O que ando a ler

E pronto, passou mais um mês e chegou aquele dia em que todos dizemos o que andamos a ler. Para vossa surpresa, leio neste momento um policial, algo que não é nem meu hábito, nem coisa da minha predilecção. Mas estava sem cabeça para o livro que tinha à cabeceira (sim, a minha concentração está bastante afectada pelo confinamento e gasto-a todinha no trabalho), pelo que me recomendaram este À beira do Abismo, de Raymond Chandler, a primeira aventura do detective Philip Marlowe, de 1939, considerada pelo The Guardian e pela revista Time um dos cem melhores romances de sempre. Não iria tão longe, mas, sim, a personagem de Marlowe é bem esgalhada e a trama das filhas malcomportadas do velho milionário, num escândalo que mete fotografias porno, uma bela intriga que distrai do vírus antes de se apagar a luz e adormecer.


Para hoje, já que falei de policiais, recomendo Um Céu demasiado Azul, de Francisco José Viegas, ou quaquer outro romance do mesmo autor com o inspector Jaime Ramos.


P. S. Tenho respeito por quem me lê, mas gostaria também de ter o seu respeito. Se escrevo sobre um assunto, comente sobre esse assunto. Se há alguém indisposto com o País, o vírus, o confinamento, o seu salário ou a sua vida, por favor não use este blog para reclamar disso. Peço ainda aos comentadores que se respeitem mutuamente, mesmo que estejam em desacordo, e que não se escondam no anonimato para se insultar.

Comentários

  1. Absolutamente de acordo MRP. Ando a ler o livro Tempo de Dádivas de Patrick Leigh Fermor, uma viagem a pé do autor, quando tinha 18 anos, nos anos 30,de Londres a Istambul. Fascinante.Acabei de ler Inventário, do falecido José Cutileiro.

    ResponderEliminar
  2. Embora seja um leitor de romances policiais (tenho a colecção Vampiro, do género, com quase 700 volumes), não ando a ler uma obra neste quadrante literário. estou a reler "A Túnica", de LLoyd C. Douglas, pois já há muitos anos fiz a sua primeira leitura. Como é um livro enorme, vou paulatinamente revendo os capítulos, que são 25.
    Ainda sobre a leitura da extraordinária MRP, é também a da minha preferência quanto ao autor Raymond Chandler, sendo que o livro mais preferido, no meu caso, seja o seu "O Imenso Adeus".
    Sobre o P. S. (post scriptum) devo dizer que estou de acordo em todo o seu conjunto. Também já pisei o risco, designadamente quanto a "torcer" o assunto, e sei que há grande apetência para se fazer isso, até porque os próprios temas têm ramificações possíveis que permitem esses livres alvedrios.
    Sobre os anonimatos já falei muito sobre eles, não porque não acredite que sejam feitos por pessoas credíveis, mas porque causam confusão (já li anónimos a responderem a anónimos, numa espécie de solilóquio escrito).
    Relativamente a troca de "galhardetes" mais reprováveis, espero não pertencer a esse rol, porquanto todos me merecem respeito e o assunto "livros" e "literatura" é, à partida, pacífico, e nada dado a julgamentos e acusações. Estranho que, nos últimos posts, haja intrusão de assuntos sobre alguém que quer abandonar o país, destilação de ódios a pessoas e outros "fait divers" de que não percebo patavina. Talvez algum canal de televisão ache pertinente abrir na grelha um tema para "indignados" e permite despejar o saco a estas "desconsiderações".
    Em suma: uma vez que a anfitriã deixa liberdade no espaço, respeite-se também essa liberdade, por ser sinal de democracia. Porque também é legítimo da sua parte que recomende comentar sobre o que ela escreve, concordando ou discordando, uma vez que lá diz o ditado: não se deve ser tão doce que as moscas assentem.

    ResponderEliminar
  3. Eu sei que é um dos dez melhores romances de sempre - em língua inglesa. Boa semaninha e obrigada.

    ResponderEliminar
  4. Estou a ler as novelas reunidas no volume "Onde a Noite se Acaba, de José Rodrigues Miguéis, um autor a que regresso com frequência.
    Quanto às participações novas que teem ocorrido tomei-as por intervenções provocatórias e inconsequentes. Não estávamos habituados e creio que nenhum de nós gosta. Espero simplesmente que passem.

