Hay Festival

Aposto que, se gosta de livros, terá já ouvido falar do Hay Festival. Ele deve o seu nome à cidade galesa de Hay-on-Wye, que tinha numerosas livrarias desde os anos 1960, favorecendo a criação de uma festa literária anual de grandes dimensões e com convidados de todo o mundo. Mas, a partir do ano de 2005, o já muito popular Hay Festival estendeu-se a variadíssimas cidades europeias e de outros continentes, como Segóvia, Cartagena das Índias, Nairobi, Arequipa, Beirute ou mesmo as Maldivas; e, além de encontros de escritores, passou a ter também música e artes performativas. Este ano, porém, o Hay Festival sofreu, como todos os outros eventos literários, os efeitos da pandemia e tornou-se apenas digital. Mas os convidados continuam a ser de peso, entre eles Margaret Atwood ou esse actor sublime que é Benedict Cumberbatch, mas também Leila Slimani, Tori Amos ou Simon Schama. O programa é extenso (e gratuito!) e começou dia 18, mas vai até 31 de Maio. Tem de registar-se para assistir, mas de certeza que vale a pena ficar a ver e ouvir os debates, as entrevistas e as oficinas que constam da programação. Deixo-lhe o link para escolher o que lhe interessa.


https://www.hayfestival.com/wales/home


Hoje recomendo um escritor do País de Gales. Melhor: dois. Dylan Thomas (a poesia ou, por exemplo, Retrato do Artista quando Jovem Cão e Outros Contos) e o famosíssimo Ken Follet e o seu best-seller Os Pilares da Terra.


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Comentários

  1. Vai até seis de junho: e eu conto os dias desesperadamente.

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    1. https://youtu.be/x1fhNoNqR6M

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    2. O único desespero que me importa, daqui até à eternidade, e doravante, é o do João. Lamento, mas sou apenas uma e limitada, apesar das óbvias genialidade e beleza...e modéstia, que tanto irrita alguns e muitos confundem com arrogância.

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  2. Aposto que, se gosta de livros, terá já ouvido falar do Hay Festival.

    Ó Caríssima Maria do Rosário Pedreira, desculpe-me a discordância mas acredite que perdia a aposta; pois eu apostava que em 1.000 leitores dos que gostam de livros 999 nunca nunca terão ouvido falar em tal festival -eu acho que o ganhava a aposta-.

    PILARES DA TERRA - um bom livro que li com interesse mas não mais do que um best seller.
    .

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  3. Inteiramente de acordo com Seve-nunca ouvi falar do Hay festival e quanto a Ken Follett...temos conversado.Exatamente o que referiu-um autor de Best sellers

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    1. Inteiramente em desacordo consigo e com o Seve :(
      Nunca li Ken Follett (vi as séries feitas a partir dos livros dele e gostei).
      E quem disse que um best seller não pode ser um livro bom? Aliás até o Seve diz que é bom...
      Quer um exemplo?
      A Bíblia!

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  4. Creio que a literatura nunca há-de definhar e será sempre este espaço cheio e curvilíneo que nos desperta o desejo de, qual Monte Fuji, a subirmos e descermos até à exaustão. É também um lugar de grande mediatismo, pelo que compreendemos o desespero dos seus detractores, mas não existe maior prova de maturidade do que aprender a conviver com o que nos contraria. Enfim: salvaguardemo-nos enquanto é possível, e não objectifiquemos a beleza masculina dos livros, que deve ser assumida pela sua genialidade e não utilizada pela mediocridade de quem os amparou na solidão mas não lhes é igual. Beijinhos doces, (e até junho).

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    1. " espaço cheio e curvilíneo que nos desperta o desejo de, qual Monte Fuji, a subirmos e descermos até à exaustão"... hummmmm...

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    2. Só percebi que até Junho vou ficar sem beijinhos doces mas, como cantava a outra: I will survive!

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    3. Também pode ser o Kilimanjaro ou o Pico?

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    4. Monte Fuji ou outro, a conotação sexual é evidente.

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    5. A sério? Não tinha percebido. Na verdade o que começa em junho pode qualificar-se como uma afeição casta e até sacralizada.

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  5. Li referência a esse festival no País de Gales feita, salvo erro, pela Isabel Lucas num suplemento do jornal Público e a revista Visão penso que também se referiu a ele. Vêm visitantes de todas as partes do Mundo. Este ano será diferente. Li o Dylan Thomas, os Pilares da Terra apenas na TV.

