Um livro que pode e deve

Um dos autores que publico, David Machado, é um verdadeiro cultor da felicidade. Acha (e com razão) que devemos aproveitar o melhor possível o tempo que nos cabe viver neste mundo; e, como tal, não se deixa abater por dá cá aquela palha e tem sempre boas ideias para combater a inércia e a tendência portuguesa para o entristecimento. Chegou a pandemia e não ficou quieto, mesmo sabendo eu que tem dois filhos pequenos em casa e que lhe cancelaram todas as idas a escolas e bibliotecas, que é como ocupa maioritariamente o seu tempo, com actividades que correspondem a uma parte significativa do que ganha. Com a colaboração de Paulo Galindro, que é um ilustrador com quem trabalha regularmente, criou uma página chamada Um Dia de Cada Vez, com uma actividade por dia para as crianças fechadas em casa. E não são actividades parvinhas, mas coisas muito criativas, inteligentes, cheias de humor e, ao mesmo tempo, que levam os miúdos a pensar sobre o que lhes aconteceu e a concluir que a vida não é um mar de rosas, mas há sempre maneira de substituir a neura por algo realmente construtivo. Agora, tudo isso pode (e deve) juntar-se num livro, e os autores estão a pedir apoio para isso. Deixo-vos o link para entenderem pormenorizadamente o projecto e, em querendo, contribuírem. Eu já o fiz e não custou nada. Acho que o meu sobrinho mais novo, quando vir o livro, vai adorar.


ppl.pt/umdiadecadavez?fbclid=IwAR30jL-NRpJ5g2D7YtfBEMwsHykmkG9B_46UsptpFC8cijSGMPBqmadS4Ts


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Quase me esquecia de recomendar um livro... Bem, como falei deste meu autor, vou recomendar a sua mais recente obra para adultos, A Educação dos Gafanhotos, um «on the road» nos Estados Unidos de dois rapazes que pensavam que já eram muito crescidos, mas a quem os factos trocam as voltas.

Comentários

  1. A decisão de torná-lo num livro, deveu-se ao facto dos seguidores da página do facebook terem insistido que tinha que acontecer. Eu fui uma delas, e muito me orgulho de que aquelas pequenas maravilhas fiquem impressas para gáudio de crianças e de adultos. Tinha mesmo que ser.

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  2. António Luiz Pacheco11 de maio de 2020 às 03:59

    Gostei bastante do "Indice médio de felicidade"... A educação dos gafanhotos... (alusão ao outro "grass hopper" que também andava a ser educado por um mestre?) vai para a minha lista!

    Quanto ao projecto, vou ver...

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  3. Também gostei do "Índice Médio de Felicidade", única obra deste autor que conheço. A versão cinematográfica é que é mais um caso em que o filme desmerece o livro.

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  4. De David Machado, o que mais gostei foi "Deixem falar as pedras". As primeiras páginas são uma maravilha. Recomendo.

    Rui Miguel Almeida

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  5. A verdade é que, como afirma o David Machado - «pela primeira vez, eliminar todos os intermediários (editoras, distribuidoras, livreiros) é, ao mesmo tempo, assustador e estimulante. Estaremos mais próximos de vocês, leitores, do que nunca. Esperamos que partilhem connosco esta aventura.» - tudo isto é novo, mas "nada disto é fado".
    O confinamento teve esta consequência: a de aumentar exponencialmente a velocidade de introdução das novas formas de edição, que não são contra ninguém, são antes a favor de uma maior diversidade e entrega ao público leitor em geral e a nichos concretos, os quais estariam órfãos de conhecer novas propostas sem estas novas formas de editar.
    Uma forma simultaneamente mais democrática de sujeição e difusão da leitura.
    Nem tudo é mau neste reino, tantas vezes assemelhando-se ao pior do da Dinamarca.

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