    ResponderEliminar
  5. Este post começa por dizer: "...chegou aquele dia em que todos dizemos o que andamos a ler..." Com todo o respeito, direi que eu não me incluo nesse "todos", pois, nunca digo o que ando a ler, por entender que isso não é assim tão importante, mas não critico quem o faça. Mais importante do que dizer o que ando a ler é perceber e ter sempre presente: porque leio ? porque devo ler ? Estou a ler um livro e um jornal, não dispenso estes dois "medicamentos"... que tão bem me fazem aos neurónios. Cada leitor tem as suas preferências, as suas estratégias, o seu ritmo de leitura e escolhe os seus caminhos, eu também tenho a minha forma própria de "descobrir"... o livro que me dá prazer ler. No meu Blog não digo o que ando a ler mas, digo porque leio. E porque leio ? Leio para ter mais bem estar, educação e saúde e, não para ser erudito, culto ou literato. A comentar também aprendo. fl
    Bom dia.
    Cumprts de:
    . nos tempos livres - ler é o melhor remédio .

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gostaria de conhecer o blog de que fala!

      Eliminar
    2. Caro leitor/a:

      O endereço para o meu blog, é:

      . nos tempos livres - ler é o melhor remédio .

      Cumprts, fl

      Eliminar
  6. António Luiz Pacheco1 de junho de 2020 às 02:58

    O que ando a ler...
    Na verdade nada que interesse a este blog! Básicamente, ando a ler, discutir e a trocar informações ou a pesquisar, sobre três assuntosque tenho em mãos e para que tenho de assistir a reuniões (presenciais, por zoom ou skype), fazer relatórios, emitir pareceres de consultoria e ainda desenhar os respectivos projectos, sobre: 1- Cultura do abacate, sua comercialização em fresco e transformação, produção de óleo 2 - Análise da oportunidade de produção da macadâmia. 3 - Ligação de projectos de apicultura a ambos. 4 - Análise da oportunidade e das condições para desenvolver um projecto de maricultura, incluindo a produção de ração com os meios locais.
    Pode parecer que não, mas são assuntos muito complexos que obrigam a intensa pesquisa e muita dedicação. Portanto práticamente só tenho lido sobre estes assuntos... nem vale a pena citar autores e obras, porque a maioria são ou publicações técnicas ou trabalhos académicos.
    Faz-me falta ler um bom romance, creiam... mas chego a acordar de noite com uma idéia súbita, que imediatamente gravo.

    Como forma de descomprimir vou compondo alguns textos em grupos da internet de que faço parte, de caça, pesca submarina e culinária.

    Aguardo com natural curiosidade para saber o que lêem de momento os Extraordinários, até porque o momento tem sido propício a isso, imagino eu...

    Sobre o post-scriptum da Nossa Extraordinária Anfitriã:
    Concordo inteiramente, se não concordasse não participava deste espaço, é simples.
    Este é um blog de leitura, de livros, pelo que o que se espera é justamente que se apontem obras e autores, que se fale sobre eles.
    A quem participe nele, a quem participe no que quer que sejam actividades colectivas, o que se espera é que esteja bem consigo mesmo e com os outros! Quem não esteja, pois que vá para outras paragens, que procure ajuda psiquiátrica ou psicológica, que faça massacres, que tome drogas ou se embede, até que crie artísticamente, mas que não implique nem incomode os outros!

    Saudações boas e de bem-estar, cá da Cidade Morena!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ó Paxeco fiquei sem saber se
      gostas de policiais.
      Permito-me recomendar-te um excelente livro de Georges Simenon, um grande escritor deste género literário: "O homem que via passar os comboios".