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  6. António Luiz Pacheco21 de maio de 2020 às 06:33

    Bom: por acaso, já ouvira falar do Hay (feno) Festival, e justamente pelo curioso do nome! Não tendo a noção de que fosse assim tão-tão-tão... mas fiquei a saber, eheheh! Aliás é por isso que aqui venho.

    Também concordo que Benedict Cumberbach é um excelente actor. Os outros não estou a ver quem são e estou com preguiça de ir googlar.

    Dylan Thomas, foi um monstro da poesia, inspirando Bob Dylan a usar esse nome!
    Ken Follet, para mim é um Grande Escritor, gostei muitíssimo d' "Os pilares da Terra", na versão escrita como depois na série televisiva.
    Ambos são galeses, creio que há uma forte tradição nas letras no País de Gales.

    Continuo a acreditar que a escrita não está morta nem sequer moribunda... quanto mais não seja porque se escreve para séries ou cinema!
    Estes festivais, e os nossos mais pequeninos, assim o provam.

    Saudações vivas e escritas cá da Cidade Morena!

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  7. Para quem se não lembra, em 29 de Janeiro de 2019, a Rosário anunciou a participação em um Hay Festival, na Colômbia
    https://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/hay-festival-hay-500268

    Como não se estava em confinamento, a coisa foi para a frente.
    É caso para dizer: Ei! Será que, mesmo assim, o Hay é um pobre desconhecido?

    Quanto a Ken Follet e o seu best-seller "Os Pilares da Terra", vale a pena. Mas mais vale "A Noite sobre as Águas" ou a "Queda dos Gigantes". Ei! ou Ai! E o rosto do Follet faz-me lembrar Carlos Costa do BdP, salvos sejam ambos e dois.

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    1. Caro Fernando Costa, desculpe-me, mas não resisto:
      Só mesmo um português para fazer um trocadilho com "Ei" e "Hay".


      A propósito, um pequeno excerto de um conto de minha autoria:

      «A avó, porém, recordou que o filho havia cantado o Silent Night num coro do liceu, um momento que ela nunca esquecera. E, a pedido dela, não obstante a desaprovação da tia Guiomar e da filha Clara, fez-se ouvir a voz grave e poderosa, mas impiedosamente desafinada, do tio Januário:

      Siiiii-ilent Night

      Os primos trocaram olhares. Januário, com os seus olhos esbugalhados, expelia agora um ôôôôôô, que a Sandra não entendeu, perguntando-se se ele mudara de cantiga. Até que o tio completou a frase:

      Ôôôôôô-ôly Night

      Aquela maneira de ele pronunciar o Holy, sem o mínimo vestígio de um H expirado, provocou-lhe um ataque de riso muito forte e ela teve de tapar a boca com o guardanapo».

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    2. Peço licença para dizer-lhe que admirei as contribuições, embora raras, na internet do historiador José Augusto de Sotto Mayor Pizarro, sobre o qual a senhora diz seguir as pisadas respeitantes ao rei D. Dinis. Já agora, poderá suceder o mesmo em relação a muitos outros temas da primeira dinastia, será assim?

      Muito obrigado. Saudações.

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    3. Caro Marito, apesar de ter escrito um romance sobre D. Dinis muito baseado na biografia de Sotto Mayor Pizarro, não tenho seguido o trabalho deste historiador. A biografia do Rei Lavrador, publicada pela Temas e Debates, foi o único livro que li dele. Tenho novamente me dedicado a D. Afonso Henriques, com ênfase no aspeto militar, ou guerreiro, através dos livros de Miguel Gomes Martins (que são excelentes, diga-se de passagem).

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    4. Muito obrigado.
      O seu comentário da Sra. Prof. indica o nome que desconhecia mas vou saber. Quanto ao fundador, já verifiquei no seu blogue o livro que escreveu e vou saber mais. Há agora duas coisas sobre este rei que me merecem a curiosidade: a consorte Mafalda de Saboia, um pouco esquecida mas relembrada pelo nosso Presidente na última visita a Itália, e, alertado por Sotto Mayor Pizarro, os integrantes das tropas que lutavam com D. Afonso, maioritariamente estrangeiros, não só no cerco de Lisboa... deixando os nossos filhos-famílias no remanso das Terras de Santa Maria e Douro.
      Mais uma vez grato.

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