Próximo Capítulo em Junho
Já aqui falei do Clube de Leitura da Leya, o Próximo Capítulo, lançado este ano no Dia Mundial do Livro. No mês de Maio, os leitores inscritos escolheram entre os quatro livros propostos As Velas Ardem até ao Fim, de Sándor Márai, um belíssimo romance de um autor que morreu sem saber o êxito que viria a ter no mundo inteiro e discutiram-no em várias sessões com a minha colega Rita Fazenda. Em Junho, será a minha vez de conduzir o Próximo Capítulo e hoje à tarde vou levantar a pontinha do véu sobre os quatro títulos que estarão a votação: dois de autores portugueses, dois de autoras estrangeiras (não fiz por ser politicamente correcta, mas calhou). São quatro livros muito diferentes: alguns baseados em factos reais, outros assumidamente autobiográficos, um de recorte mais clássico na forma de narrar, outro polifónico. Inventivos, especulativos, duros, cinematográficos, realistas, ligados a outras artes e a guerras que nos são estranhas, enfim, vai haver de tudo e para todos os gostos. Só pode ganhar um, evidentemente, e será sobre esse que farei algumas sessões com os membros do clube (por Zoom, para já), respondendo a perguntas e quiçá até dialogando com os respectivos autores (se forem portugueses). Se quer saber de que livros falo, inscreva-se em proximocapitulo@leya.com. Receberá depois um email para votar num dos livros até dia 25. (Faço segredo, porque tem mais graça.)
Hoje recomendo-vos a leitura de Amor no Feno e Outros Contos, de D. H. Lawrence (ele estava a olhar para mim ali da estante, numa edição muito antiga da Assírio e Alvim, e foi como se me chamasse). Os meus contos preferidos desta colectânea são: O Homem Que Morreu e O Homem Que Amava as Ilhas. A tradução (fui ver agora mesmo) é de Maria Teresa Guerreiro.
Olha! D.H. Lawrence... xiiii.... de quem se foi lembrar!
ResponderEliminarUm escritor tão abrangente quanto políticamente incorrecto e suponho que polémico.
Ai... cai o Carmo e a Trindade, acudam, aqui d'el-rei, o homem há-de ser maldito à luz do brilhante pensamento actual, em que prepondera a intolerância para quem não esteja dentro daquilo que está definido na esquadria vigente!
Mas é assim que eu gosto, e, porque é que só se hão-de louvar e divulgar os da esquerda?
Não sendo um dos meus autores de referência, nunca li este livro de contos, e dele só conheço "A virgem e o cigano", que aliás depois deu origem a um filme de série B, se bem me recordo.
Também já procurei algum dos seus livros de viagens, mas nunca os encontrei traduzidos para português. "Sea and Sardinia" ... ainda o tive na mão, numa pequena livraria em Cagliari, mas chateia-me ler em inglês, e desisti da compra. Hhoje tenho pena de o ter feito, pois seria uma curiosidade...
Enfim, este autor pode ser um excelente tema de conversa, aliás actual e adequado ao tempo em que vivemos, quando se tenta a todo o custo impor uma ditadura de opinião que as pessoas ainda não entenderam ser anti-democrática em extremo, pois a democracia é envolvente e abrangente, não pode ser exclusiva, onde se tentam englobar uns e excluir outros. Eu chamo a isso democracia dirigida e para mim não serve.
Saudações democráticamente do mais políticamente incorrecto que há, desde a Cidade Morena, e, votos de bom fim-de-semana!
Já agora, para ser justo, democrático e esclarecer alguém, o meu interesse por "Sea and Sardinia", levou-me a saber que este livro não é apenas uma narrativa de viagem à ilha da Sardenha, mas contém uma homenagem do controverso escritor a uma mulher notável, também ela escritora, natural da Sardenha e que personificou os seus conterrâneos ao ponto de ser agraciada com um Nobel da Literatura, em 1926, sendo a segunda mulher a recebê-lo, depois da já celebrada Selma Lagerlof. É tido por um livro que capta e retrata o espírito dos sardos de uma forma humanista.
EliminarO amor não é grato nem submisso: o amor limita-se a ser, numa existência impudica de quem tem que conspurcar o corpo desejado, pois consumi-lo será a única forma de aumenta-lo. Sem o amor não chegamos a existir e queremo-lo eterno, implausivelmente sobrevivente à decadência dos corpos e ao devir dos dias. Grata, sim, a Deus, ao Universo e a todas as constelações por ter encontrado quem soube ver-me também por dentro, como semelhante a si. Estaremos juntos na imortalidade: amo-te tanto.
ResponderEliminarDizem que devo agradecer a Santa Rita de Cassia e a São Jorge e eu admito que sim. Só não agradeço ao amor porque me parece que a gratidão, pertencendo à ordem das obrigações, apouca a paixão que é grande por ser voluntária e até indomável.
Eliminar"As velas ardem até ao fim" - livro excelente
ResponderEliminarO livro é muito bom: ensina que quem vive a atrapalhar os outros acaba frustrado e infeliz porque não merece mais.
EliminarPreferimos - e é mais que definitivo - quem vive (mal) da sua profissão. Quem tivesse vergonha não levaria isto até dia seis.
EliminarEu, como quase todos os genios, não tenho jeito para mais nada senão ser genial. Farto-me de partir, com grande estrondo, entre impropérios, chávenas de chá. Mas corações em que more garanto que não parto!
ResponderEliminarVocê é muito convencida!
EliminarAhaha
EliminarEu diria mais: ele/ela é um genio!
EliminarAssim, sem acento nem nada!
Ai não parte, não.
EliminarUsted agora só chega, pelo menos aqui chega todos os dias para nos divertir com as suas frases de fino recorte literário.
A displicência faz parte do charme do génio.
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