      Eliminar
    2. António Luiz Pacheco1 de junho de 2020 às 10:18

      Bom... vou satisfazer a tua curiosidade:
      - Eu leio de tudo!
      Portanto, também já li policiais, conheço a maior parte dos "clássicos" incluindo o Simenon o Roussada Pinto, Agatha Christie, Conan Doyle... no entanto não é género que me atraia, e só raramente leio policiais.
      Curiosamente, gosto mais de ver policiais na TV, do que de ler! Aprecio particularmente o Poirot!
      Todavia possuo vários livros do género, incluindo a colecção Vampiro, toda... era do meu pai que apreciava policiais, esse sim.
      Policiais, Espionagem e Ficção Científica, salvo as devidas e notáveis excepções, não são o meu género literário.
      Já leste o Jaime Bunda, detective angolano criado pelo Pepetela? Esse sim... é o meu gébero de policial, ou os do Tom Sharpe, pelo humor. Li uma vez um muito bom, creio que escrito por Jô Soares, sobre o Sherlock Holmes no Rio de Janeiro. Conheces?
      Abraço

      Eliminar
    3. Nunca li nada do Pepetela, mas tenho, pelo menos, dois livros dele (Contos de morte e Parábola do Cágado Velho), que ainda não li.

      Creio que também tenho (algures) um livro do Tom Sharpe que também ainda não li.

      Eliminar
    4. António Luiz Pacheco1 de junho de 2020 às 11:55

      O Pepetela é um dos escritores que mais gosto!
      Tom Sharpe, também... mas o Sharpe é simplesmente hilariante!

      Eliminar
  7. Bom dia, eu estou a ler O Nervo Óptico, de Maria Gainza (e a gostar muito), para participar na Sexta-Feira no Clube de Leitura da Leya, este mês dirigido pela nossa excelente anfitriã! Gostei muito de a ouvir a introduzir os 4 livros em escolha este mês, Maria do Rosário! 
    Também tenho estranhado e lamentado os anónimos que apareceram recentemente, com o único intuito de desestabilizar um blog que parecia imune aos haters, onde se estava sempre tão bem e tão tranquilamente a comentar livros e assuntos afins – num ambiente criado com tanto amor e dedicação pela nossa anfitriã, que foi sempre um oásis para mim. Apesar de raramente comentar, não perco nem os posts, nem os comentários dos restantes extraordinários. Inspiro-me neles para as minhas leituras, e agradeço a todos pelo tempo bem passado.
    Espero também que este fenómeno passe, que os haters se fartem e vão chatear outra freguesia. Para isso é importante ignorá-los, pois eles precisam de palco, é para isso que aparecem.
    Boas leituras a todos!
    Filipa

    ResponderEliminar
  8. Acabei de ler, deliciado !, o “Manual de Sobrevivência do Escritor” de João Tordo. Mostra-nos, por dentro, esse labor criativo único que é o da ficção literária. Se todos os livros com qualidade literária levam dentro de si uma pessoa, o seu autor, como Saramago gostava de dizer, a esta última obra de João Tordo ainda mais se aplica este aforismo. O escritor parece estar a falar-nos da mesa ao lado partilhando as suas escolhas, alegrias, agruras e convicções literárias, transmitidas sempre com brilhantismo, humor e autoironia. Trouxe-me inúmeras surpresas este Manual como a do seu respeito, diria quase absoluta submissão, aos conselhos de uma boa editora que, afirma ele de modo firme e repetido, deve ter a última palavra sobre a qualidade e a necessidade de aperfeiçoamento de cada romance antes de ser publicado (inclui um elegante agradecimento à Maria do Rosário Pedreira). Aponta os perigos da autocomplacência em publicar online ou em edições de autor, tentação que, segundo Tordo, pode lesar irremediavelmente a carreira um jovem escritor. Espantei-me ao perceber como o tédio pode ser fonte de grande produtividade para um ficcionista. Fez-me também a compreender um pouco a razão de ser daquela fase da sua escrita, a da Trilogia, em que subitamente o seu estilo se tornou despojado, duro até, como se criado por um anacoreta em busca de fusão mística com a Literatura Pura (imaginação minha). Para o meu prazer, talvez egoísta, “A Mulher que Correu Atrás do Vento” trouxe de volta um estilo e uma temática mais florida e próxima daquela que inicialmente me fez apaixonar pela escrita de João Tordo. É-nos demonstrado, com múltiplas ilustrações, como é quase suicidário alguém querer ter como modo de vida ser romancista no nosso país (mas não só). Oferece-nos uma visão pessoal de um bom número de grandes criadores literários do último meio século, o que nos ajuda a reavaliar as nossas próprias escolhas. Salutarmente, senti-me em desacordo com o autor em vários momentos, como quando ferozmente criticou o seu livro “Hotel Memória”, um romance cujo enredo está sempre a andar e nos arrasta por Nova Iorque numa deriva obsessiva de querermos saber o que vai acontecer a seguir, desde a primeira até à última página da obra. Uma obra-prima, para mim claro. E, finalmente, este livro tem no personagem João Tordo uma extraordinária criação literária que o torna mais íntimo de quem é seu leitor assíduo, o que não é pouca oferta do seu autor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco1 de junho de 2020 às 05:18

