo com a sua análise!
EliminarAhahah! E mais esta hein?
Estaremos a ficar velhos, Cristina? Eheheh!
Não gramo ingleses, é certo, porém regalo-me com o sucesso desta!
Ah! Não tenho nada contra a Lello, hein! Pelo contrário!
EliminarAtenção, e, nada de confundir as coisas. Que fique claro.
Como estes posts andam um bocadinho confusos, é melhor esclarecer, claro que tendo começado entretanto a época do cacibo, eu possa estar um bocadinho "cacimbado" dos... miolos! Mas desculparão, ele é o cacimbo, ele é o Covid, ele é o black live matters - mas haviam de vir cá explicar isso a estes pobres esquecidos de Deus e dos homens- , ele é o André Ventura (acudam!) ele é o confinamento e eu sem poder ir à pesca e a ficar cada dia mais cacimbado... eu sei lá!
Valha-me a Nossa Senhora do Pópulo!
Concordo com o António Luíz e a Cristina embora, sendo preciosista, ache que a palavra regalo é aqui mal aplicada. Talvez alegro--me a possa substituir com propriedade. Sabe, António? Às vezes o ódio, a sobranceria e a falta de discernimento levam ao cometimento de erros fatais, com repercussões graves no futuro próximo. Os poderes acima de nós nunca estão, hoje, longe. Estamos, felizmente, próximos em tudo. Não sei se terá sido o caso dessa livraria, mas parece-me que aceitar que, mesmo sendo a mais bela do mundo (o que é sempre subjetivo), pode haver escritores que não a tenham visitado ajudaria a um mundo literário mais pacífico e em que a coexistência com a diferença, não massacrando o nosso narcisismo, também não nos colocaria em situações complicadas. No fundo é aceitar que não mandamos na vontade dos outros, não lhes determinamos o destino e às vezes é prudente não continuar. Nem fazer posts irrelevantes. Beijinhos doces aqui do anonimato.
EliminarEu também gostaria de levar os pobrezinhos aterrorizados para manhattan mas, se eles não quiserem, nem por isso me aborrecerei. Penso assim: " bem parvo és" E sigo.
EliminarNão , não! É mesmo regalo... regalado que nem um gato estendido num telhado ao Sol!
EliminarEheheh!
Já agora, também nada tenho contra a Lello. Foi um exagero de reação, acontece.
EliminarQuanto à "mais linda do mundo", é habitual, quando falamos de nós, portugueses: as praias mais bonitas do mundo, o melhor azeite do mundo, o melhor sol do mundo, o melhor vinho do mundo... a lista é infindável. Estranho não enriquecermos, nem nos tornarmos uma potência mundial, com tanta maravilha. E também é estranho que o resto do mundo nem saiba onde estão as melhores coisas do mundo.
Temos o melhor jogador de futebol do mundo, lá isso, temos.
Verdadeiramente, muito estranho! Deve ter sido enfeitiçada por uma personagem da saga, embora não saiba qual, pois nem li os livros, nem vi os filmes.
ResponderEliminarGostei da animação, por aqui. Por isso, acho que devia ser feito um torneio, doze por doze, com lugar em Londres, sendo os cavaleiros pela Lello contra aqueles pela Joanne. Pela minha parte, seguirei por terra, tal como o Magriço, tendo a certeza de que, como se encontram os transportes marítimos, serei o primeiro a chegar. Pedirei uma imitação da escadaria famosa para subir ao cavalo e na gualdrapa da cavalgadura deixarei escrito: da Pátria do Pessoa, with love. E quanto aos anónimos não vai existir problema algum: com o elmo na cabeça, ninguém os reconhece.
ResponderEliminarÉ preciso cautela nos regalos. Já há um profundo descontentamento em quem os olha e observa e a idade não os salvará dos resultados das próprias acções. Usando bengala ou não devemos sempre ser justos e correctos.
EliminarMas quem sou eu para alertar o vigário? Beijinhos e uma noite boa.
EliminarEm comentário ao meu comentário, o Anónimo (tanto faz ser um ou dois) deixou aqui uns enigmas que eu não decifro sobre o que li e comentei. Talvez com uma máquina de criptografia "Enigma", semelhante à que foi utilizada na II Guerra Mundial, consiga perceber o que está expresso, para além dos beijinhos e de uma boa noite, que retribuo.
EliminarAh, visto isto, não uso bengala; quanto a ser justo e correcto, procuro sê-lo, mas nem sempre se consegue.
Bengala? Eu é Benguela... pelo menos por enquanto, ahahah!
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