      Como sempre, gostei de o ler, Extraordinário Artur!
      Fiquei interessado no livro que aqui nos trouxe, confessando nunca ter lido nada do João Tordo. O tema é atractivo, tem tudo a ver connosco e pela forma como o descreve, creio que vou ler!
      No entanto, e do que li, tenho um reparo a fazer, tendo a ver com uma questão que nunca ninguém me conseguiu ainda esclarecer - como fazer para editar um livro?
      Lapalissiniamente dir-me-ão: - É escrever uma obra muito boa, publicável!
      Pois... porém a questão não fica por aí e mantém-se o "como fazer uma Editora ou um editor chegar a ler o que se escreveu" ?
      Aí reside o busílis, porque se não fazemos parte de uma plêiade que tenha acesso a uma Editora ou a um editor, porque não tendo conhecimentos no meio, se não possuímos um apelido ou somos familiares de alguém, se não fazemos parte do Mundo do espectáculo ou do entretenimento, da política, ou não tenhamos uma notoriedade qualquer, como é que se consegue essa atenção para o que se escreveu?
      A resposta, eu mesmo já sei: Não consegue!
      Pura e simplesmente não se consegue, e, sabe-se lá que boas obras não ficam por publicar? O que não dói na consciência profissional da maioria daqueles preocupados em cumprir o seu horário, não em descobrir um talento, mas assegurar o seu salário, o que é de resto humanamente compreensível, porém também impede a realização ou o sucesso do funcionário da Editora, que não será assim um editor, um descobridor, porque não tem o rasgo e nem arrisca.
      Estarei eu a ser injusto?
      É que nem que se tenha escrito uma obra-prima, não me parece que se consiga furar o bloqueio da indiferença, portanto, o que resta se não somos gente "famosa" ?
      Pois fazer aquilo que todos os escritores publicados desaconselham e que é a auto-publicação, ou então pura e simplesmente desistir.
      É como não ter dinheiro para comer, perguntar como se há de fazer, e dizerem-nos: vá a um restaurante!
      Quem seja jovem, pode sempre iniciar uma carreira na comunicação social, pode ir escrevendo em jornais ou revistas, preparando assim o caminho e a abertura para o seu romance vir a ser pelo menos analisado. Os outros... pois vão às editoras da vaidade, como lhes ouvi chamar. Pelo menos terão uns exemplares para oferecer aos amigos, que já é consolação... eheheh!

      Grande abraço cá da Cidade Morena!

      Eliminar
    2. Caro António Luiz, muito obrigado pelas suas palavras amigas vindas de um companheiro de caminho de quem leio sempre com muito prazer e proveito as reflexões que aqui nos vai deixando e o faz com tanta frequência. A questão da publicação de ficção original no nosso país, tal como nos é descrita pelo João Tordo no seu último livro, é de facto angustiante para quem não tenha contactos no meio editorial, aliás como o meu Amigo tão bem diagnostica no seu comentário. No caso do Tordo, teve a sorte de o José Luís Peixoto, depois de muitas negas ou simples não respostas, ter levado o seu primeiro original a uma editora sensível que o leu e aprovou. Depois veio o Prémio Saramago e ele passou a ser um nome conhecido e com público fiel. A mensagem do livro do João Tordo é bastante desanimadora para quem quiser ser ficcionista profissional; e, por outro lado, também diz que não vale a pena a autopublicação. Receba um abraço de admiração e agradecimento pela sua disponibilidade para o diálogo.

      Eliminar
    3. António Luiz: avance na auto-publicação. Arranje um bom revisor - posso aconselhar-lhe a Cristina Silveira de Carvalho - e dê o seu livro a ler a conhecidos bons leitores. Boas histórias e qualidade de escrita não lhe faltam. Sobre o Tordo: li muito dos seus livros iniciais percebendo bem a sua evolução como escritor. Só a escrita faz o escritor. E, ninguém que goste de escrever deve desistir perante a aleatoriedade na escolha dos eleitos levados ao leitor. Até porque a prazo curto ou médio quem faz o escritor, mais do que a qualidade da sua escrita, são opções muitas vezes dignas de "um jogo de dados".

      Eliminar
    4. O narcisista mediocre não consegue mesmo calar-se pois não? E muito em breve terá a fama digna de um stalker mundial. Directly from ABC News.

      Eliminar
  9. Releio "APARIÇÃO" de Vergílio Ferreira, é um bom romance (de 1959), no entanto, sinto-o com um ritmo algo lento, mas, tal como poderia ter dito Eça de Queiroz, de um grande escritor até as "contas do alfaiate" deveriam ser lidas.

    Decididamente, deste autor o que realmente me fascinou, e penso que seja mesmo a sua grande obra, foram os seus diários (Conta Corrente, 9 volumes um retrato surpreendente da vida portuguesa entre 1980 e 1994) pois, como muitas vezes salientava Vergílio Ferreira, "o que importa num Diário não é o que acontece mas a maneira como se faz acontecer".

    ResponderEliminar
  10. Já na 6ªfeira passada fiz um comentário a este propósito(que começa por E pena).Apoio tudo o que foi entretanto dito a este respeito.
    Quanto ao anonimato(meu)apenas se deve a pouca destreza com a internet.Vou passar a assina-los no fim.
    Quanto a sugestão de hoje,nao sou grande apreciadora do género,embora tenha lido todos os livros da Agatha Christie há muitos anos(que me agradaram imenso na altura) e do Francisco Jose Viegas também li vários e recomendaria "O colecionador de erva"sobretudo para pessoas do Porto,como eu.
    Bibi

    ResponderEliminar
  11. A escolha é boa.

    Curiosamente o último livro que li foi "Lourenço Marques", do Francisco.

    Gostei muito (mesmo sem a presença do Jaime Ramos...), pela viagem com palavras...

    ResponderEliminar
  12. Bom a dia Maria do Rosário,
    muito grato pelas suas sugestões.
    Neste momento tenho em mãos "Rua de Paris em dia de chuva" da Isabel Rio Novo e estou a gostar muito.
    Vítor Fontes

    ResponderEliminar
  13. Eu continuo na companhia da Djaimilia e do seu Pintado com o Pé. Que grande escritora! Que perda para a Leya que a deixou fugir!...
    Vou entremeando com Arte e Infinitude de Bernardo Pinto de Almeida, livro de ensaios, denso mas deveras interessante.

    ResponderEliminar
  14. Boa tarde Maria do Rosário,
    Ando a ler um livro que indicou em uma de suas publicações, o Rabos de Lagartixa do Juan Marsé, apesar de estar a ser lentamente porque, tal como a Maria do Rosário, ando com alguma dificuldade em concentrar-me nestes tempos...
    Acerca da sua nota final, surpreendeu-me constatar durante a semana passada as situações que relatou. Incomodou-me bastante, sinceramente.
    Tal como venho reparando uma maior propensão a uma violência algo explícita, porém não conscientemente assumida, em publicações nas redes sociais. Sabemos todos que são propensas a isto nesta nova realidade de robôs, fake news, etc, mas começa a ser de demasiada toxicidade nos tempos que vivemos, ainda mais quando começam a surgir de "pessoas próximas".
    Estarei demasiado sensível? Não me parece. Talvez seja um efeito secundário da maior disponibilidade para a observação em tempos de reclusão...
    Com as dificuldades que todos andamos a ter de enfrentar realmente não precisamos disso. Em bom rigor, já não precisávamos de nada disso antes desta pandemia e só demonstra mais uma vez que trabalhar para algum equilíbrio e serenidade interiores tem sido obra de poucos.
    Igualmente que boa educação e aquilo que ex-Presidente do Uruguai, o Sr. Pepe Mujica, define como sobriedade andam cada vez mais raras.
    Como um dos Extraordinários escreveu em seu comentário, esperemos que passe.
    Não consigo possível aceitar que lugares de conforto possam ser conspurcados por estas atitudes.
    Acredite, Maria do Rosário, que para esta sua leitora este é um lugar de conforto, aprendizagem, troca e lucidez.
    Como é muito prazerosa a companhia dos Extraordinários com os seus comentários.
    Muita força e bem-haja!
    Com os meus cumprimentos,
    Patricia Ribeiro

    ResponderEliminar
  15. Olá,
    Eu terminei "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai livro do mês do Clube de Leitura Próximo Capítulo, que já tinha lido há muito anos e que adorei reler. Infelizmente, devido aos horários não consegui assistir à reunião do Clube.
    Agora estou a ler "A noite em que o verão acabou" de João Tordo. Estou a gostar muito. O livro dele que mais gostei foi "O Bom Inverno".
    Beijinhos,
    Maria João Arbués

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco1 de junho de 2020 às 10:23

      Está mais do que visto que ando a perder um bom autor, e, vou mesmo ter que ler João Tordo!
      AInda bem, como costumo dizer, que ainda há bons livros e autores por descobrir...

      Cumprimentos cá da longínqua Cidade Morena.

      Eliminar
    2. António Luíz: comece pelo "o luto de Elias Gro". Identificamo-nos tanto com as personagens que julgamos reconhece-las. Mas talvez seja defeito meu: hoje fui ao Twitter da J. K. Rowling e estava lá um desenho que lhe foi remetido por uma das muitas crianças suas fas, a Anna, que a divertida J.K. descreveu como sendo um dos seus monstrinhos, metade pássaro, metade insecto, com presas e cornos! Ainda bem que tenho a certeza que tal criatura não existe, apesar de me ter soado algo familiar. Agora vou-me embora para não ser acusada pela Rosário de fugir ao tema, o que faço constantemente!

      Eliminar
    3. António Luiz Pacheco2 de junho de 2020 às 04:05

      Grato pela sugestão, pois pelo que pude pesquisar, creio que me deve assentar mesmo bem!
      Belíssima dica... e não creio que nos estejamos da desviar do tema, que no fundo são livros e leituras!
      Tentei pôr aqui um sapo a piscar o olho, mas desconsegui... não percebo mesmo nada destas coisas!

      Eliminar
  16. "The Scarlet letter ", assim mesmo, na versão inglesa, livro fantástico que relata o horrendo costume, na época puritana, de gravar um "A" no corpo do vestido das mulheres adulteras. Um precursor do feminismo, o Nathaniel Hawthorne! Digo eu que nunca pensei ter de utilizar ainda, no século vinte, um pseudonimo masculino. E claro que venci a suzanne! Mas não vou agradecer por isso.

    ResponderEliminar
  17. Comecei a ler policiais com a colecção Policial/Ficção Científica da Caminho. Comprava-os na Feira do Livro quase sempre em promoções "Pague 3, leve 4" e escolhia autores portugueses que se lançavam nesses temas.
    Há uns anos voltei a pegar em policiais, quando se tornaram moda os Nórdicos. Stieg Larsson, Camila Läckberg e Mons Kallentoft. Tomei o gosto daqueles cenários de neve e gelo, em que parece que qualquer escandinavo é um possível psicopata.
    Mas são livros que preciso de intercalar para não ficar a pensar mal da humanidade. Mesmo assim aínda tenho um policial que estou curioso para ler "Lisboa-Reykjavik" da escritora Yrsa Sigurdardóttir.
    Fico com a impressão que o sucesso dos policias está na dupla principal. Se há empatia entre personagens ou andam sempre em picardias. Mais do que saber quem é o assassino é conhecer personagens fabulosas e diálogos perfeitamente encaixados.
    Leiam e divirtam-se.

    ResponderEliminar
  18. Também nunca fui grande fã de policiais, mas li há uns anos "À beira do abismo" e apaixonei-me instantaneamente pelo Marlowe e pelo Chandler. Um beijinho para si, Rosário, nestes tempos de desconcentração e desconcerto

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório